Manchas na Literatura Amadora

Não é por ser amadora que a Literatura dar-se-á ao desbunde de tantos desagravos. Eu jurei, fui à macumba, subi as escadarias da Penha, fiz vodu, trato com o capeta, e regressão para falar com Jung. Contudo, não consegui me desvencilhar dessa cachorrada (no mau sentido) que estão fazendo com as Letras no (adivinhem?) Duelo de Escritores. O pai-de-santo até sugeriu que trocassem o nome do blog para DUELO DOS DESATINADOS. Sério, lembram daquele texto que falei, o da Natalia Oliveira, a autora daquela obra repleta de confusões? Ela mesmo! Quando eu disse que Pesadelo real poderia vencer, eu o disse desanimadamente, uma vez que se aquele texto ganhasse, o Duelo estaria chafurdado na miséria literária. Até aí, ainda não me sinto totalmente chocada. Eu já havia feito as previsões, entretanto, estou de volta ao assunto por demais inebriante para uma jornalista e crítica (amadora porém decente) porque nem Dalai Lama me convencerá a ter generosidade diante da Soberba. Os rabiscos que venceram a rodada levaram o Duelo de Escritores ao caos total. Hecatombe. Só pode ser conspiração marciana. A “escritora” Natalia Oliveira escolheu para a próxima rodada (pasmem!) o tema MANCHA. Sim, estou falando sério, leitores. Depois de borrarem, com tinta fluorescente, a literatura brasileira, o que posso dizer é que estarei bem aqui, esperando as “obras literárias” que virão. Enquanto isto, continuem mandando e-mails para mim, mas não sejam tímidos, comentem. Este é um país livre, gente! Ninguém pode matar ninguém, a não ser o Duelo dos Desatinados que está, gradativamente, trucidando a arte. Para quem não acredita, dê uma olhada neste artigo. Unbelievable.

Comentário da vencedora, Natalia Oliveira:

Que pena que não foi um tema novo, mas espero que quem já fez este tema pense em um novo texto como desafio, afinal existem muitos tipos de mancha.

Sem mais.

Inté!

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Literatura News – Negros e Meninas de Doze Anos – Duelo de Escritores

O  ganhador da última rodada no Duelo de Escritores, cujo tema foi censura, é o neurótico e confuso texto do escritor Vogan Carruna – Ironia, que comete erros, não só gramaticais de preposições, como e principalmente ideológicos, tantos que nem valeria a pena comentar. Mas serei breve.

O texto ficcional/oportunista trata da estória de um velho jornalista  enlouquecido que, em determinada altura, o leitor percebe que ele (o autor?) já não  fala coisa com coisa. Ora defende a liberdade de expressão, ora sugere que internautas sejam proibidos de falar o que quiserem na rede.

Porém o mais patético do texto ganhador – e se este texto ganhou, imaginem, meus  leitores, o nível de eleitores do blog -, é que o autor, dando uma de antropólogo, defende que a sociedade deve liberar suas meninas de doze aos quinze anos para fornicação, alegando que em culturas antigas tal evento sexual era natural. E, pasmem, há duas meninas de quinze anos que participam do blog. Tirem suas próprias conclusões, leitores.

O texto é tão confuso, longo  e exagerado que, dificilmente, alguém poderá lê-lo sem bocejar, ou desistir no meio do caminho.

E, para quem tem estômago fraco, melhor não ler a parte em que o autor Vogan Carruna diz que há cem anos chicotear negro era “banal e até necessário”.

E por aí vai. Apenas pensem: se este texto, suspeitamente tendencioso, é eleito o ganhador da rodada no Duelo de Escritores, podemos imaginar o que poderá vir por aí. Mas estarei de olho, informando aos leitores.

Por fim, prefiro acreditar que o escritor apenas cometeu um erro e que, numa próxima oportunidade, haverá de se dar ao desagravo com um bom e lúcido texto.

Inté!

Literatura News – Democracia & Arte

Duelo Pela Liberdade de Expressão

Semana difícil é aquela quando tanta coisa acontece que você sente que sua vida mudou. No caso desta notícia, diria que mudou minha visão de mundo – o virtual. Eu, que jamais fui chegada em política, me vi às voltas com a tal da Democracia, ou a falta dela. E, pior, na vida virtual!

Existe um blog literário que deu o que falar nestes últimos dias. O Duelo de Escritores.

