Livro – O GRANDE BANQUETE, eles e elas e os risos do fado

 

Quem ama, não esquece, respeita.

 

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A Vida é um Fado

Tive o privilégio e a sorte de chegar às minhas mãos, um romance surpreendentemente belo, repleto de lições filosóficas e amor.

“O grande banquete, eles e elas e os risos do fado”, é um livro para ser degustado e suspirado a cada página. Esta leitora se pegou, em vários momentos, com singelo riso no rosto. Emocionante a forma como Ricardo Ferreira apresenta uma história de amor, que começa na faculdade até os últimos dias de Carlos, um cidadão português que veio morar no Brasil, por amor de sua Lisa, baiana a quem conheceu em Lisboa. Um sentimento romântico que está cada dia mais raro de se ter notícias.

Com o lema “Quem ama, não esquece, respeita”, o narrador segue contando os momentos inesquecíveis de ricos e envolventes personagens. O escritor traz a força do amor, em um lirismo típico dos autores portugueses.

O romance tem elementos de um longo conto, e como tal, cuida da estilística com primor.

Trata-se de uma tragédia contemporânea, onde Ricardo Ferreira, nascido em Angola e criado em Portugal, não perde o fio da meada e, oportunamente, faz triste crítica à violência urbana a que estamos submetidos no Brasil, pátria que o escritor tomou para si, escolhendo a Bahia como lar.

O livro me levou do riso às lágrimas, emaranhando as emoções que somente os bons autores conseguem despertar no leitor.

Os personagens Lisa e Carlos ficarão na lembrança de uma linda história de amor, mas que nos obriga também dividir a dor de uma vida que foi marcada pelo destino (fado), no entanto,  deixa a lição mais preciosa ao coração do leitor: “Quem ama, não esquece, respeita”.

Prometo não esquecer. Nem quero.

O amor é, sem dúvidas, o personagem principal de “O grande banquete”. É um belíssimo livro.

A leitura foi um imenso prazer. Cumprimento o escritor, respeitosa e orgulhosamente.

Daisy Carvalho

 

 

 

 

 

 

 

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Lágrimas de Escuridão _ Mais um fantástico conto do Reino de Morserus

LÁGRIMAS DE ESCURIDÃO, BY MARCELO SCHWEITZER

É realmente um prazer voltar a comentar a obra do escritor Marcelo Schweitzer, que criou um mundo o qual vai além da literatura por questionar a vida de forma filosófica, sempre dando a seus personagens escolhas, vários caminhos, provocando pensamentos morais, discutindo ética e, acima de tudo, instigando o pensamento do leitor, obrigando-o muitas vezes reverem seus valores e tudo no que acreditaram até o momento de entrar no maravilhoso e fantástico mundo de Morserus, lugar além de todas as galáxias, um mundo onde os habitantes não são homens, tampouco são animais, porém uma intrigante mistura dos dois.

Desta vez o autor nos apresenta a doce Adell, menina com sérios conflitos de autoestima, que ao mesmo tempo em que acredita no amor como redenção para todos os problemas do mundo, dispensa mais tempo ao desamor, na dor da ausência do pai, e na confusa convivência com a meia irmã, e a mãe que parece preteri-la, em favor da outra que, mesmo sendo a mais nova, parece merecer mais ir para a Academia e ser amada.

Aqui, neste mundo surreal, tabus são quebrados, incestos e fratricídios são mais comuns do que se possa imaginar. Profecias questionadas e superadas! Afinal, estamos em Morserus.

A tragédia de Adell começa quando ganha uma máquina de escrever, novidade que o pai traz de Troferus, a Nação dos Gatos. Entretanto, a mãe ordena que o acessório fique para a irmã, por esta ser mais inteligente e apta a estudar.

A partir de um diário “mágico”, a triste menina vive uma odisseia de descobertas e acontecimentos perfeitamente normais para uma adolescente de treze anos, se não estivéssemos em Morserus, e Adell não fosse uma complexada cadelinha da linhagem Bexor, sem relevância na sociedade do lugar.

