A mulher como objeto sexual na Literatura

Equívocos de um misógino

Alguns escritores (?) não sabem mesmo a diferença entre um texto com linguagem coloquial/vulgar, e um bom texto com linguagem coloquial/vulgar. Trata-se do trabalho concorrente no Duelo de Escritores, do jornalista Fábio Ricardo, intitulado Sobre paus e pedras. O tema para o desenvolvimento do texto, seja conto, poesia, ou crônica, foi “Paquera”. ou “Flerte”. Ninguém saberia dizer qual parte do tema o autor não entendeu, dispondo um amontoado de palavras toscas e desconexas, totalmente inclinado ao machismo, o que, por si só, retiraria todo o  charme do texto.

Todavia, a coisa vai mais longe. Parece mesmo que o autor estava embriagado ou com uma tremenda dor cornícula ao escrever tal texto. O personagem é pedante, doentiamente fanático por sexo, e patologicamente mentiroso. Criar um personagem mentiroso é difícil, pois, não raro, ele se confunde com o autor, e, neste caso, tudo indica que sim, que a  personalidade do escritor migrou para tão sofrível trabalho literário, se é que podemos classificar um caminhão de palavrões como Literatura.

Falar de paquera e de mulher, ou vice-versa, não carece de uma linguagem tão chula, obscena e pornográfica, e até ofensiva para um leitor bem intencionado; para uma leitora então, fiasco total.

Devido às mudanças na sociedade humana, fica descabido uma redação  tão machista, vinculando a paquera à vagina, como se, em pleno terceiro milênio, a mulher ainda fosse objeto de falsos intelectuais. Eu até tentei entender o personagem, mas não o reconheci em nenhum arquétipo, e em nenhum lugar, a não ser na mente do escritor.

Para a maioria das mulheres e leitoras, um texto destes é risível (no mau sentido mesmo), já no primeiro parágrafo:

Eu não sou um cara bonito. Longe disso. Ok, bem longe disso. Mas mesmo assim eu tenho um jeito com as mulheres. Um jeito, é. Como posso explicar? Eu como mulher pra caralho.

Não sei se trata-se de regionalidade, pois que em muitas partes do mundo e do Brasil esse discurso não existe mais, graças a Zeus. A vulgaridade é tanta que chego a questionar se não foi proposital. Quem sabe o autor e proprietário do blog, Fábio Ricardo, não esteja com alguma frustração na alma, e se aproveitou, cegamente, de uma oportunidade para descer ao mais baixo nível literário, em nome de alguma raiva pessoal.

De qualquer forma, o texto é tão horrível, repleto de erros e de palavras grosseiras em relação às mulheres, que não resisti em apresentar-lhes um dos trabalhos mais infelizes que já li, não no Duelo de Escritores, mas em toda minha experiência de blogosfera. Lamentável assistir tamanho vitupério sociológico contra as mulheres. E, não podendo fazer nada, lavo minhas mãos e consciência, divulgando tanta sujeira literária aqui. Mais uma coisa, leitora e leitor: se vocês têm estômago fraco, ou são sensíveis demais, não leiam, pois aquilo é a bactéria das fezes de Bukowski.

Trechos do texto:

Quando eu era garoto eu não pegava ninguém. Nem sequer conseguia beijar alguém, imagina só comer.

Eles não são homens o suficiente para suas bocetinhas juvenis. Vagabundas.

Depois que comecei a agir assim, as vagabundas incrivelmente ficaram afim.

Sabe a menina de cabelo encaracolado, unhas mal cuidadas e a boceta peluda?

E não to falando daquelas vagabas que dormem com qualquer um.

… suas bocetas batem palminhas para o Almodóvar.

Uma mulher não aceita que o cara esteja mais preocupado em terminar de ler uma notícia de jornal do que em foder com ela.

Nada mais me resta, depois de tão insólita aventura, a não ser classificar o blog Duelo de Escritores como o pior espaço virtual  literário brasileiro da atualidade.

O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…

Crarles Bukowski

Inté!

Anúncios

31 comentários em “A mulher como objeto sexual na Literatura

  1. Os ridículos comentários dos candidatos a “cafas” sem noção do http://duelodeescritores.com/

    JLM disse:
    09/11/2012 às 20:08

    ri alto com o batem palminhas para o almodóvar.

    e esse é 1 dos meus assuntos recorrentes nos botecos da vida.