Depois de calorosa disputa pela liberdade de expressão, entendi, como néscia brasileira, que não há democracia coisa nenhuma, nem mesmo na arte. Ao menos na arte literária. Ou, em última análise, não na arte literária do referido blog. Em assim sendo, teve esta que vos escreve, dois contos  impedidos de serem publicados, surpresa acompanhada de espaventa expulsão.

Em tal espaço, escritores (muitos deles talentosos) participam de rodadas quinzenais, inscrevendo seus textos, desde simples crônicas a verdadeiras odisseias literárias, passando pela poesia, e até pela falta de imaginação. Há experimentos que fariam Machado de Assis passar mal. Textos com “liberais” erros gramaticais e ortográficos. Entretanto, esta matéria é para explanar sobre democracia que não existe, definitivamente, em tal bloguito surreal.

É um espaço que já foi interessante e criativo no passado, mas que hoje, e ninguém sabe explicar o porquê, tem ares de soberba ditadura, ou de um clubinho fechado. Um espaço onde quase  ninguém se sente à vontade, muito menos para escrever (!) socorro.

Todos sabemos que a democracia, em mãos erradas, é um desastre total. Contudo, devemos todos concordar que ditadura é o fim da picada. Principalmente em arte, e, definitivamente, na literatura.

Democracia é um “direito adquirido”, mas se até o PT com seu ex-entusiasta Lula querem censurar o termo “mensalão” criado por eles mesmos, me pergunto se é tão surpreendente assim existir o famigerado Duelo de Escritores.

Hoje, inauguro esta coluna, onde falarei de democracia e literatura, comentando vários textos, usando como base o interminável material gentilmente cedido pelos moderadores do duvidoso espaço literário. Observem, finalmente, que o proprietário dá o maior dos exemplos, publicando um artigo codificado. Confiram aqui.

Inté!

Boca no trombone

Muitos são punidos por cometerem pequenos ilícitos, poucos são punidos por cometerem grandes ilícitos. Frase de Aucenir Gouveia

Aqui no Rio de Janeiro está um dia lindo. Desses que você acorda só pensando em coisas boas. Esquece os que te magoaram. Esquece até da conta bancária.

Num dia como estes, vale à pena refletir sobre o nosso papel na sociedade. O que somos nós, e o que podemos fazer para melhorar nosso país?

Ser bom não é ser bonzinho. O Mal há que ser combatido pelo corajoso ato de denunciar. Denuncie seu vizinho, seu patrão, o traficante, o pederasta, o ladrão.

Ser bom é ser cidadão. É desejar que a impunidade diminua neste país. Se nós denunciássemos mais no Brasil, este já estraria realmente no ranking do primeiro mundo.

Os Bicheiros estão se danando. Sejamos uma espécie de ministérios públicos individuais. Ser bom é exigir uma sociedade mais justa.

Denuncie o cara em quem você votou, denuncie o abuso de poder. Denuncie até o dono do supermercado, se ele transgredir alguma lei de defesa do consumidor. Denuncie o Diabo, seja quem for.

Porque, por mais que este sábado esteja lindão, há presos que nem foram julgados ainda, às vezes doentes, padecendo numa cela imunda. E o Estado acha que estamos satisfeitos como sociedade civilizada.

Denuncie os maus tratos aos animais! Faça valerem as leis. Perscrutem a Câmara dos Vereadores. Pintem o bordem na Colcha da Justiça.

Justiça é praticar o bem. Sem ser bonzinho. Tenha ira e coragem. Este mundo é nosso. Precisamos consertá-lo de verdade. Seja bom, denuncue, denuncie o vizinho do som alto. O assédio sexual.

Seja um blogueiro de carteirinha. Divulgue. Faça justiça. Sejamos intrépidos. Façamos a diferença. Meu sábado poderia ser melhor. E o seu também.

Denuncie!

Consciência sem cores

É pena que as idéias se fechem em rótulos políticos.

Hoje é o Dia da Consciência Negra. E Zumbi dos Palmares é lembrado e homenageado em toda parte.

Tolice é não reconhecer que o referido guerreiro negro não era apenas um líder estrategista negro. Zumbi representa Consciência Social, Socialismo, e Liberdade. Não dos escravos negros. Pois dava início à consciência de uma liberdade espiritual do indivíduo. Buscava a razão de vivermos em sociedade fechada e dócil aos ‘capitães’.

Hoje e sempre, o Blog da Dai pensa a liberdade humana.

E esta liberdade é direito de todos, independente de cores, religião, orientação sexual. Enfim, Zumbi foi guerreiro que lutou pela livre escolha de viver de cada ser humano, negro ou não.

