O CRÂNIO DE MITCHELL HEDGES

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%A2nio_de_cristal

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Cinema – Lançamentos de Dezembro 2012

Lista copiada de Filmes de Cinema

Filme Amanhecer Violento

Ação

Lançamentos
07/12/2012

Filme Na Terra de Amor e Ódio

Drama / Romance

Lançamentos
07/12/2012

Trailer Na Terra de Amor e Ódio

Filme Fire With Fire

Ação / Crime

Lançamentos
07/12/2012

Filme Sparkle

Drama / Musical

Lançamentos
07/12/2012

Filme Professor Peso Pesado

Ação / Comédia

Lançamentos
07/12/2012

Trailer Professor Peso Pesado

Filme A Escolha Perfeita

Comédia / Musical

Lançamentos
07/12/2012

Filme Bullying

Documentário

Lançamentos
07/12/2012

Trailer Bullying

Filme Entre o Amor e a Paixão

Drama

Lançamentos
07/12/2012

Trailer Entre o Amor e a Paixão

Filme A Última Casa da Rua

Terror

Lançamentos
07/12/2012

Trailer A Última Casa da Rua

Filme A Sombra do Inimigo

Crime

Lançamentos
07/12/2012

Trailer A Sombra do Inimigo

Filme O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Aventura / Fantasia

Lançamentos
14/12/2012

Trailer O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Filme A Negociação

Drama / Suspense

Lançamentos
14/12/2012

Trailer A Negociação

52 filmes para amantes da Literatura Estrangeira

Taí uma super lista feita por André Gazola, do Lendo.org, um dos maiores blogs de Literatura, do qual me orgulho por ter trabalhado com resenhas literárias. Parabéns, André!