    Fábio Ricardo disse:
    09/11/2012 às 21:17

    qual assunto? as palminhas para o Almodóvar ou o fato de mulher adorar um cafa? hahaha

    JLM disse:
    10/11/2012 às 9:14

    a teoria do ñ tô nem aí atraí-las.

    Vogan Carruna disse:
    09/11/2012 às 20:31

    Superpoder: Gostei da levada, embora imprópria para vários círculos, a “revoltz” ficou divertida de ler.

    Criptonita: A própria “revoltz”, somando prós e contras ele deveria estar feliz, não acha?

    P.S.: Dependendo da notícia do jornal e da mulher, pode ser que o jornal ganhe mesmo… rs

    Fábio Ricardo disse:
    09/11/2012 às 21:18

    Valeu! A pegada imprópria é recorrente… nunca fui muito de escrever meus textos para “bocetinhas juvenis”, pra citar o texto em questão, hahaha.

    nota minha – Essa vai entrar para a estória!!! Se bem que vindo deles, ainda podem acontecer coisas piores :O

  2. É triste mesmo. Tomara que tenha servido de experiência, não?
    Obrigada, meu querido. Receba minhas admirações por seus trabalhos.
    Beijão! A novela está pronta? Sucesso!!!

  3. André Chavez – Escritor de livros, poeta e roteirista de TV – Telenovelas – http://www.facebook.com/poetaandrechaves/posts/362366340520657?comment_id=2143733

    Oi Daisy Carvalho, o texto tem cheiro de animais em decomposição. É lamentável que nos dias atuais esse tipo de texto nós faça refletir sobre o caminho que estamos percorrendo. Por favor, no
    próximo ponto, pare o “mundo” que eu quero descer. Será que o autor do texto nasceu de uma mulher?

    Parabéns pela sua crítica. Beijos de sabedoria.

  4. Obrigada pela sua presença, amigo, sendo você tão ocupado. Às vezes as pessoas olham a vida com olhos vesgos. No fundo sinto muito por ver tanta gente equivocada, e que ainda me acusam de louca. Meodeos! Valeu, Fabinho. Beijo!

  5. Fábio Silva, filósofo e poeta. http://www.facebook.com/fabio.silva.58511276?ref=ts&fref=ts

    “Cumprindo o prometido, finalmente agora, o li todo! O filósofo alemão, diz no viajante e sua sombra, numa de suas seções, que cada palavra tem seu cheiro, seu perfume, seu eflúvio. Isso foi uma baita de uma confirmação, porque realmente eu consigo sentir, pelo olfato de meu espírito, o eflúvio de cada verbo. Mas, poderia até me classificar como mais “privilegiado” que o filósofo, porque além de olfato espiritual, também sinto o gosto delas, das palavras. No teu caso, cara e prezada Daisy Carvalho, tuas palavras têm gosto e perfume de uma fresca e deliciosa maçã! Aquelas vermelhinhas chamativas e exuberantes. Tua escrita ofuscara o brilho da ignorância e sinceramente, o cara lá SUMIU! 🙂 Mas, definirei minha contribuição – pequena entre as grandes – ; todo o acontecimento, com uma frase que agora mesmo li: ” TRATE UMA MULHER COMO UMA RAINHA, E ELA VAI TE TRATAR COMO UM REI. TRATE UMA MULHER COMO UM JOGO E ELA VAI TE MOSTRAR COMO SE JOGA!” Como se percebe, as palavras dele, somente provaram que, além de você saber jogar muito bem, ele NÃO presta nem pra ser vassalo!!! Beijo em teu coração e tenha uma ótima semana ABENÇOADA em todos os sentidos.”

  6. Vou ver a configuração. Que nada, vc me ajudou no passado e me ajuda hoje! Sei reconhecer os grandes homens! 🙂

  7. interessante. O WordPress está cada dia mais próximo a uma rede social fechada. Impossível responder um comentário sem fazer login.

    E “tão grande” coisa nenhuma Day. Todos nós temo um muito de ridículo para nos lembrar todo dia da nossa posição na ordem natural das coisas.

