A DANÇA DOS ORKSHAS

ESCRITOR  MARCELLO SCHWEITZER

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O mundo de Morserus traz mais um livro de sua odisseia filosófica. Mais um conto sobrenatural, e mais um personagem que o autor apresenta –  Malfaer, um rapaz, um Rato que anseia mudar sua vida e a de sua família. Busca a liberdade para ver o céu amarelo e laranja de Morserus. Mesmo sabendo-se fraco e ocioso, ele anuncia à família que é o escolhido para a salvação da pobreza, e que sairão das favelas subterrâneas para a superfície, onde poderão viver com dignidade. As lágrimas de felicidade de sua mãe justificavam sua fantasiosa estória de herói.

Então começam seus conflitos, pois entra em um labirinto de mentiras, mentiras que, para ele, se tornam a única forma de trazer alívio para sua família.

O conto é ambientado em favelas subterrâneas povoada por ratos, onde imperam, além da pobreza, a dor de jamais se vislumbrar a superfície. E é na superfície onde, a cada ano, acontece uma batalha de vida e morte.

Os  animais têm uma espécie de oráculo, conhecido como Rodamorta. A partir da visita do Rato a esse oráculo, seu drama começa de forma intensa e dolorosamente conflitante. Malfaer precisa ir em frente com suas mentiras, e resolve se inscrever nessa tradicional disputa, onde acontece a Dança dos Orkshas, entidades que se dividem entre as de luz e as das trevas, entretanto, por alguma razão, as das trevas prevalecem.

Na verdade, é uma corrida pela sobrevivência, onde apenas um concorrente pode sair vencedor. Dentre os cem competidores, está Malfaer, o  fraco, covarde, obrigado a crer em seu Orksha, que representa o Medo. Contudo, o improvável herói aceita o desafio de sua própria mentira, se apresentando como voluntário para o evento de carnificina, onde apenas os ricos se divertem de forma sádica, brindando com o sangue dos concorrentes que, misturado a algum estranho elemento, permite que entrem nas mentes de seus concorrentes, compartilhando tudo que os participantes vivem nessa cruel corrida para a morte.

Como sempre, Marcello Schweitzer se posiciona como um escritor que não se envolve emocionalmente com seus personagens, e mesmo o narrador parece ficar indiferente diante de tanto sofrimento e medo. Exceto pela pérola “A ignorância do Mal não nos protege do Mal” citada no conto, os personagens estão entregues à sua solidão. À sua própria sorte.

Uma estória que remete à Caverna de Platão (as favelas são como pequenas cavernas), e faz com que o leitor transite pela história da própria humanidade, desde a Grécia Antiga, com suas arenas sangrentas, aos tempos atuais, onde a solidão abraça os menos favorecidos, e onde os miseráveis só servem para a reflexão de alívio dos ricos e bem sucedidos.

O Rato Malfaer traz uma grande lição de vida para nós, humanos. Lição essa que surpreende, não tanto pelas ações, mas pelas reflexões que o personagem consegue ter, em meio ao corredor da morte. Lidando com vertiginosa corrida pela sobrevivência, algo muda seu interior e surpreende o leitor.

O escritor é, indubitavelmente, um artista pós-moderno; ainda que mergulhando na filosofia grega, traz grandes estórias reflexivas do caos em que vivemos nesse século XXI. Lançando mão do estilo socrático-platônico, cria grandes e profundos diálogos entre seus personagens. O leitor fica diante de várias opções para lidar com sua própria vida.

Conheça esse mundo de estórias assustadoramente humanas, ainda que povoado por animais construídos por excitante morfologia.

A Dança dos Orkshas é uma obra prima, em minha opinião.

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By Day

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO AMAR NEM ODIAR by SCHOPENHAUER

