Oscar, o pintarroxo, Wilde e novas amizades

 

 

Parece confuso. E é mesmo. Explico, amigo. Posso te chamar de amigo? Creio que sim: se entrou aqui, parece confiável. Fica à vontade, meu camarada.
É que eu estava relendo uns contos do Wilde. Os preferidos. Para comparar as escritas, as mudanças de comportamento, mudanças ortográficas – é um livro antigo, enfim. Passei o final de semana lendo Oscar Wilde. Um pouco de Allan Poe, confesso. Releituras. Sou um pouco passado de idade. Um jovem senhor.
De Poe, deliciei-me com O gato preto – que sempre me assusta, Manuscrito encontrato numa garrafaEleonora! Mas vamos ao Wilde:
Reparou no tremor de minhas mãos, não é? Muito observador. Ando deveras meio trêmulo. Estou apaixonado por uma menina. Dezoito anos e meio, veja só!
Olha aqui, na tela do computador, esta notícia: Dois pastores evangélicos se casam. Com testemunha e tudo. Eu, bem, confesso que assustou-me a notícia. Não pela peculiaridade do casal. Mas a peculiaridade de serem, ou se dizerem pastores. Conheço as coisas pentecostais. E lá não tem benevolência com certas… opções.
Eu havia acabado de ler O amigo dedicado, do Wilde. Se não leu ainda, precisas!

Ah!… Este conto dele relata as falcatruas da amizade. Ou o que o homem supõe ser amizade. É a estória de um homem rico que explora um rapazinho humilde, em nome de sua “sincera” amizade. É triste. Muito triste. Principalmente a ingenuidade de Joãozinho que acredita cegamente nas coisas que o homem fala. Um final terrível. E o lúdico dos lúdicos: a estória é narrada por um pintarroxo, que tem como ouvintes um rato celibatário convicto e uma pata, mãe de família. Uma lindeza estes contos de Oscar Wilde.

Sim! Quando terminei a estória, olhei pela janela e fiquei imaginando se haveria no mundo amizade verdadeira. Um amigo, desses que nos ouvem caladinhos. Assim como você. Sede? Bebe água, está fresca. Como ia dizendo, foi quando deparei com a notícia dos rapazes homossexuais. Embaralhou minha cuca. Pastores? De que ovelhas serão? Serão bons amigos? E o Joãozinho me gritando: Quer ser meu amigo, como o Moleiro?…

Levantei-me e fui ao quarto pegar o livro, a fim de ler o conto para o meu visitante. Porém ele não esperou. Depois de beber água e descansar em minha varanda, ele se foi, como todo amigo faz.

Eles simplesmente se vão. Este voou, sem ouvir a estória do pintarroxo. Talvez ele não fosse amigo dos pintarroxos. Era um pardal. E não quis ser meu amigo.

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10 fatos curiosos sobre escritores famosos

 

Acho legal essas coisas de curiosidades sobre pessoas que acreditamos mais que humanas, como escritores famosos e  universais. Eu amei e trouxe do Blog Depokafé.

1 – Lord Byron tinha um pé torto, mas ninguém sabe dizer qual é. Sua mãe dizia que era o direito, assim como os seus editores, que tinham as botas dele para provar. Mas o fabricante dos seus aparelhos ortopédicos dizia que era o esquerdo. Edward Trelawny, amigo de Byron, espiou as pernas dele depois de morto e disse que eram nenhum dos dois, opinião compartilhada por um médico que examinou as botas dele 100 anos depois e concluiu que ele sofria na verdade de um distúrbio cerebral chamado diplegia espástica.

2 – O romancista brasileiro José de Alencar era também advogado – chegou a ser Ministro da Justiça por um breve período – e entrou para a história da advocacia brasileira ao solicitar, em 1868, o primeiro habeas corpus preventivo do país, ao defender o seu sogro de uma acusação de assassinato. O pedido foi aprovado com 8 votos a favor, cinco contra e uma abstenção e fez a fama do escritório de advocacia que Alencar tinha na época.

3 – Honoré de Balzac ingeria cerca de 50 xícaras de café por dia. Ele tinha predileção pelo café turco, preto e forte. Quando não conseguia tomar café, ele mesmo moia os grãos e os comia puros. Imaginem só se ele tivesse conhecido a Coca-Cola…

4 – O mestre do terror Edgar Alan Poe frequentou um internato na Inglaterra que ficava ao lado de um cemitério. As aulas de matemática ocorriam em meio aos túmulos, com os alunos tendo que calcular as idades dos mortos pelas datas marcadas nas lápides. E as aulas de ginástica consistiam em abrir as covas em que seriam enterrados os mortos da cidade. Depois disso, fica fácil entender porque Poe se tornou um dos escritores de terror mais conceituados de todos os tempos.