  8. Valeu, poeta. Escrevi professor sem um ‘s’ hehehe. Tenho a honra de tê-lo como amigo. Raridade de poeta. Verdadeiro e querido. Obrigada! 🙂

  9. Thiers Rimbaud – Poeta contemporâneo, viajante mundo a fora, profesor e um artista admirável: http://www.facebook.com/thiers.rimbaud

    “Começo com a palavra que melhor traduz: POBREZA MENTAL! É por isto que muitas vezes não perco tempo lendo os blogs da vida. Que saco!!!Day, eu fui lá ‘ler o texto’, que texto?
    Àquilo não é um texto e sim um amontoado de palavras soltas pra dizer que o pau dele é coberto de chantilly e que o cheiro dele deixa Paris tonta de desejo.
    O que este ‘ser’ pensa que escreve, não me incomoda, aliás o que eu já li ‘sempre em leitura dinâmica’ na internet já não me assusta.
    Só uma questão me chamou atenção. Que tanta mulher ele ‘come’? Pra começar, não são mulheres, são vagabas como ele mesmo disse, se tem cabelo enrolado, pelos pubianos sujos, se não usam desodorante, etc..etc.. e tal, eu concluo que o fodão , come o resquício da humanidade.
    Sem querer desmerecer as pedintes que transitam pela praça Tiradentes, sujas, maltrapilhas e sem calcinha…. eu imagino que estas devam ser as tais vagabas…
    Mas tudo bem, ele come e ponto. Contudo pra que precisa anunciar num blog, dizer-se jornalista, redigir num português tosco seus feitos sexuais? Eu acho que este cara na puberdade qdo sequer conseguia dar um beijo devia ser bem melhor do que no que se tornou e o máximo que posso dizer é – LAMENTÁVEL!”

  10. Cara, você é demais! Na verdade foi o Welligton Coelho quem sugeriu o ‘misógino’. Mas que bom! Nada como cultura e explanação vindas de ti. Obrigada, Kito Mello! Boa viagem!!

  11. Kito Mello, escritor e roteirista, chegando da África, deu seu parecer. http://www.facebook.com/kito.mello

    Não entendi muito bem o ^Macho Man^ não sei se é assim mesmo que vc me considera ou se está me sacaneando com a música do Vilage People. Bom, confesso que não fui até lá para ler o texto na íntegra, mas só pelo que vc escreveu aqui, acredito que o texto é misógino e possui um extenso repertorio de táticas para assustar: insultos, comentários desdenhosos e outros comportamentos intimidadtivos, destinados a fazer com que a mulher (parceira) se sinta inadequada e desamparada. Os ataques mais óbvios incluem gritos, ameaças acessos de raiva, insultos e criticas constantes. O que aqui, neste universo, sempre aparece em Caixa Alta.

    Ele pode também fazer ameaças implícitas de danos físicos.
    Compreendo que a maior parte do comportamento misógino, resume-se à crueldade, opressão e são motivados por forças que estão alem da percepção consciente, ou seja, o cara às vezes nem sabe que é misógino se ninguém o sacode e lhe mostra esse comportamento idiotizado.

    As agressões verbais podem ser aterradoras e desmoralizantes quanto às ameaças implícitas de violência física, nem sei se este é o caso e se ele se confundo com: ûm tapinha não dói.

    O certo mesmo é que esses abusos são perseguições sistemáticas e a violência verbal pode ser tão devastadora para a saúde mental de uma pessoal num período mais prolongado (no caso o agressor) quanto uma violência psicológica. (A agredida).

    Muitas mulheres de misóginos justificam: “Pelo menos ele não me bate”. Mas elas se sentem igualmente assustadas, tão desamparadas e com a mesma angustia. Que diferença faz se AS ARMAS são os punhos ou as palavras, essas são dequalquer maneira abusivas.

    Esse tipo de opressão psicológica é particularmente insidioso, por que muitas vezes está disfarçada de ensinamentos para tornar a mulher uma pessoa melhor. Este tipo de cara se apresenta como mestre e guru da parceira (esposa, namorada, ficante, etc), mas não o importa quanto ela se esforce e mude para atender as suas necessidades, sempre estará inevitavelmente errada, e para sempre será objeto do descarrego desproporcional do misógino.

    Como ^Macho Man^, não gostei desse apelido, posso assegurar que quem manda em mim, são às mulheres, pelo menos, a minha manda, mas ela tb sabe até onde pode mandar.

    À título de esclarecimento, existem algumas formas que os misóginos usam para oprimirem suas parceiras:

    •Através da negativa: ele nega o corrido, levando a parceira a questionar sua acuidade, e a validade de sua memória. Assim não há jeito de se resolver os problemas com alguém que nega sua existência e insiste que nunca ter existido o que a mulher sabe ter ocorrido.

    •Através da alteração dos fatos, o misógino reformula o fato para se ajustar a sua versão, faz alterações drásticas e amplas nos fatos, a fim de chancelar sua versão da historia.