Em determinada altura, a personagem encara o desafio de defender o amor, de lutar por ele, através de uma verdadeira paixão por um cão de linhagem superior e muito mais bonito e rico que ela, o Jokua. Um toque shakespeariano, por que não? As coisas neste mundo parecem mais avançadas intelectual e filosoficamente, contudo, alguns sentimentos são semelhantes aos dos humanos.

O conto vem mesmo com grande apelo filosófico, e a personagem ser a narradora usando o diário como ferramenta é emocionante e remete a uma outra menina que viveu a mesma experiência, Anne Frank, ela mesma.

Neste episódio, o autor não economiza nas metáforas, e o coração aperta quando Adell compara o mau tempo, o redemoinho negro com seu interior. Uma dor latente que incomoda o leitor.

A busca incessante pelo amor e por uma elevação social a fim de conquistar sua paixão proibida, leva a jovem a passar por muitas situações inusitadas, entretanto, ela parece vencedora! Alcançou o status dos ricos e conquistou seu amante, com direto a bailes e ostentações.

Preservando o suspense do autor, paro por aqui, recomendando esta viagem onde quando menos esperamos, somos nós lá, nos conflitos, nas páginas do diário de Adell.

Como pista, subscrevo a personagem, que do alto de sua conquista, profere estas palavras, desconcertando o leitor:

“Os pobres saciam a sua (fome) com alimento, enquanto que nós temos fome de luz, e não encontramos no brilho do ouro luz suficiente para nos alimentar.”

Lágrimas de Escuridão trata do Efeito Borboleta. O que você faria se pudesse mudar algo em sua vida? Se pudesse voltar bem lá atrás e refazer o que estava errado? Bem, Adell o fez, mas o resultado seria, no mínimo, deselegante contar aqui.

Leiam o conto, é sensacional! Recomendo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13 livros de Fernando Pessoa para download gratuito

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Publicado por Universia

(Crédito: Luis Santos/Shutterstock.com)

Confira 13 obras do escritor Fernando de Pessoa que estão em dominio público

No 76º aniversário da morte de Fernando Pessoa, a Universia Brasil separou 13 obras do escritor e poeta português disponíveis em dominio público para download gratuito.

Os livros foram retirados do portal Dominio Público, biblioteca digital mantida pelo Ministério da Educação. Entre a selação estão inclusive obras de dois de seus heterônimos: Alberto Caeiro e Bernardo Soares, autores fictícios que possuem personalidade.

Veja a seguir as obras de Fernando de Pessoa para download:

Cancioneiro – Fernando Pessoa

Mensagem – Fernando Pessoa

O Banqueiro Anarquista – Fernando Pessoa

O Eu profundo e os outros Eus – Fernando Pessoa

Poemas de Fernando Pessoa – Fernando Pessoa

Poemas Traduzidos – Fernando Pessoa

Poesias Inéditas – Fernando Pessoa

Primeiro Fausto – Fernando Pessoa

Poemas em Inglês – Fernando Pessoa

O Guardador de Rebanhos – Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)

O Pastor Amoroso – Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)

Poemas Inconjuntos – Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)

Do Livro do Desassossego – Bernardo Soares

(heterônimo de Fernando Pessoa)

dica da Luciana Leitão

Copiado do Livros só Mudam o Mundo

Leitura em Excesso

 

Excesso de Leitura

Existem dois modos distintos de ler os autores: um deles é muito bom e útil, o outro, inútil e até mesmo perigoso. É muito útil ler quando se medita sobre o que é lido; quando se procura, pelo esforço da mente, resolver as questões que os títulos dos capítulos propõem, mesmo antes de se começar a lê-los; quando se ordenam e comparam as idéias umas com as outras; em suma, quando se usa a razão.

Pelo contrário, é inútil ler quando não entendemos o que lemos, e perigoso ler e formar conceitos daquilo que lemos quando não examinamos suficientemente o que foi lido para julgar com cuidado, sobretudo se temos memória bastante para reter os conceitos firmados e imprudência bastante para concordar com eles.

O primeiro modo de ler ilumina e fortifica a mente, aumentando o entendimento. O segundo diminui o entendimento e gradualmente o torna fraco, obscuro e confuso. Ocorre que a maior parte daqueles que se vangloriam de conhecer as opiniões dos outros estuda apenas do segundo modo. Quando mais lêem, portanto, mais fracas e mais confusas se tornam as suas mentes.