5 – Charles Dickens era adepto do mesmerismo. Hipnotizava pessoas em festas só por diversão e ajudava amigos a superar pequenas enfermidades. Também era um adepto da interpretação dos sonhos. Pena que ele nasceu antes de Freud inventar a psicanálise, senão o mundo poderia ter ganho um psicólogo – e perdido Oliver Twist.

6 – Leon Tolstói, o autor de “Guerra e Paz”, afirmava que tinha aprendido a falar esperanto em “três ou quatro horas” e passou a defender o idioma universal com unhas e dentes.

7 – O grande escritor estadunidense Mark Twain era fumante desde os oito anos de idade. Durante a vida adulta, consumia cerca de 40 charutos por dia. E eram charutos do tipo mais vagabundo possível, apelidados de “mata-rato”. Seus amigos faziam questão de levar seus próprios charutos quando o visitavam, com medo que ele oferecesse um dos seus.

8 – Consta que as últimas palavras de Oscar Wilde (autor de “O retrato de Dorian Gray”) antes de morrer de meningite em um quarto de hotel em Paris foram: “Meu papel de parede e eu estamos lutando um duelo mortal. Um de nós dois terá de sair daqui.”

9 – Há quem defenda que Franz Kafka, autor de “A metamorfose”, tenha inventado o capacete de segurança civil, quando trabalhava no Instituto de Seguros e Acidentes de Trabalho da Boêmia, apesar de não haver certeza se ele inventou mesmo o objeto ou só defendeu o seu uso generalizado.

10 – “O Hobbit”, obra do grande JRR Tolkien, foi proibida na Alemanha nazista depois que um oficial do governo alemão entrou em contato com o autor britânico em 1937 para saber se ele era judeu e recebeu a seguinte resposta: “Lamento dizer que não tenho ascenstrais pertencentes a este povo tão bem dotado”.

Fonte: Do Blog Depokafé

Os livros mais caros do mundo! (milhões)

 

Esta é uma lista de livros e manuscritos vendidos por preços cujos valores são, até agora, os mais altos do mundo:

Preço de venda (em milhões) Título Autor(es) Ano Data da venda Imagem Fontes
$30,8 Codex LeicesterCópia original e única do livro de anotações de Leonardo Leonardo da Vinci Década de 1500 1994 Vinci - Hammer 2A.jpg [2]
$11,7 Evangelhos de Henrique, o LeãoCópia original e única Ordem Beneditina 1175 1983 Evangeliar heinrich des loewen.jpg [3]
$10,3 As Aves da AméricaUma das 119 cópias completas que se confirma a existência John James Audubon 1827–1838 2010 Audubon-page-turning 240.jpg [4]
$7,0 Os Contos de Canterbury Geoffrey Chaucer 1478 1998 [5]
$5,6 First Folio William Shakespeare 1623 2001 Title page William Shakespeare's First Folio 1623.jpg [6]
$5,0 Les Liliacées Pierre-Joseph Redouté 1802 1985
$4,9 Bíblia de Gutenberg 1450–1455 1987 Gutenberg bible Old Testament Epistle of St Jerome.jpg [5]
$3,5 Geographia Cosmographia Ptolomeu 1462 2006 Servet Ptolomei geographicae enarrationis.jpg
$2,4 Doria Atlas 1600s 2005
$2,3 O Livro de Urizen William Blake 1795 1999
$2,2 Biblia pauperum 1460–1470 1987 BibliaPauperum.jpg
$2,2 Declaração da Independência dos Estados UnidosDocumento original com assinatura 1776 1991 Us declaration independence.jpg
$1,9 De revolutionibus orbium coelestium Nicolau Copérnico 1543 1998 Nicolai Copernici torinensis De revolutionibus orbium coelestium.djvu
$1,8 Complete Folio of Birds John Gould 1800s 1998
$1,5 Don Quixote Miguel de Cervantes 1605–1615 1989 Cervantes Don Quixote 1605.gif
$1,5 De humani corporis fabrica Andreas Vesalius 1543 1998 Vesalius Fabrica fronticepiece.jpg
$1,4 Alice no País das Maravilhas Lewis Carroll 1865 1998 AlicesAdventuresInWonderlandTitlePage.jpg
$1,3 O Federalista Alexander Hamilton, John Jay, James Madison 1788 1990 Federalist.jpg

Fonte: Wikipédia

Educação Permanente, Eugène Delacroix

A educação prolonga-se por toda a vida. Defino-a da seguinte maneira: a maturação da nossa alma e do nosso espírito graças aos nossos cuidados e às circunstâncias exteriores. Do convívio com pessoas más ou com pessoas respeitáveis é que resulta a má ou boa educação de toda a vida. O espírito fortifica-se no convívio com os espíritos rectos; sucede o mesmo com a alma. Endurece-se no convívio com pessoas duras e frias.


Eugène Delacroix, in ‘Diário’