SÚBITO

SÚBITO

Minha sanidade onde a perdi
Em qual momento deixou de existir
Para ser tormento
Quão bom é enlouquecer
As rosas ficam em ballet
Lírios aspergem voam
Há dois sóis há ternura
Nuvens Jô girassóis
Certamente é bom estar nada
Mente sem brilho
Sem vaidade
Um trem fora dos trilhos
E amar até pra sempre
Perturbar e cantar dar adeus voltar
É saber esquecer morrer retornar
Loucura é artística ritos riscos
Em cada chuvisco um sabiá
Vem loucura me apanhar
a dança lembras
O teatro sons acústica
Tua alma lúdica luzes
O pano caindo dormindo
Todos se vão é bom
És companheira perfeita
Rarefeita rodopia cotovia
Azul é a cor da seita
Linda essa dança vida
E cai
Desmaiada de amor
Diz que foi
Ou que vai
Não importa
Depois da porta
É outra peça
Peça e receberás
Satisfaz na letra
A negra borboleta
Devir porvir
Agora chega Loucura
Mesmo eu
Preciso dormir…

 

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Módica Música

Já fui lésbica
Sádica
Ínfima
Sórdida
Drástica
Súbita

Mórfica
Ácida, Mônica
Cínica
Búlica
Lírica
Nômade
Séria
Lápide
Fétida
Súbita
Cêntrica
Lúdica
Útera
Máxima
Lógica
Trêmula
Nádica
Bêbada
Nódoa
Sântica.
Já fui mística, tática
De novo lésbica
Fêmea
Sólida
Líquida
E
Drástica.
Portanto
Sou lívida
E de novo
Cética
Sábia
E mórbida.
Úmida
E para sempre
Bélica
Módica
Mórfica
E cênica.
E tudo é
Dádiva
Para dúvidas
E dívidas.