Nicolas Malebranche, in ‘Procura da Verdade’

Parabéns, Drummond, para sempre!

Estou postando exatamente como recebi em minha caixa de e-mail. Hoje é Dia “D” aqui no meu blog também!

Hoje é o Dia D, data do nascimento do grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Comemore essa data com a Companhia das Letras!
MÃOS DADAS

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens

[presentes,

a vida presente.

(Poema de Sentimento do mundo)
Programação Completa
Antologia Poética Claro Enigma Contos de Aprendiz Contos Plausíveis
Fala, amendoeira As Impurezas Lição de Coisas A Rosa do Povo
Sentimentos do Mundo Menino Drummond José

Acompanhe as novidades da Companhia das Letras:

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9 livros que mudaram o mundo

 

Desde o nascimento da civilização, os seres humanos têm registrado seus pensamentos em paredes, pedras, papiros, e nos famosos livros. E volta e meia, alguns livros causam abalos nas leis sociais reinantes, modificando o pensamento de muitos. Hoje, ainda há a possibilidade de não precisar comprar o livro, já que muitos clássicos estão disponíveis gratuitamente na internet!

Essa não é uma lista no estilo 1001 livros, que vai abarcar todas as fases do mundo da literatura e do pensamento. É só uma lembrança de alguns títulos, e espero que nos comentários cada um lembre também daqueles que mudaram a sua vida!

1 – A República, de Platão

Os gregos têm seu lugar reservado na história. E quando não estavam passeando por aí enrolados em lençóis, praticando sexo com os anciões ou guerreando, exploravam a filosofia, a natureza e a sociedade. E o incrível é a simplicidade: Platão sublinhou conceitos morais e sociais apenas com diálogos entre seus contemporâneos. E podem apostar, as ideias dele estão por aí até hoje.

2 – O Kama Sutra, de Vatsyayana

O primeiro livro de “sacanagem” da história. O texto Hindi foi um dos primeiros guias para os casais atingirem o prazer máximo. O livro descreve 64 práticas sexuais diferentes (as fotos só foram inseridas depois, infelizmente). Quer saber o mais incrível? Dizem que Vatsyayana seguia a castidade, mas através de muita meditação atingiu um conhecimento profundo da natureza humana. O que o livro influenciou? Não preciso nem dizer.

3 – Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, por Sir Isaac Newton

Com esse livro, um tanto complexo para aqueles sem bases nesse tipo de conhecimento, Newton revolucionou completamente todas as ciências da época. Aqui estão os três princípios básicos da mecânica, que provavelmente você estuda ou estudou na sua vida: o da inércia, da dinâmica e da ação e reação.

4 – Senso Comum, de Thomas Paine

Talvez não tão conhecido por aqui, mas muito famoso nos Estados Unidos. Na época dos reis e da colonização britânica, Paine começou a falar abertamente sobre liberdade e tirania. O resto você já sabe. Porque é radical? Junto com outros autores rebeldes, como Henry David Thoreau (não necessariamente envolvido nesse caso, mas por semelhança de ideal), convenceu o “João” comum da sociedade de que a Independência é uma boa ideia, dando espaço para a Revolução Americana.

5 – Folhas de Relva, de Walt Whitman

Considerado um dos expoentes da poesia, Whitman foi importantíssimo para quebrar barreiras desse estilo: ele tirou a poesia da academia, trazendo uma linguagem mais próxima de todos. Ele também uniu o romantismo e o realismo, gerando uma poesia livre. Influenciou muita gente, desde os Beatnicks até os poetas atuais.

6 – A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells

Escrito há mais de um século, esse livro deu origem ao que hoje chamamos de ficção científica. Wells influenciou uma geração inteira, contaminando a mente de crianças que passaram a sonhar em serem cientistas, astronautas e coisas do gênero. Ah, e também influenciou o Tom Cruise.