1. A Bela da Tarde (da obra do francês Joseph Kessel)

A bela da tarde

2. A Corrente do Bem (baseado na obra de Catherine Ryan Hyde)

A corrente do bem

3. A Dama das Camélias (da obra de Alexandre Dumas Filho)

A Dama das Camélias

4. A Flor do meu Segredo (de Pedro Almodóvar)

A flor do meu segredo

5. A Gaiola das Loucas (da peça de Jean Poiret)

A Gaiola das loucas

6. A Rainha Margot (inspirado na obra de Alexandre Dumas)

A rainha Margot

7. A Revolução dos Bichos (baseado na obra de George Orwell)

A Revolução dos Bichos

8. Adeus às Armas (da obra clássica de Ernest Hemingway)

Adeus às Armas

9. Agonia e Êxtase (da obra de Irving Stone)

Agonia e Êxtase

10. Amor & Cia (do livro de Eça de Queirós, Alves e Cia.)

Amor & Cia

11. Bonequinha de Luxo (do conto de Truman Capote)

Bonequinha de Luxo

12. Crime e Castigo (da obra de Féodor Dostoiévski)

Crime e Castigo

13. De Salto Alto (por Pedro Almodóvar)

De Salto Alto

14. Em Nome de Deus (da romance homônimo de Marion Meade)

Em Nome de Deus

15. Excalibur (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)

Excalibur

16. Fausto (adaptação da obra de Göethe)

Fausto

17. Fernão Capelo Gaivota (baseado no best-seller de Richard Bach)

Fernão Capelo Gaivota

18. Germinal (da obra de Emile Zola)

Germinal

19. Hamlet (da peça de William Shakespeare)

Hamlet

20. Henrique V (baseado na peça de William Shakespeare; inspirada na vida do rei inglês)

Henrique V

21. Horizonte Perdido (da obra de James Hilton)

Horizonte Perdido

22. Júlio César (a produção aclamada de William Shakespeare)

Júlio César

23. Macbeth (baseado na peça de William Shakespeare)

Macbeth

24. Madame Bovary (da obra de Gustave Flaubert)

Madame Bovary

25. Meninos do Brasil (inspirado no romance homônimo de Ira Levin)

Meninos do Brasil

26. Nina (versão brasileira da obra “Crime e Castigo” de Dostoiévski)

Nina

27. O Caçador de Pipas (do best seller de Khaled Hosseini)

O Caçador de Pipas

28. O Carteiro e o Poeta (do livro homônimo de Antonio Skármeta)

O Carteiro e o Poeta

29. O Código da Vinci (do best seller de Dan Brown)

O Código da Vinci

30. O Corcunda de Notre Dame (inspirado na obra “Notre Dame em Paris”, de Victor Hugo)

O Corcunda de Notre Dame

31. O Crime do Padre Amaro (da obra homônima de Eça de Queirós)

O Crime do Padre Amaro

32. O Diário de Anne Frank (por ela mesma. Relatos dramáticos da II Guerra Mundial)

O Diário de Anne Frank

33. O Ditador (baseado no romance “A Festa do Bode”, de Mário Vargas Llosa)

O Ditador

34. O Idiota (baseado no conto de Dostoiévski)

O Idiota

35. O Iluminado (baseado na obra de Sthepen King)

O Iluminado

36. O Inferno de Dante

O Inferno de Dante

Nota: Segundo os comentários do André Alexandre e da Sônia, logo abaixo, a única alusão à obra de Dante está no título. O roteiro não tem nada a ver com a Divina Comédia.

37. O Médico e o Monstro (da obra de Robert Louis Stevenson)

O Médico e o Monstro

38. O Nome da Rosa (baseado na obra de Umberto Eco)

O Nome da Rosa

39. O Pequeno Príncipe (inspirado no livro de Saint Exuperry)

O Pequeno Príncipe

40. O Primo Basílio (da obra de Eça de Queirós)

O Primo Basílio

41. O Velho e o Mar (do livro homônimo de Ernest Hemingway)

O Velho e o Mar

42. Oliver Twist (baseado no livro homônimo de Charles Dickens)

Oliver Twist

43. Os Cavaleiros da Távola Redonda (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)

Os Cavaleiros da Távola Redonda

44. Os Miseráveis (do livro de Victor Hugo)

Os Miseráveis

45. Os Três Mosqueteiros (do clássico de Alexandre Dumas)

Os Três Mosqueteiros

46. Papillon (da obra de Henri Charriere)

Papillon

47. Robinson Crusoé (da obra de Daniel Defoe)

Robinson Crusoé

48. Romeu e Julieta (adaptação da peça de Willian Shakespeare)

Romeu e Julieta

49. Shakespeare Apaixonado (baseado no clássico “Romeu e Julieta”)

Shakespeare Apaixonado

Nota: Segundo o comentário do André Alexandre, logo abaixo, há referências à obra de Shakespeare, mas o roteiro é original.

50. Sonhos (baseado no livro de Akira Kurosawa)

Sonhos

Nota: o leitor André Alexandre acredita “que o roteiro é baseado em um argumento dele [Akira Kurosawa], inspirado em seus próprios sonhos.”

51. Tempo de Despertar (baseado no livro autobiográfico de Oliver Sacks)

Tempo de Despertar

Nota: o leitor André Alexandre diz que “na verdade é baseado em um livro de relatos de pacientes do Dr. Sacks, vítimas de uma letargia encefálica e como eles retornaram desse sono.”

52. Tristão e Isolda (da obra de Joseph Bédier)

Tristão e Isolda

AS 5 mulheres mais inteligentes da atualidade

Copiado do site Miscelâneasqp

O jornal inglês “The Mirror”, publicou uma lista com as mulheres mais inteligentes da atualidade. E o primeiro lugar é de ninguém mais, ninguém menos que MADONNA.
Confira abaixo a lista das mais inteligentes:
1 – Madonna – além de ser a maior artista feminina de todos os tempos. Madonna sempre colocou em prática o seu Q.I. de 140, um dos mais altos entre as mulheres de nosso tempo. Escritora, diretora, empresária, produtora, fazem um todo que forma a mulher mais importante do século passado e desse. Biógrafos dizem que Madonna chega a ler 3 livros por dia de diversificados focos, desde ciências naturais até política e religião, conseguindo debate-los com profundidade após a leitura.ㅤ
2 – Natalie Portman – é psicóloga, aprendeu sozinha o alemão, hebraico, francês e classic greek. Atualmente, Portman desenvolve um estudo científico, dos mais importantes e contundentes, sobre espiritualidade e vegetarianismo. Ela é uma das maiores conhecedoras da bíblia em várias línguas. Natalie possui um troféu que recebeu em Harvard por seus trabalhos envolvento a mente humana e os símbolos oníricos.
3 – Jodie Foster – foi a melhor aluna do curso de Literatura da Universidade de Yale em todos os tempos. Jodie é conhecida por ler seus textos uma única vez e repetí-los com exatidão. Em 1998, quando professores de Yale discutiam a modernização da “Constituição dos Estados Unidos da América”, Foster foi convocada para o projeto como examinadora e orientadora.
4 – Lady Gaga – autodidata em piano clássico, Stefani era uma aluna exemplar. Ela possui um mosaico, que carrega por toda parte, contendo colagens e frases sobre tudo que quer conquistar em sua vida. Segundo Rich Cohenn, estudioso das estrelas, Gaga estuda minuciosamente a história da arte moderna, os artistas modernos e desenvolve seu trabalho a partir disso. Conhecedora profunda da arte de Madonna, David Bowie, Kraftwerk e Andy Warhol, em 2001, Gaga teve seu primeiro encontro com Madonna em um clube dos Estados Unidos da América, onde após isso teve a certeza do que queria fazer em sua vida.ㅤ
5 – Athina Onassis – Athina Hélène Roussel, mesmo sendo bilionária de nascimento, tornou-se doutora em história da arte e empreendedora de sucesso. Athina é fluente em inglês, francês, grego, espanhol e alemão, além de arranhar o iídiche. Onassis é apaixonada por cavalos e mantém duas fundações que estudam a melhoria da Síndrome de Down com a equitação