Que a palavra consciência seja mais que uma palavra a ser comemorada hoje.

Podemos começar por exigirmos satisfações de um governo corrupto.

Onde anda nossa liberdade, num país em que pobres morrem, doentes em filas de hospital, ou apodrecendo nas cadeias sem julgamentos?

Onde anda a liberdade, o direito de conhecimento, direito à educação?

Devemos ser Zumbi, um pouco de Zumbi no sangue não faria mal a ninguém.

Axé!

 

Parte IV de Navio Negreiro (Castro Alves)

      
Era um sonho dantesco… o tombadilho  
Que das luzernas avermelha o brilho. 
Em sangue a se banhar. 
Tinir de ferros… estalar de açoite…  
Legiões de homens negros como a noite, 
Horrendos a dançar… 

Negras mulheres, suspendendo às tetas  
Magras crianças, cujas bocas pretas  
Rega o sangue das mães:  
Outras moças, mas nuas e espantadas,  
No turbilhão de espectros arrastadas, 
Em ânsia e mágoa vãs!  (…)

Leia o poema completo aqui.

Depois de tudo

Acompanhem a saga Vingança ou Justiça?  e participem interagindo com os autores nesta discussão.

 

Alguém já soprou em mim

Uma nota de angústia

Que desbrava no homem

A virgem alma satânica

Do inconformado com poderes

De gente sobre gente.

 

Numa aurora de sangue

Subversão e etílicos gritos

Em porões de lágrimas militares

O artista tirava o som

Do lamento nacional

E em continências

Abster-se da poesia

Matou homens e meninos.

 

Sem vestígios

Vivo a lembrar daquelas

Manhãs tão longe

De mim agora.

Talvez em plano outro

Para anjos

 Ou mesmo no silêncio

Ainda eu possa ouvir o sopro

Daquele instrumento rebelde.

 

E nos longos dedos do meu pai

Acariciando com mãos trementes

A garotinha que amava Bruce Lee

Que carrega até hoje

A farda e a pistola

Pra enfrentar multidões

Chora.

 

Mutilados mentais

Que marcham na direção mais fácil

Com a política da fome nos dentes

E votos secretos segregando artistas…

 

Agora presos na internet

Entre papos e orkuts

Vence a tecnologia pro governo

Sites de saias e youtubs americanos…

Adicionam a porrada sem sentir…

A História do Brasil

Acaba aqui.

 

 

Então chega o Rei no Blog da Dai :)

preto-b.jpgbanda-renato.jpgrr-com-bigide-crianca.jpgrr-ny-60.jpgHá muito que queria fazer um post sobre este intelectual que não era intelectual. Só uma voz estrondorosa na política brasileira. Se estamos num tédio com T bem grande, não foi por falta de aviso. Bem, fico por aqui. O post é do Renato. Paulo seja bem vindo.banana-renato.jpg

Homossexualismo mexia muito com minha cabeça: poxa, se não é errado, por que existe Aids? Até eu colocar na minha cabeça que Aids não tem nada a ver com Deus.

Eu sempre fui alcoólatra. Tudo começou com o álcool. Só que álcool é uma droga aceita; então não se considera droga. Álcool é uma das piores coisas que existem.

Amizade é quando você encontra uma pessoa que olha na mesma direção que você, compartilha a vida contigo e te respeita como você é. Uma pessoa com a qual você não precisa ter segredos e que goste até dos seus defeitos. Basicamente, é aquela pessoa com quem você quer compartilhar os bons momentos e os maus, também.

Eu acreditei durante muito tempo em amor romântico. Hoje em dia, eu não acredito em amor romântico, não. Eu acredito em respeito e amizade.

Acho deprimente que meu voto valha o mesmo que de um analfabeto. Isto é um crime, tanto quanto ter o que temos de analfabetos no Brasil. E ainda se conformar com isso!

Sou anarquista e individualista. Tenho uma visão poética, mas não me considero poeta. Procuro o belo.

Não sou original. Leio uma revista e anoto uma idéia que tem a ver com meu universo. Às vezes, também uso frases de filmes, como: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.

Sinto arrependimento quando não aprendo com meus erros.

Às vezes, penso se não concordo com Platão. Na República, ele fala que os artistas são nocivos para uma sociedade.

A maior agressão para um jovem é morar em Brasília, porque você vê aquelas coisas acontecendo no Planalto e no Congresso e não pode fazer nada.

Broxante, para mim, é a estupidez, é a pretensão.

