Literatura Libertadora

A literatura é um processo de libertação e, por conseguinte, aspira à liberdade. Quer dizer que o seu ponto de partida é uma recusa aos constrangimentos. Quer dizer, ainda, que os constrangimentos estão na sua génese ou no desencadear da sua explosão, como tem sido proclamado por tantos criadores.
Homem livre, pois, o escritor – ou que visceralmente deseja sê-lo. Tão livre, ou tão necessitado de o ser, que nem sequer pode estar de acordo com certas situações para que ardorosamente contribuiu: seja numa sociedade burguesa, seja numa sociedade proletária, ele sempre encontrará razões para a sua insubmissão e para o seu inconformismo, mesmo se, muitas vezes, se trate de uma contestação inconsciente.

Fernando Namora, in ‘Jornal sem Data’

Reflexão

O que é ser livre para um escritor, que não seja, ao menos comigo é assim, acordar com um novo pensamento, uma nova recusa em meu íntimo, nova revolta contra algo que me injustiça?

O escritor não está preso a nada, pois a química celeste, nem mesmo ele a conhece. Não há como seguir imposições para criar, e exteriorizar em palavras escritas  sentimentos e ideais tão infinitamente obscuros aos outros, a menos que este outro seja o leitor propício. O escritor contesta, reclama, denuncia, levanta questões e sofre. E, se não ouve toda essa voz interior, ele não é um escritor, mas um alfabetizado que escreve. (Day)

Anúncios

Sua opinião me interessa ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s