    •Alega que está se comportando mal, como reação a algum desvio de sua parceira, é como se seu comportamento afrontoso passasse a ser uma reação compreensível a alguma terrível deficiência ou provocação da parceira. Transferindo a culpa ele se protege: absolve-se do desconforto de reconhecer sua participação no problema e convence a parceira que suas deficiências de caráter soam como o verdadeiro motivo das dificuldades na vida em comum.

    •A parceira não pode protestar, e se a parceira o faz, ele fica mais furioso. Ele encara a reação como um ataque pessoal e como prova das inadequações da parceira.. Ele transforma a parceira em culpada e ele a própria vitima. Isto acontece, pois ele está mais preocupado em desviar a culpa de si mesmo do que em reconhecer a angústia que causa à parceira.

    •Se o misógino se sente ameaçado de perder alguma coisa que lhe é importante, e sentindo-se humilhado, é bastante provável que a balança se incline para a brutalidade. Para ele através do medo poderá controlar melhor sua parceira.

    •Se a parceira tiver alguma atividade significativa que o misógino encare como ameaça, ele fará testes de sua devoção, fazendo com que a parceira reduza drasticamente seu mundo. Esse tipo de ciúmes e de possessividade se estende a todos os aspectos de vida. Qualquer coisa que a parceira faça que esteja fora do controle do misógino, ou seja, encarada como uma ameaça a ele deverá ser abolida.

    •Entre todas as coisas ineficazes que uma mulher pode fazer, tanto consciente como inconscientemente, para tornar o relacionamento menos doloroso, a CONIVÊNCIA é ao mesmo tempo a mais sutil e mais destrutiva para ela. No momento que ela entra em conluio com ele, a mulher perde de vista o que acontece de fato entre os dois. Sua distorção da realidade para se ajustar à visão do parceiro indica que suas percepções estão completamente fora de foco.

    Em suma, o misógino tem um sentimento ambivalente em relação às mulheres, baseados em grande parte em seus relacionamentos com as mães. Eles transferem esses sentimentos para as mulheres com as quais se envolvem. Depois, passa a acreditar que é tão dependente da parceira como era de sua mãe. Inerente ao medo dessa dependência existe o medo igualmente terrível que ela venha a abandoná-lo. O temor de ficar sozinho, de ser incapaz de enfrentar uma situação de ser oprimido por uma necessidade insaciável de tornar a dominá-lo;

    Em termos cronológicos, ele é um adulto, mas psicologicamente ainda é um menino assustado.
    Todos os comportamentos controladores que ele usa derivam de seu medo de abandono. É um medo contra o qual precisa defender, a qualquer custo. Num esforço para atenuar a ansiedade, ele tenta assumir o controle sobre a parceira, destruindo-lhe a autoconfiança, de modo que ela nunca o deixe e ele possa, assim, ter segurança.

    Resumo da ópera: se formos olhar o lado antrpofágico da coisa, o homem não ^come^, é comido e quando sai bradando aos quato ventos que é ^comedor^, na verdade pode-se tratar de um êngolidor de facas^.

    Kito Mello

  12. Não deixemos o Fábio Ricardo sozinho. Eis o comentário do moderador Jefferson Luis Maleski: “ri alto com o batem palminhas para o almodóvar.

    e esse é 1 dos meus assuntos recorrentes nos botecos da vida.”

  13. Fábio Silva – http://www.facebook.com/fabio.silva.58511276?ref=ts&fref=ts

    Sim, Fábio Silva, filósofo e poeta. Pode vir coisa ruim de mim, por isso mesmo pedi opiniões. Mesmo sabendo que fiz boa crítica, no fundo, só queria ter sido respeitada. Uma vez que não fui, obtive tal oportunidade de rever minha humilhação. Mas não vejo isso como uma troca! Apenas eles tiveram a oportunidade de me ouvir, mas, antes, pretenderam enterrar-me, logo eu que amo a Literatura. Mas, enfim, acordei sem nem pensar nisso, até ler (com sacrifício) os textos lá. Uma boa lição seria: Perdoar para ser perdoado. Talvez tenha sido isso. Não estou feliz, porque jamais ficarei exultante com os erros dos homens. Obrigada, Fábio, escritor, filósofo, e ser humano. Obrigada, amigo. Convoquei os amigos para que eu mesma não me sentisse a pior pessoa. Não há mágoa, apenas desejo de saber se a justiça pode ser praticada. E se não puder, quero saber quem são as pessoas que a impedem. Abraço, amigo. 🙂

  14. Marcello, sempre irei confiar em ti. Obrigada. Não quero fazer “guerrinhas”, eu estava fora dessa. Mas, talvez por ficar de fora tenha dado condições para esses editores voarem mais do que se pode. Valeu, amigo, Valeu pela sua imparcialidade. Bjão!