Sem Crítica Literária Novas Modalidades de Escrever Via Net – Fim Dos Tempos

                    Os novos “escritores” da linguagem eletrônica – Literatura?

O Globo Blogs – Impasses da literatura contemporânea, por Alcir Pécora (Ver mais…)


“Ocorre, hoje, uma impressionante expansão das narrativas no cerne da própria existência. Antes mesmo de existir como evento, a ação já se apresenta como narrativa, como ocorre nos reality show, em que as pessoas, antes de agir, representam ou narram a ação que lhes cabe. Ocorre também na multidão que fala pelos blogs e pelas redes sociais, ou se monitoram pelos celulares, de modo que a ação ou a conversa é sempre exibição/narração da conversa. É como se o mundo inteiro fosse virtualidade narrativa antes de ser existência particular, e principalmente como se todo mundo fosse interessante o bastante para ser visto/lido. Esse é um dos pontos não negligenciáveis que parecem retirar a prioridade ou a exclusividade da narração do narrador literário. É um problema basicamente de inflação simbólica.

Escrever literatura, para mim, entretanto, é um gesto simbólico que traz uma exigência: a de ser de qualidade. Literatura mediana é pior que literatura ruim, pois, mais do que esta, denuncia a falta de talento e a frivolidade. A literatura decididamente ruim pode ser engraçada, ter a graça do kitsch, do trash, da paródia mesmo involuntária e grosseira: pode ter a graça perversa do rebaixamento. Já a literatura mediana não serve para nada. É a negação mesma da literatura, cuja primeira exigência é a de se justificar (justificar a própria presença) face aos outros objetos de cultura. E o que eles exigem é que você os supere, que se apresente como novo ou não dê as caras por lá.” (Alcir Pécora)

O bizarro movimento de (não) escritores que usam as ferramentas da web para se comunicar, tem fomentado grandes discussões no meio intelectual. Tal fenômeno, para lá de estranho, nem de longe eu chamaria de Kitsch. (Day)

O reboliço insano nas Letras, que está aquém do Kitsch, tem tomado proporções epidêmicas, mas nada que possa enfermar a Literatura. Porque quando não se faz realmente Arte, a ‘coisa’, por si só, desaparece com o tempo.

Tenho pesquisado na web blogs que alimentem tal movimento anti-literário, entretanto, até agora, só tenho como referência o blog Duelo de Escritores. Se o leitor for lá, perceberá bem o que  Alcir Pécora, professor de teoria literária na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está querendo nos passar.

Com o desaparecimento da crítica literária (que hoje restringe-se praticamente ao jornalismo), novas linguagens despontam. Certamente nada deverá convencer a estas pessoas de que o que fazem não é literatura, mas letrelagem, ou seja, um amontoado de palavras, feridas pelas más gramática e ortografia, abandonadas a um vazio de estética filosófica.

E não somente isto, mas a ausência perceptível e ao extremo da falta de leitura.

Um bom começo…

Como alguém pode pretender-se escritor sem, antes, ler Shakespeare, Platão, Machado de Assis, Freud, Jung, Franz Kafka, Fiodor Dostoievski, Nikolai Gogol, Jane Austen, Sófocles, Aristóteles, Mahabharata, Agostinho de Hipona, Dante Aliguieri, Cervantes, Erasmo de Roterdã, Ghoethe,  Hermann Hesse, Antoine de Saint-Exupéry, Marcel Proust, Alexandre Dumas (pai), Charles Baudelaire, León Tolstoi, Oscar Wilde, George Orwell, Rabindranath Tagore, Camões, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, José de Alencar, Graciliano Ramos, Érico veríssimo, Clarice Lispector.

