Boyfriend’s Day

flor negra2Não é pelo dia aclamado, nem por força do meu âmago,

Não é o frio no estômago, talvez nem paixão seja.

É como um mistério, uma vontade maior que eu,

Maior que meu corpo. Não quero explodir o mundo,

Não quero trair você, só precisava voar até lá,

No Sul, no castelo de outro Rei por um segundo.

E depois voltar, com meus lábios inflamados,

Talvez alguma decepção, heresia na alma,

Outra cama em vão?

Contudo,preciso ir lá, atravessar a ponte

E cavalgar até cansar.

Depois, sentada à beira de um córrego,

Recarregar as forças, guardar as rosas que ele me deu,

 Perceber que, aos poucos, na medida em que saía

De perto de seu castelo,

Voltava sozinha, pela noite escura,

Mordendo o mesmo lábio que você chupou batom.

E tudo está bom, apesar do meu bardo,

Do dia dos namorados, apesar de mim…

O que restou, além dessa saudade da noite

Em que com ele estive, mas apenas em sonhos,

Sonhos para outros sombrios.

Para mim, necessários,

Imprescindíveis, cortantes, quentes.

Caem lágrimas e pétalas

Das flores que enegreceram

Com o veneno do Rei

Que, ao me deixar,

Estancou meu sangue que circulava,

Mas era somente por ele,

O clérigo Rei do meu

Desatino.

E mais ninguém.

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