A Vida de Escritor é Boa e Não é Presente de Grego

Recentemente, a Arte, através de mim, foi aviltada, de forma um tanto dolorosa. Então, costurando pensamentos, nesta linda manhã sabadal, lembrei de um do escritor francês  Luc de Clapiers que diz que a solidão está para o espírito como a dieta para o corpo, pode ser mortal se for em excesso, mas é sempre necessária. Desta forma, depois de me sentir solitária por, de certa forma, ter sido abandonada por um grupo de escritores, andei uns dias cabisbaixa e até questionadora demais, pois participava de um blog literário onde, apesar de tantos problemas, ao menos era um lugar onde eu criava, regularmente. Nem sempre a coisa saía boa, porém eu estava em atividade, na literatura.

Penso que nada refreia a arte em nós, quando ela, de fato, existe. E isto nada tem a ver com soberba ou afetação. Quando nascemos com tesão para escrever, nada pode nos impedir. Eu nasci para viver pela arte de escrever. E não dela, propriamente dito. Não ganho dinheiro e nem prestígio. Nem sempre me traz alegrias, vide ocorrido comigo. Todavia, eu creio existir mesmo um deus especial para os que amam a arte, verdadeiramente, e destinam a ela um pedestal em sua vida. Assim sou eu.

Então, como dizia, nesta linda manhã de sábado, eis que estou às voltas com um convite realmente honroso. Fui escolhida para participar da copilação de um livro, onde – louvado seja o deus da literatura! – quatro escritores desenvolverão uma estória maravilhosa, a partir de um texto-mãe que, por sinal,  é execelente, do escritor de livros e roteirista Jorge Desgranges. Não me perguntem se coincidências existem, mas o fato é que este autor também foi pouco lisonjeado no mesmo lugar onde a arte costuma ser paraguaia. Ops! É apenas um termo-gíria, nada contra, ao contrário, meus parabéns ao escritor paraguaio Augusto Roa Bastos que conseguiu, em vida, ser indicado ao Prêmio Nobel de Literatura.

O livro do projeto octopolis tem por excelência, sua origem em um conto espantosamente lírico e contemporâneo. De tão perfeito, tive  um insight de mergulhar na mitologia grega (um acervo de todos e não somente de alguns, ainda bem), e me apaixonar pelos personagens cariocas, porém universais.

Conclusão, já que este texto faz homenagem a escritores, termino agradecendo aos deuses pela existência de autores tão maravilhosos como Simone de Beauvoir que deixou-nos, dentre tantas pérolas, esta que termina meu textinho sabadal: “Se vivermos durante muito tempo, descobrimos que todas as vitórias, um dia, se transformam em derrotas.”

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Um comentário em “A Vida de Escritor é Boa e Não é Presente de Grego

  1. Obrigada, Jorge Desgranges, por dar-me tão honorável oportunidade! Beijos! Depois falo mais do projeto e de todos os escritores envolvidos 😉

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