7 – A Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft

Essa obra, lançada no fim do século 18, num muito período turbulento da Revolução Francesa e dos ideais de liberdade do homem, formou a base do começo do feminismo. Nela, Wollstonecraft afirma que a mulher precisa ter direito a educação para sair de sua condição inferior, e condena o casamento como escravidão disfarçada. Por foi marcante? Deu ideias para acabar com a sociedade patriarcal.

8 – A Origem das Espécies, de Charles Darwin

Em um época onde o ateísmo está crescendo muito, esse provavelmente ainda é o livro de cabeceira de muitos cientistas e pensadores. Na época de Darwin todas as religiões eram criacionistas, e o livro de Darwin um de seus mais terríveis ‘inimigos’ já que deu base inequívoca sobre como os organismos evoluem para se transformarem em outros. Termos tão usados atualmente, como Seleção Natural, devem muito ao barbudo Darwin. Com certeza, um dos maiores livros científicos da história.

9 – Pé na Estrada, de Jack Kerouac

Saindo um pouco da ciência, e voltando à literatura, esse é um clássico marcador de uma geração. Ainda lido por muitos “alternativos”, “On The Road”, no original, foi o livro base da geração Beatnick, das décadas de 50 e 60 dos Estados Unidos. Essa geração marcou o começo de uma contra cultura que lança suas ideias até hoje. Além de toda a importância histórica, o livro ainda foi escrito de uma maneira completamente radical, em apenas três dias.

Copiado do site Hipe Science

 

Vai virar febre: Livros eróticos invadem a Feira de Frankfurt e o Brasil

Sexo é bom. Na literatura é elegantemente excitante. E com criaturas fantásticas?

Se você é humano, já pensou em sexo. Prazer, fantasias, intimidade — palavras que sempre aparecem ligadas ao ato sexual, ao erotismo. Mas se tudo o que move o imaginário erótico está ligado a um instinto que serve primordialmente para a reprodução, por que personagens terráqueos sempre estenderam seu desejo a alienígenas, seres mágicos e criaturas artificiais de todas as espécies por toda a história da literatura fantástica? Como seria ter um selvagem lobisomem entre quatro paredes, ou mesmo uma terrível e sedutora vampira? Seriam os androides eficientes também na arte do amor?

Foi para responder essas perguntas que 16 autores, conduzidos sem censura pelo veterano das letras e do erotismo Gerson Lodi-Ribeiro, que nasceu a coleção Erótica Fantásticada Editora Draco. Já está em pré-venda aqui.

 

Fenômeno?

Como nada precisa de muita explicação, o fenômeno deve passar despercebido. Ou não. Afinal, em literatura tudo é buxixo. Principalmente quando tem ares de movimento. Seria, então, um movimento literário feminino?

Como informa o título, a Feira de Frankfurt, na Alemanha,  causou frisson. Deve ser um novo boom. Mudança de foco. Já estão sendo negociados alguns títulos estrangeiros pelas editoras brasileiras. Sexo é saudável, afinal de contas, ainda mais na literatura.

Trecho da matéria na Veja:

“Desde a Feira do Livro de Londres, em abril, o que se constata é a explosão da produção e da venda de romances eróticos, com Cinquenta Tons de Cinza abrindo caminho para dezenas de outras autoras e assumindo a liderança — já são mais de 40 milhões de exemplares vendidos. “Agora, o mundo está tentando encontrar um livro, ou uma trilogia, que possa ter uma performance como a de E L James”, conta Andy Hine, diretora de direitos estrangeiros da britânica Little, Brown, do grupo Hachette, que também está tentando pegar carona no fenômeno. Ela publicou, entre outros, A Haven of Obedience (Um Refúgio da Obediência, em tradução direta) e Dark Secret (Segredo Obscuro, em tradução livre), de Marina Anderson, já vendidos no Brasil para a Ediouro.”

Editoras já trabalham com reedições

Um exemplo da corrida do ouro é o livro Falsa Submissão, da escritora Laura Reese. A editora Record divulgou o lançamento de uma nova edição do título.  Doses do mais inusitado erotismo. A escritora admite, em entrevistas, que, em muitos casos, as estórias partem de experiências pessoais.

 

 

Mas parece que a mola propulsora foi mesmo a trilogia “Cinquenta tons de Cinza”, de E L James, que foi comparada a um “Crepúsculo adulto”. Sexo sobrenatural?  Leia resenha.