Não Amar nem Odiar

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Se possível, não devemos alimentar animosidade contra ninguém, mas observar bem e guardar na memória os procedimentos de cada pessoa, para então fixarmos o seu valor, pelo menos naquilo que nos concerne, regulando, assim, a nossa conduta e atitude em relação a ela, sempre convencidos da imutabilidade do carácter. Esquecer qualquer traço ruim de uma pessoa é como jogar fora dinheiro custosamente adquirido. No entanto, se seguirmos o presente conselho, estaremos a proteger-nos da confiabilidade e da amizade tolas.
«Não amar, nem odiar», eis uma sentença que contém a metade da prudência do mundo; «nada dizer e em nada acreditar» contém a outra metade. Decerto, daremos de bom grado as costas a um mundo que torna necessárias regras como estas e como as seguintes.
Mostrar cólera e ódio nas palavras ou no semblante é inútil, perigoso, imprudente, ridículo e comum. Nunca se deve revelar cólera ou ódio a não ser por actos; e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitado os primeiros. Apenas animais de sangue frio são venenosos.
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Falar sem elevar a voz: essa antiga regra das gentes do mundo tem por alvo deixar ao entendimento dos outros a tarefa de descobrir o que dissemos. Ora, tal entendimento é vagaroso, e, antes que termine, já nos fomos. Por outro lado, falar sem elevar a voz significa falar aos sentimentos, e então tudo se inverte. Com maneiras polidas e tom amigável, pode-se falar grandes asneiras a muitas pessoas sem perigo imediato.
O tom é o que norteia uma conversa civilizada
O tom é o que norteia uma conversa civilizada
Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

EXSPESDOMUS, UM CONTO ELETRIZANTE

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EXSPESDOMUS, UM CONTO ELETRIZANTE

Autor –  Marcello Schweitzer

“Não há infortúnio maior do que esperar o infortúnio.” [Pedro Barca]

Esse pensamento de Pedro Barca me veio à cabeça porque traduz exatamente o que acontece com ZEMIAL, um personagem à procura da felicidade através da perda do amor materno. Até aqui, pode parecer uma estória comum, mais um conto triste sobre órfãos, se eu não estivesse falando de uma criatura com inteligência, consciência, amor; e que essa estória acontece em um lugar – longe de ser Passárgada – chamado EXSPESDOMUS, uma cidade-torpor, ousada criação de absurdo do escritor. Ou, pergunto,  existe de fato um lugar assim, diferente de tudo que já vimos e lemos? Bem, vai depender do ponto de vista e da pré-disposição de sua alma de leitor e de ser humano. EXSPESDOMUS pode ser real sim, tamanha a força vital do autor.

Se o leitor levar para a consciência metafórica, subentender os códigos metafísicos, e associar o ambiente com seu próprio interior sombrio, possivelmente esse lugar existirá para cada um de nós, humanos.

Humanos?

Preciso inserir nessa introdução, que nesse “planeta” conhecido por MORSERUS, não exitem Adão e Eva, portanto, nada de ser humano. Nenhum sequer. Essa foi a genial ferramenta encontrada por Marcello Schweitzer para dissertar sobre a condição humana. Uma genial ferramenta, eu diria.

MORSERUS é dividido em reinos de animais que nem a Criação ousou imaginar ou sugerir (Exagero? Quem sabe!). Lá, nesse mundo, há os reinos de Gradel, habitado por Gorilas; Kazil, terra dos Ratos; Caltos, o reino dos Cães; Troferus, habitat dos Gatos, e, por fim, o reino de Iliys, onde a população é formada por Coelhos. Já deu para sentir que estamos falando de um mundo mágico. Além de mágico, é um mundo sombrio, repleto de animais inteligentes, no entanto, tudo parece estar eternamente no crepúsculo.
O escritor prima pelo mergulho nas mais angustiantes experiências metafísicas do ser vivente, e posso chamá-lo assim, já que, ainda que não sejam humanos, em muitos momentos a impressão que dá é de que são seres superiores a nós, principalmente na organização social, na filosófica forma de conduzir a vida, e no excesso – no bom sentido – do existencialismo, no sentido de que a busca da felicidade não se resume a procurá-la apenas, mas perdê-la cruelmente, para então, talvez, obtê-la.

ZEMIAL é um menino de doze anos proveniente de Troferus, logo é um Gato. De pelagem branca, é considerado um albino que, jogado no orfanato, passa os dias a olhar pela janela, sonhando com a mãe que, depois da morte do pai há alguns anos, nunca mais o procurara. Como todo órfão, o felídeo guarda em sua alma todo rancor, dissabores e uma forte dose de rejeição que o reduz a um menino calado e triste. Entretanto, o Gato não para de pensar em sua dor dilacerante, na morte do pai e na ausência da mãe. O pensamento de suicídio na mente de uma criança, é de cortar o coração de qualquer um. Exceto lá.

