Cascavel Adoecida

Serena como pomba ferida
Mergulho na estranha certeza de não mais ficar
Desta forma à mercê do meu carrasco
Como babel, doces lábios de Frida.

Que pena, meu Deus, não há como eu
Quem saiba amar desesperadamente
No redemoinho dos açoites da vida
Amar com verdade e sangue, desgraçadamente!

Nenhum deus grego é maior que meu gatuno
Dionísio, Netuno, o diabo – nada é comparável
Tal qual cascavel adoecida, assim é minha paixão
Descompassada, ignorada, morta, deplorável…

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Sobre Day

As pessoas que consideram que a coisa mais importante da vida é o conhecimento lembram-me a borboleta que voa para a chama da vela, e, ao fazê-lo, queima-se e extingue a luz. (Tolstoi)
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2 respostas para Cascavel Adoecida

  1. Day disse:

    Valeu, Wellington. Poesia não é meu forte, raramente sai alguma coisa. Beijão, poeta!

  2. Pelamordedeos!!!
    Como você não me avisa que é uma poetisa maragnífica?! A metafóra da “cascavel adoecida” é perfeita.
    Abreijaços

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