Trecho

“…Sinto aquela tesão dentro de mim. Músculos com os quais agora já estou mais familiarizada se contraem diante dessas palavras. Mas não posso aceitar isso. Sua arma mais potente usada de novo contra mim. Ele é muito bom com sexo – até eu já entendi isso.”

Seria uma exigência do público feminino? Certamente, se analisarmos que a mulherada está, digamos, se expandindo nesta era de libertação e queda de valores morais.

Um ótimo exemplo é outra trilogia da Editora Leya – “Luxúria”, da escritora Eve Berlin, que trata do apimentado tema sadomasoquismo.

Sinopse

SE VOCÊ NÃO FOR AO LIMITE, COMO SABERÁ ATÉ ONDE PODE IR?

Quando Dylan Ivory, escritora de romances eróticos, recebe o contato de Alec Walker, nem imagina o quanto esse homem pode mexer com seus pensamentos.
Conhecido por ser um famoso dominador em relações sadistas e sadomasoquistas, Alec tenta convencer Dylan de que a melhor forma de se aprofundar no assunto – e então escrever um livro o mais próximo possível da realidade – é viver uma experiência como submissa e sentir na pele a sensação desse tipo de relação. Para Dylan, essa proposta será difícil de ser aceita – uma vez que ela é fanática por ter o controle de tudo em sua vida.
Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal se vê em uma situação tentadora enquanto evitam entregarem-se ao sentimento que nasce entre eles.
Primeiro romance da trilogia erótica de Eve Berlin, Luxúria traz uma história envolvente carregada de desejo e amor em que cada limite superado revela sensações ainda mais prazerosas.

Então é isso. Leitoras e leitores, deleitem-se com essa onda de erotismo na literatura. Para quem aprecia o gênero, nunca o mercado esteve tão quente.

 

 

 

 

Obrigada, Literatura, por Copacabana!

                                 MACHADO DE ASSIS, CARIOCA E UNIVERSAL, SEM BARREIRAS

       MAIS QUE UM BAIRRO, COPACABANA É CENÁRIO PERFEITO PARA TODO TIPO DE ARTE (Day)

A melhor fase de minha vida, foi quando morei em Copa.

Recentemente vi um artigo sobre escrever sem clichês. Na verdade não era um artigo, mas uma espécie de desafio literário, onde os participantes deverão escrever um conto sobre Copacabana, proibidos (sim, o termo usado é este – proibidos) de usar uma lista infindável de palavras referentes à cultura do bairro – do Rio de Janeiro por assim dizer – alegando o autor de tal exercício, José Castello, que as características culturais do bairro de Copacabana são clichês; que até servem para propaganda e marketing, mas não para a Literatura.

É impressionante a capacidade que o homem tem de exercer o poder. Sim, pois ao ministrar um curso, onde inventou tal exercício, o escritor do sofrível romance  Ribamar, induziu muitas pessoas a acreditarem em tal absurdo, inclusive hoje, já que anos depois de tal cursinho, um ex-participante reeditou tal “exercício literário”, pra lá de tendencioso, mal intencionado, e leviano, não só para a cultura, a literatura, mas também desconcertando os próprios cariocas que tão bem vivem com a diversidade cultural do país. E, como somos dignos do título capital da cultura, listo 10 livros ambientados em Copacabana, de escritores que conhecem o valor da cultura e costumes de cada lugar. E desta forma, Jose Castello e seus seguidores, fica um placar de 10×1. Na verdade 11×1. Foi difícil fazer uma lista de 1o.