Exemplo de Arte. O retrato acima é de Dante Aliguieri, obra do artista norte-americano John Sokol, que desenha o rosto com frases grafadas dos prórios escritores. Somente uma alma refinada pode entender o mergulho de Sokol; a ânsia com a qual ele quer definir o escritor, fundindo sua obra com sua psiquê (imagem).

No blog Duelo de Escritores, o constrangimento é total. O crítico literário Jefferson Maleski chama seu conluiado de escritores amadores :

“tenho certeza dq vc vai apreciar a interação entre os escritores amadores e leitores do blogue.”

Em outro trecho o próprio moderador dúbio define o espaço:

“deixo como sugestão q vc leia o regulamento (clique aqui) da nossa brincadeira literária p q na próxima vez apareça com uma bazuca.” (?!)

Pessoas deste quilate fazem parte de uma falange obscura que confunde escrever com escrever literatura. De alguma forma, em seu íntimo não reverbera o canto da Arte. Afinal, a Arte é uma das formas que o homem encontrou para filosofar com seus sentimentos. Uma obra é Arte se, e só se, exprime sentimentos e emoções do artista.

O que seria Literatura Amadora?

Segundo entendi, o escritor quis dizer com tal termo (que não se acha nem no Google) que escrever com erros gravíssimos de gramática, ortografia, sintaxe, textos vazios e sem mensagens,  pode passar despercebido. Não sendo eu radical, até ignoro alguns erros (quem não erra?) desde que a criação seja de qualidade, que o escritor tenha propriedade sobre o assunto abordado, ainda que ficcional, e, claro, que o escritor não seja aculturado, néscio, obtuso e filosoficamente analfabeto. E nenhum dos participantes do blog (com excessão de Maleski que é filósofo e leitor ferrenho) pode escapar deste crivo, infelizmente, e, ao se envergonharem em público, envergonham também a nós outros, brasileiros, que tanto amamos a Literatura. Ou não. Cada macaco no seu galho.

Segue abaixo trechos de imperdoáveis erros para um escritor, mesmo iniciante:

– “Lágrima que soluça a magoa que meu coração trás.” (Maria Dias)

– “1. o certo é meio-dia e não meio dia
2. no seu texto vc usou 2x “de encontro a” (multidão/marcos) qdo o certo seria “ao encontro de”, por causa do sentido da frase.” (Natália Oliveira).

Esta é uma leve correção do próprio crítico para não denotar a conivência com tal fraude literária.

Que contraste perturbador existe entre a inteligência radiante de uma criança e a frágil mentalidade de um adulto mediano. (Sgmund Freud)

Frases célebres de alguns candidatos a escritores do blog Duelo de Escritores:

Me atrapalhei com a data, escrever e diagramar com duas crianças de 3 e 4 anos no meu pé não é fácil.

(Natália Oliveira que em seu texto tacanho começa, xenofobicamente, criticando o clima de Copacabana e assaltos nas areias. Esta é forte candidata à lista de blogs de literatura amadora. Confiram o seu espaço intitulado Pensebook).

…fiquei assustada quando subi um pouco o cursor do computador para terminar de ler, mais foi um susto muito bom…

(Maria Dias, a novata que ainda estamos curiosos em saber se é brasileira, criança ou fugiu da escola, pois nem as regras do joguinho ela entendeu, transformando o blog numa babilônia dos horrores.)

Cada dia que passa fica mais difícil decidir entre os textos. Publicar um livro Duelo de Escritores até que não é uma má ideia.

(Mais Natália Oliveira, prolixa e sem noção)

já que mencionei em fazer um livro, vou aproveitar este espaço para divulgar um projeto do qual estou participando/Se trata de um livro com mil autores…

(Natália Oliveira espalhando o vírus)

Vou ter que discordar do nosso amigo JLM. Erros ortográficos quando se trata de fala do personagem está perdoado pois ninguém fala o português corretamente o tempo todo, a não ser que seja um personagem milionário como o príncipe da Inglaterra.

(Ela, Natália, de novo, totalmente gripada, justificando seus erros fenomenais de escrita)

Apenas um comentário que venho recebendo pelos meus editores…

(Natália Oliveira (editoreS?) bateu o record da rodada. Se escrevesse bem como escreve besteiras…)

É verdade Natalia, seriamos mudas sem agilidades e força nos dedos que é a nossa farinha de cordão

(Maria Dias, aquela)

O que seriamos de nós escritores sem elas? (as palavras)

(Ainda Natália Oliveira –  “Elas” quem Natália? As palavras? Ditas ou escritas? “Elas” quem? Novos signos? Novas linguagens? Novo surto? Pense nisso, pense book, leia books)

              Como diz a logo de seu blog: pense book, escrever é o de menos.