Esses pensamentos o transformam num garoto prodígio, em um jovem filósofo. Contudo, a solidão, somada à ausência da mãe, o levam a um torpor que poderia ser diagnosticado, facilmente, como um menino-problema, dotado de uma espécie de psicose, enfermidade que germina quanto mais o tempo passa. E, lá no fundo de sua alma, somente ele sabe o que está sendo construído, como se cada dia sem a mãe, fosse um tijolo para a construção de seu sinistro castelo.

Quando, finalmente, a mãe o visita, sua estupefação e felicidade são tão grandes, que o alvo felino não percebe os absurdos desse encontro, já que finalmente se sentia envolto em amor maternal. Sua mãe estava ali, diante dele, definitivamente! Assim, pelo menos, ele imaginou, o infeliz menino.

Diante desse encontro, todo o negror da alma de ZEMIAL vem à tona, o que parece paradoxal, já que ele estava ali, diante de sua genitora, uma gata de pelagem azul e olhos púrpura, penetrantes e amáveis, que fazem com que o menino aceite uma missão ordenada por ela, como se ele fosse o “escolhido” para uma missão, onde a felicidade venceria até mesmo a morte. Ou não?
E sim, o bichano morre pelas mãos da própria mãe, afogado em uma banheira, com a promessa de que renasceria e salvaria a família do tormento da morte eterna e escura. Ele viajaria, depois de renascido, para um lugar chamado Jardim Azul. Promessa alvissareira, bela. Por que não aceitá-la?

A partir daqui, deixo para o leitor saborear esse que é, sem dúvidas, uma obra prima do conto fantástico. O leitor irá notar agradáveis referências universais da literatura. Pensará em Allan Poe, Bioy Casares, e até em Kafka, pois há cenas de metamorfoses assustadoras e, ao mesmo tempo, emocionantes; carregadas de promessas de reencarnação e vida feliz. Entrementes, necessito admoestar o leitor de que o conceito de felicidade, tristeza, vida e morte em EXSPESDOMUS, é totalmente diferente do nosso, possivelmente mais lógico, me atrevo a divagar.

A narrativa vem embutida em filosofia. Em muitos momentos, parei para reflexão. Várias vezes quis chorar, gritar. E sorrir, quando, raramente, se vislumbra uma luz no fim do túnel. Entretanto, nesse sombrio mundo não há luz, não a que estamos acostumados, como a luz do sol, e das estrelas. Não obstante, o tempo todo o autor nos prende nessa esperança. Valeria à pena nutrir esperanças, me perguntei. A surpresa foi total.
A narrativa é riquíssima em detalhes, logo, o leitor, de fato, entra nesse lugar inimaginável, soturno e curioso. O conto, em suma, é de um realismo fantástico perturbador, e leva quem o lê aos mais altos graus de reflexão sobre vida, morte, virtude, moral, fé e esperança. A dualidade de todas as coisas faz parte de EXSPESDOMUS, um mundo dentro de outro mundo que está inserido em um mundo maior chamado MORSERUS.

Recomendo o conto, quase que obsecrando, pois considero uma lástima deixar de conhecer essa odisseia, esse lugar perdido no tempo e no espaço, mas que no entanto, é totalmente controlado por seu condutor maior, o próprio autor. Humano, claro.

Leia o CONTO AQUI

DAS RELAÇÕES AFETVAS E SUAS TANTAS NUANCES ERÓTICAS

Sabemos que a natureza humana é dotada de certos privilégios, inclusive o de ter a consciência mais desenvolvida em relação aos demais animais. Não obstante, em muitos aspectos somos unos quando, por exemplo, se trata de sobrevivência.

Deixando introduções de lado, irei direto ao ponto. Sexo.

O sexo é uma dádiva para as espécies. Muito além de representar a continuidade da vida, ele traz consigo o cio. O desejo. A pré-concepção que vem dotada das mais variadas formas dos animais se atraírem e acasalarem. Uns dançam, outros cantam, assoviam, e se exibem de inúmeras formas.

Voltando ao ponto da espécie humana. O sexo é uma festa dionisíaca entre nós. Uma celebração tórrida acompanhada de vários apetrechos, tais como bebidas, roupas, perfumes, e tantas mais parafernálias de sedução. A festa do casamento e a espera dos filhos, no caso do casamento heterossexual, têm sido a principal forma de legitimar o sexo.

Não fosse a ética e a moral, possivelmente o homem experimentaria inenarráveis formas de sentir prazer. Por algum motivo – que vai além do apelo religioso – nos organizamos, envoltos em regras e pilares morais de acasalamento.