EVA – ROMANCE – JORGE DESGRANGES/sinopse

AMAR EM COPACABANA – ROMANCE – AGOSTINHO RAMOS ALVES/sinopse

COPACABANA: A PRAIA DOS PRAZERES – ROMANCE – RAPHAEL MICHAEL/sinopse

COPACABANA – ROMANCE – ANTÔNIO OLINTO/obra

COPACABANA CIDADE ETERNA – 100 ANOS DE UM MITO – WILSON COUTINHO – TEXTOS DE VÁRIOS AUTORES: : Vinicius de Moraes, Rubem Braga, Antonio Maria, Carlos Drummond de Andrade, Joao Saldanha e Outros./sinopse

UMA JANELA EM COPACABANA – ROMANCE – LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA/sinopse

AMAR EM COPACABANA O REENCONTRO, VOL.2 – AGOSTINHO RAMOS ALVES /sinopse

FANTASMA – ROMANCE – LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA/sinopse

O ANOITECER DE COPACABANA – ROMANCE – SIDNEI ECLACHE/sinopse

ÍNDOLE – ROMANCE POLICIAL – KITO MELLO/sinopse

AI DE TI COPACABANA 1962 – 60 CRÔNICAS – RUBEM BRAGA/ sinopse

 

Fatos: 1 – Luiz Alfredo Garcia Roza (Rio de Janeiro, 1936) é um escritor brasileiro. Estreou na literatura de ficção em 1996, aos 60 anos de idade. Antes disso, foi professor universitário e autor de livros sobre psicanálise. Sua estréia na literatura ficcional, com a obra O Silêncio da Chuva rendeu-lhe um dos principais prêmios literários do Brasil, o Jabuti na categoria romance. Suas histórias se passam, basicamente, na cidade do Rio de Janeiro, entre os bairros de Copacabana e Peixoto. Neste último reside o personagem recorrente de seus livros, o delegado Espinosa e, em Copacabana, está localizada sua delegacia.

2 – ÍNDOLE, de Kito Mello, não só foca o Rio de Janeiro, Copacabana, dentro de um contexto internacional, como, sutilmente, delineia um Rio de Janeiro que é mais que uma Copacabana-bairro. O autor consegue transmitir a “magia” da cidade, e de como ela, com seus costumes, sua cultura, envolve a Literatura de forma tão perfeita.

3- ‘Ai de ti, Copacabana’, de Rubens Braga, é um livro que reúne crônicas, escritas de abril de 1955 a março de 1960, selecionadas e organizadas pelo próprio autor. As crônicas, impregnadas com o amor do autor à vida simples, dos humildes e sofredores, abordam assuntos do dia-a-dia, da infância, da mocidade e dos primeiros amores.

Todos os romances acima listados são obras literárias de grande valor. São histórias de ficção e realidade. O lado real dos romances fica por conta do indispensável cenário carioca de Copacabana.

Espero ter esclarecido, de uma vez por todas, quão enganado um aluno “não-carioca” pode ser por intelectuais fantasiosos e dúbios.

Boas leituras! Boas escritas a todos os duelistas! E não se esqueçam:

O preconceito é filho da ignorância.  (William Hazlitt)

Doutor Fausto – Tomas Mann

A Arte é Indivíduo, não Colectividade

Arte é espírito, e o espírito não precisa, em absoluto, de se sentir obrigado a servir a sociedade, a colectividade. A meu ver, não tem direito a fazê-lo, devido à sua liberdade e à sua nobreza. Uma arte que «se mete com o povo», fazendo suas as necessidades das massas, do zé-povinho, dos ignorantões, cai na miséria. Prescrever-lhe isso como um dever, admitindo-se, talvez, por razões políticas, unicamente uma arte que a gentinha possa compreender, é mesmo o cúmulo da grosseria e equivale a assassinar o espírito. Este – eis a minha firme convicção – pode empreender os mais audaciosos, os mais incontidos avanços, as tentativas e pesquisas menos acessíveis às multidões, e todavia ter a certeza de servir, de um modo elevado, indirectamente o homem, e à la longue até os homens.

Essa é uma obra necessária que preciso ler, pois todos dizem que é um livro que só devemos ler com maturidade. Tecnicamente é a estória de um homem que vende a alma ao diabo para conseguir terminar sua obra musical. Este é meu desafio, ler,  ainda este ano, Doutor Fausto. Thomas Mann, in “Doutor Fausto”

Livro – Frederico García Lorca

Sonetos de amor obscuro é uma linda coletânea, um clímax na lírica deste poeta extravagantemente sensível; um escritor que faz com que o leitor suspire e repense a vida a cada leitura.

O POETA PEDE A SEU AMOR QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.

O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra e nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.

Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.