  15. Fábio Silva – escritor e filósofo. http://www.facebook.com/fabio.silva.58511276

    “Ligação tá forte mesmo! rs, eu estava a pouco nela, “digerindo-a”. Ausentarei-me por ora, e não li tudo! Mas eu iria até lhe falar que vou degusta-la TODA. Mas já adianto que vindo de ti, ecoa-se tal pergunta: “PODE VIR ALGUMA COISA RUIM DE DAISY CARVALHO?”

  16. Marcello Schweitzer, grande gênio da literatura brasileira. Só ele sabe fazer. Ficção abrasileirada e mundial. http://www.facebook.com/marcello.schweitzer

    “Dai eu tmbm nao curto estorias que usam muitos termos chulos e palavrões, nao li o texto todo, so oq vc colocou no seu blog, mas o q li nao gostei muito, me parece que o autor esta vivendo suas fantasias e desejos através de sua estoria, buscando encontrar nela, as coisas q lhe faltam na vida real. Contudo, posso estar enganado, a gente nunca sabe. ABS”

  17. Marcello Schweitzer, gênio da ficção.http://www.facebook.com/marcello.schweitzer

    “Dai eu tmbm nao curto estorias que usam muitos termos chulos e palavrões, nao li o texto todo, so oq vc colocou no seu blog, mas o q li nao gostei muito, me parece que o autor esta vivendo suas fantasias e desejos através de sua estoria, buscando encontrar nela, as coisas q lhe faltam na vida real. Contudo, posso estar enganado, a gente nunca sabe. ABS”

  18. Eu também pensei em misoginia, Wellington. Mas seria muito óbvio; eu acabaria com eles muito rápido. Muito legal, amigo. Como eu o admiro. Então… “Equívocos de um misógino” SHOW!

  19. Wellington Coelho – Escritor e poeta. http://www.facebook.com/Facedowell?fref=ts

    ” Day, demorei mais cheguei!
    Li sua crítica. Aliás, que crítica, heim?! Se ela estivesse no duelo, ganharia no primeiro round do
    texto do tal Fábio! Enquanto ele chega com “Paus, pedras e boc*”, você vem com uma bela direita com a palavra. Concordo com tudo que você disse. O texto dele é ruim não pelos palavrões em si, mas pela ausência de arte e pela misoginia que sê vê nas entrelinhas. Só mudaria o subtítulo da sua crítica para “Equívocos de um Misógino”.
    Sinta seu texto assinado embaixo e aplaudido de pé. =)

  20. Nem sei como agradecer, meu grande amigo escritor, filósofo, e humilde, que, mesmo sendo tão grande, me ajudou quando ainda tropeçava no caminho, e até hoje tropeço, mas nada se compara quando vejo que tu, Cesinha, ainda estavas lá. Isso não tem preço, meu amor. Obrigada!

  21. Francisco Borges – Escritor e filósofo:

    Desculpe-me Daisy Carvalho, só agora tive oportunidade de ler o seu comentário a respeito do tal “Duelo de Escritores”. Entendo que o mundo está moderno, que as pessoas estão cada vez mais ousadas, porém, isto não quer dizer que o ser humano tenha de ser promíscuo em seu vocabulario… No fundo, quem se diz, não é. E quem nega veemente é porque o faz de maneira contumaz… Vamos dizer que o sujeito em referencia esteja querendo se aparecer e faz desta maneira para chamar a atenção! As mulheres de hoje estão mais sábias, mais liberta deste pesadelo dos “caras machistas”, aliás uma pessoa que precisa estar sempre se dizendo que é, eu entendo como sendo inseguro, pois quem se garante não precisa alardear seus feitos… E boba da mulher que der crédito para tanta bobagem… As palavras do dito cujo não serviriam nem para roteiro de filme pronográfico…

  22. Obrigada, querida! Só quero saber se estou errada! Valeu, linda! Você é uma presença rara! Por isso muito bem aceita, mulher buda e espiritualizada! Obrigada! Nathalie! De verdade!!