Eu pouco me importo com essas campanhas antidrogas do governo, mas o grande erro delas é justamente não dizer que a droga é uma coisa que dá prazer só no começo.

O que me faz cantar, hoje, são uma boa melodia e uma letra interessante. Gosto muito de cantar. Às vezes, fico a tarde inteira ouvindo os meus discos favoritos e cantando junto. Dinheiro me faz gravar discos, é diferente.

Não existem fins, existem meios. Eu sempre penso em começo, nunca em fins.

A questão da compreensão é muito complicada. Eu, por exemplo, não entendo nada de absolutamente nada. Eu vou levando a minha vida. Com a minha experiência de vida, interpreto as coisas de uma determinada maneira, mas eu posso estar errado.

Quando eu vejo esses corruptos mentindo com a maior desfaçatez, minha vontade é matar todos eles. Mas eu sei que isso não adiantaria nada.

Se crítica valesse alguma coisa, a gente não teria vendido o Que País é Este em São Paulo. Saiu bem grande num jornal lá: Ã?â???Legião Urbana lança disco esquálido e primitivo”?. Eu nunca vou me esquecer. No entanto, o crítico que escreveu isso teve que ouvir a música por mais de um ano tocando sem parar, em todas as rádios.

Já me falaram muitas vezes que a voz do povo é a voz de Deus. Será que Deus é mudo?

Gostaria de acreditar em alguma coisa. Você não pode mais nem acreditar em Deus que as pessoas riem na sua cara. Eu acredito em Deus. Ele é a vida, a natureza, somos nós. Mas ninguém respeita.

Para mim, era importante ter uma banda de rock, primeiro, para me divertir e, depois para dizer o que eu achava da vida e o que estava acontecendo em volta de mim.

Por mais diferente que você seja, você não está errado, você não é anormal. Eu senti muito isso, porque todo mundo colocava na minha cabeça que eu era anormal. Como o Bob Dylan fala: Eu me esforço tanto para ser como sou, e fica todo mundo querendo que eu seja como eles.

Quando eu era adolescente, não sabia direito como funcionava o mundo e sofria uma pressão muito grande para ser igual aos outros. Ninguém tem de ser igual a ninguém. Cada pessoa é um universo maravilhoso e único.

O mundo se divide entre caretas e loucos e, se você é louco, não tem o direito a nenhuma dignidade.

Estou num momento complicado, difícil, mas estou sereno. A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.

0 importante, para mim, não é o que está sendo dito, mas como está sendo dito. O importante é que as pessoas conseguem se emocionar com a Legião. (Renato Russo)  P

Eu soube hoje que 90% da população de Brasília usa drogas, inclusive a tal da marla, composto que antecede a cocaína, pior que o crack.

Estive hoje com um brasiliense que tem um amigo motorista de um tal senador que usa nosso dinheiro mandando ele comprar pó e uísque. Então me diga aí:

“Dizia ele, estou indo pra Brasília. Neste país lugar melhor não há…”

Para meu irmão Ricardo (in memorian)

Trindade obscura

73347607.jpg373111127626991.jpg9246611795340052.jpgElas andam sempre de mãos dadas e seus nomes são tão bem conhecidos.

Elas usam roupas decotadas, são puro fetiche, uns tesões as desgraçadas mocinhas Gang ou Prada.

Provocam casados, solteiros, todo tipo de gente ávida por prazer e morte. Tem até gente que morre de tanto gozar.

São loiras, morenas, negras, assanhadas mulatas, ruivas e transparentes madrugadas.

E todas dançam libidinosamente sensuais macabras e se despem casualmente na moda e na estação que for.

Ah, mocinhas involuntárias, safadas, indecifráveis mulheres cheirosas, almiscaradas e céticas.

Estas deusas beijam na boca, fazem sexo oral e se vão. Deixam chorando o cabra de pau na mão.

Fazem estragos na conta bancária e riem demoníacas quando abandonam suas vítimas moribundas e macilentas.

Os nomes tão corriqueiros e aclamados, chamados pelo interfone, no bar ou em pleno dia de sol. Não importa, todos as chamam e as abraçam com desejo insano:

_Vem, Cachaça!

_Vamos, Cocaína!

_Boa noite, linda Morte!

(Enquanto isso, cristãos discutem algumas descriminalizações num salão onde se reúnem adeptos das mocinhas… e todos usam ternos)

O Texto – Djabal

A nossa civilização, se é que podemos chamá-la assim, já

nasceu com a discórdia entre Gaia e Chaos. Por não se

compreenderem viveram separados.