Teríamos muitos mais exemplos, porém o artigo precisa acabar. Contudo, na continuidade estarei falando sobre este assunto tão importante: Literatura e Crítica Literária.  Trarei textos de escritores e críticos renomados. Quiçá até matéria em jornais.

Por falar em críticos, aos leitores que estão sentindo falta de minhas opiniões (que não são críticas) dos últimos textos concorrentes no Duelo de Escritores, explico: por não considerar aquilo Literatura, dei-me ao luxo de ignorar os textos Duelo de Palavras, de Maria Dias; e O fim é apenas o recomeço, de Natália Oliveira. My time is precious to the true art and literature. Contentem-se com o que já comentei acima, queridos leitores.

Mesmo nos tempos de mais grave doença, nunca me tornei doentio. (Nietzsche)

Esta é uma epidemia, um vírus que tem tentado destruir a Literatura, contudo, como disse-o bem Alcir Pécora (que alívio!), nada que necessite grandes alarmes. É praticamente inofensivo, não deve se alastrar tanto. Por uma simples razão: por mais que estes estranhos seres invadam a arte de forma tão inescrupulosa, nós, leitores, estaremos de prontidão. Ninguém pode nos enganar. E todo bom leitor saberá separar o joio do trigo. Graças a Zeus! (E a Dionísio).

A crítica literária é hoje praticada por duas espécies de indivíduos: a dos críticos e a dos recenseadores. A partir daqui, considero crítico literário todo aquele indivíduo que também sabe ou soube ser teórico, conhece ou reconhece o que é ser teórico. Assim, o crítico é aquele que mais próximo está de um filósofo. (António Sérgio)

Inté!

A Solidão do Artista – Vergílio Ferreira

Pintura sem título de Herman Hesse, de 1917.

Diz-se às vezes de certas pessoas, e para isso se reprovar, que têm dupla personalidade. Mas dupla ou múltipla têm-na normalmente os artistas. Ela é pelo menos a do convívio exterior e a do seu intimismo. Se trazem esta para a rua, são quase sempre insuportáveis. Só se suporta o que é de um profundo interesse, quando isso é rentável. Imagino que o capitalista tenha na sua vida íntima um mundo de cifrões. Se o cifrão vier à rua, tem ainda cotação. Mas o artista? Mesmo a coisa minúscula da sua pequena vaidade é irritante. Um político pode blasonar pimponice, que tem adeptos a aplaudir. O artista é um condenado, com o ferrete da ignomínia. O seu dever social é ocultar a degradação ou então marginalizar-se. Para efeitos cívicos ou mundanos, só depois de bem morto. A solidão é assim o seu destino. Aí sofre ou tem alegrias, aí obedece a um estranho mandato que lhe passaram na eternidade. Discreto, envergonhado, todo o seu esforço, no domínio das relações, é esconder a sua mancha. Nenhum povo existe senão pelo seu espírito. Somos o que somos pelo que foi excepção dos que nos precederam. Mas o dia a dia não é espiritual, e é esse que tem de se viver. Há uma lei injusta que condenou o artista como a outros condenou com uma deficiência física ou a serem tarados. Mas a um tarado (interrompido).

Vergílio Ferreira, in ‘Conta-Corrente 3’

Chamados Noturnos – Braulio Tavares

Bateram à tua porta
você abriu
e recuou:
era um homem
com os olhos esmagados.

Chamaram à tua janela,
você atendeu:
era um homem
com o corpo cheio de aranhas.

Entraram no teu quarto
você acendeu a luz:
era um homem
com um serrote atravessado no peito.

E agora
o que farás com eles?
Agora, que ficarão aqui contigo
até o fim da tua existência?

Braulio Tavares, velho conhecido, poeta, escritor, cineasta, compositor e ser humano maravilhoso!

A Arte da Escuridão

Muitos consideram essa forma de expressão como a dança da escuridão, nada mais do que justo, uma vez que contempla elementos indiscerníveis puramente inconscientes, um verdadeiro encontro com a própria sombra! Esse é o verdadeiro expressionismo, como o da pintura e literatura, só que corporal… Por isso eu considero este mais legítimo e imediato que todos os outros! (Hipólito Davi, filósofo, escritor e professor de literatura portuguesa e universal.)

Saiba mais sobre o artista Kazuo Ohno.