  23. Por Nathalie Perisse Carvalho:

    Acho que o autor deve ter tido uma adolescência dura e não se recuperou. Acho que arquétipo feminino que ele descreveu existe, é real. Existem mulheres que gostam de cafajestes, ou que são
    fúteis no seu critério de escolha masculina. Na adolescência, época de auto afirmação extrema isso fica mais evidente. Ele só esqueceu que isso vale para os dois gêneros. A menina fora do padrão sofre tanto quanto ou mais, e tb se sente isolada. Se ele pensasse dobre isso, não entraria nessa velha guerrinha separatista dos gêneros. O que acho que incomoda realmente, são os “apelidos” empregados, e quando como mulheres vemos que ainda somos chamadas de vagabundas, ou somos colocadas na posição de “comidas descartáveis”. Mas acho que isso está totalmente dentro da expectativa do nosso tempo. A 60 anos o nosso papel na sociedade era completamente diferente, e historicamente esse é um tempo pífio. Acho que nós mulheres ainda não criamos novos modos de existência consistentes. Deixamos de ser do lar e viramos força de trabalho. Ganhamos liberdade sexual mas ainda não entendemos bem como usá-la. Reclamamos do comportamento masculino, mas quem cria nossos homens somos nós mesmas, e de verdade, vejo muito mais mulheres chamando a outra de vagabunda ou piranha do que os próprios homens. Acho que quem muda a cabeça dos homens somos nós, transformando o pensamento dos nossos filhos. Vejo pelo meu, que eles ainda tendem a enquadrar as meninas mais livres como “piranha”, “vagabunda” e por aí vai. Esses para mim são os motivos dos maiores sermões da casa. Voltando ao texto, fico com pena do autor se isso o reflete realmente, pq com essa imagem da mulher, ele jamais vai conseguir se conectar com uma verdadeiramente. Encerrou a mulher a uma coisa só, objetal e simplista. Talvez, mesmo depois das ditas inúmeras conquistas, a voz que fale mais alto nele ainda seja a do “menino cabeçudo” que tem medo de ser desprezado, assim preferindo menosprezar primeiro o outro, tirando assim o seu “poder”.

    http://www.facebook.com/nperisseduarte

  24. Sensacional! Volto mais tarde para comentar esta obra de arte que é seu comentário! Não quero nada unilateral, apenas críticas verdadeiras, pois a coisa ficou feia mesmo! Em nome da Literatura eu levantei tal bandeira, e em nome das mulheres, intelectuais ou não. Obrigada, caro escritor, por sua presença ilustre aqui.

  25. Paquera? ok, remotamente relacionado. Agora o valor do texto? Risível. Não há desenvolvimento, não há conflito. Se for analisar sequer é um conto, mas algo mais próximo da crônica. O argumento podia ser melhor. Essa coisa de “mulher adora cafajeste” é algo tãão batido e, este consegue ir um pouco mais fundo ao atingir exatamente mulheres que se poem na vida como algo além de objeto sexual, ofendendo todas as mulheres, as “vagabas que dormem com qualquer um” e as intelectuais, que mesmo não dormindo com qualquer um são igualmente “vagaundas” porque dormem com o prtagoonista. O estilo não alcança nada além do que um colegial conseguiria escrever.
    Para desintoxicar, um pouco de BOA vulgaridade, Efraim Medina reyes:
    “Me deslizo suavemente por los bordes de tu ser que se mojan. Susurro palabras que invaden tu mente. Tu olor invade mis infiernos, despeja los crímenes. Mis labios rozan tu sexo, la electricidad ilumina diminutos centros de placer. Mis manos se aferran a tus nalgas. Giramos, tus piernas se aferran a mi cintura. Tu culo está sobre mi verga, que vibra repleta de sangre y secretas intenciones. Y te beso, nena. Mi boca devora la tuya. Sabes a madera reciente, a lluvia de madrugada. Giramos hasta caer sobre la arena blanca de una playa imposible. Tu cuerpo se hunde en la arena, tus piernas se abren. Mi cuerpo se hunde en el tuyo, mi verga te atraviesa el alma. Tus ojos están en los míos. Mi verga crece dentro de ti, lame tus entrañas como un animal sediento. El tiempo se detiene, nuestras mentes se funden y las ideas se queman.”

    “Si un tipo cualquiera te dice te amo o está tratando de pegarte una sacudida o no tiene puta idea de lo que está diciendo. También yo dije mil veces te amo, pero lo peor pasó cuando no lo dije y me está pasando todavía.”

    “Si logras hacer realidad tus sueños significa que te has pasado la vida soñando con un montón de mierda realizable.”

Sua opinião me interessa ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s