Essa discórdia só se resolve ou acalma com violência de parte

a parte.Catarse.

Pois bem, os deuses gregos não davam a menor importância

para as injustiças que cometíamos, e parece que mãe

natureza, também não liga muito para nossas atitudes. Ela

não se rebela, apenas responde. E ficamos discutindo se

tsunami é masculino ou feminino, enquanto o pau come lá

fora. Milhares de mortes.

Quero chegar com esse argumento ao ponto do meu ônibus

que parte diariamente por um mesmo caminho e que se chama

vida. Aprendo aos poucos a dar valor ao que tenho e que não

pode ser tomado de mim. Apreciar o belo, mesmo num simples

caminhar de um cão, numa cavalgada, num pôr magnífico do

sol. Numa noite enluarada. Numa amizade, num ato de

compaixão, numa generosidade interessada. E nesse trajeto

do ônibus, quando chega diariamente ao seu final, estarei e

serei recompensado. Desejei menos, fui mais eu. Não dependi,

nem coloquei a minha felicidade num ombro amigo. Sou. Será?

By Djabal

(IN) Justiça

Falar de vida é como escorregar no limo do quintal abandonado, talvez no limbo da misericórdia:
Parece que temos o controle, mas a queda machuca a bunda e
assim vemos que somos totalmente inseguros, desprotegidos, inacabados e frágeis.

Tolos, ridículos e insatisfeitos.

Falar da vida é tentar ser Deus, tentar ter poderes que não há. Deus há? Há perfeição?
Fazer as coisas erradas julgando que o belo momento nos fará livres…

Mas onde está a liberdade?

Talvez entre as coxas da galinha que comemos, enquanto na África e nas favelas uns têm fome.

Os primeiros, politicamente mal nascidos…
Os depois, porque a cocaína tirou-lhes a fome.

Mas fome é fome, não interessa.

Porém a fome de viver é a que mais nos mata a cada segundo
Quando pensamos ter em mãos a dinastia de almas sem rumo;
As vanguardas das palavras e a onipresença de nossos pensamentos…

Falar de vida é morrer de sede em frente ao mar. Ou lagoa,
Ou até mesmo dar de cara nas montanhas verdes porque ficamos cegos…

E cegos, perdemos o rumo e os anos, enquanto a tal da vida passa, escorregando como verdura entre os dedos…
Dedos que não escreveram as poesias certas, os versos sinceros… Aforismos medíocres como os meus, inclusive.

E morrer de fome é atestar que a vida não veio
Apesar de termos nascido um dia…

Por mim, e sei que deliro, viver é apenas fazer com que as emoções
Vindas de nossos órgãos, sejam bem recebidas…

Ou seja: Podemos nos emocionar com a morte de um amigo.
Com a falta de dinheiro, o filme brasileiro que não ganha Oscar,
Porém, todo sentimento deveria ser considerado…

Prisão de ventre, angústia, alegria do alívio, amor com orgasmo… Sem ele também, por que não, cara pálida?

Dívida paga, amor fugidio, dúvidas, credos, deuses, trepadas sem amor,
Músicas que não ouvimos mais e mais e mais impostos que pagamos,
Enquanto vemos o BR afundar nas mãos de um homem que filosoficamente
Deturpou os deficientes físicos.

Não queria falar de política, já que não tenho mais o romantismo de matar,

Entretanto me pego de boca aberta mais uma vez, constatando que nosso Brasil
Deve ser o único lugar do mundo
Onde podemos chorar junto aos algozes de outrora, os tais colonizadores,
E por mais que seja linda a língua inglesa
Eu gostaria de morrer balbuciando algumas palavras em tupi…

O mundo está entregue ao Diabo.

Marx e União Soviética (extintos) berraram numa luta pouco nuclear,

E no final das contas, ainda somos como os nossos pais…

Apesar de termos feito tudo o que fizemos,

Israel é estratégica bélica dos EUA,

Este, o único país do planeta que não poupa nem mesmo seus filhos.

“Há soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos de armas na mão.”

Dia chegará em que um grande soldado abaterá este grande inimigo da raça humana.

Um país fortalecido oportunamente por um colonizador amigo do Rei Arthur.

E depois disso, declarado foi que Inglaterra era o poder. Deus.

Mas Ghandi enfrentou este reino. Perdeu.

E até hoje estamos perdendo para Inglaterra e seu secto assassino…

Que tem como honra proclamar no planeta terra seu nome:

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

Para Ulisses.

http://incautosdoontem.blogspot.com/

(Continua…)