Antropologicamente colocando a questão, observamos certas exceções no que tange a leis de comportamento. Há tribos em longíquos lugares que pensam o sexo de forma muito distinta de nós, entretanto, são suas regras advindas de sua cultura, portanto a moral analisada pela ética vai bem além do nosso suposto monopólio orgástico.

O que o homem não conseguiu, contudo, foi reprimir certas formas de amar, tais como as relações homoafetivas, que aliás são a principal característica desse início de pós-modernidade. O queer é o desejo manifestado do amor entre pessoas do mesmo sexo, mas de gêneros variados; é a total quebra das tradições. Uma realidade que não poderá ser negada e nem intimidada com poderes das políticas e nem da Igreja.

Queer Culture

Entrementes, ainda é possível manter as coisas sob um certo controle administrativo. Não que isso vá inibir os amantes queers, mas eles precisarão aceitar alguns preceitos de moralidade, contribuindo, assim, para um consenso social legítimo e estável. E, da mesma forma, os heterossexuais terão a mesma responsabilidade, já que muitas vezes cometem torpezas inigualáveis.

Não fossem as organizações humanas como um todo, não seria de admirar que o homem chegasse ao ponto de se reinventar no amor, admitindo e praticando todo tipo de prazer, inclusive com espécies diferentes da sua, o que, em escala diminuta, já acontece de fato.

Concluo que a única explicação para que o homem necessite de freios a fim de  se relacionar afetiva e sexualmente, seja o fator biológico e genético que o retira do ordinário cenário da natureza e o eleva a um patamar melindroso, o que demoniza o entendimento sexual entre nós.

Porque o único ser que se utiliza de todos os seus cinco sentidos ao praticar o sexo, somos nós. Esta sensação única nos ensoberbece, e é quando confundimos tal dádiva com liberdade desenfreada de nossas ações. Os cinco sentidos trabalhando no ato sexual, faz do homem o maior beneficiário do amor. Mas também o mais confuso e irresponsável herdeiro de tão estonteante prazer.

 

 

 

 

 

FINITUDE

O mais importante na vida é termos consciência de que nada merece nossa atenção em escala de cem porcento. Por mais que haja motivos e objetos necessitando de atenção, carinho e zelo, digo que não possuimos tempo para tantas tarefas; e desta forma tudo se torna sem importância. Hedonistas ou místicos; materialistas ou religiosos, todos estamos sem tempo. Por mais que queiram desdobrar-se em mil tarefas no intuito de vencer as barreiras dos anos, claro está que alguns destes afazeres deixarão a desejar, portanto não insistamos.

Agir como Nietzsche e desligar os relógios e a rotação da terra, é demais para mortais, este foi encargo pessoal do filósofo que assim vislumbrou o mundo, e com sucesso, tendo em vista que dedicou-se apenas a pensar.

Lembremo-nos do tempo que é finito e implacável. Volto a insistir – larguemos as incumbências secundárias e terciárias para apenas haver dedicação àquilo que mais nos dá prazer, e seja o que for, façamos apenas o que amamos, porque dentro em pouco a Morte se ocupará de nós, e este é seu único e irrevogável prazer.

DOR

Não fosse o milagre de acordar todos os dias renovadas, muitas pessoas cometeriam o suicídio. A renovação em questão alivia a dor passada, contudo, não garante novas manhãs belas e perfeitas; apenas que algo inusitado pode acontecer; e esta expectativa basta para que  suportem todo tipo  de sofrimento imposto pela própria negação de um administrador. Pelo constrangedor comportamento que assumem, tais pessoas aprendem, ao longo de suas vidas, que a independência as legitima enquanto ser pensante. O preço pago por sua decisão é aceitável, já que não cogitam a morte. A questão são clichês do tipo ser feliz para sempre, do seu jeito. A única falha em tal estilo de vida, é não perceberem que a morte pode ter vários significados, já que tanto elas quanto quaisquer outros têm o direito de olhar a vida sem, contudo, driblar como num ginásio de patéticos iniciantes, a mais cruel e definitiva realidade da gente: a morte as deixam estúpidas e vulneráveis diante de toda sua teoria estilosa de vida, quando se tornam adubo, e apenas isso é real – a continuidade dos ciclos e das manhãs ensolaradas, mas só que sem a presença delas.

Mulheres Filósofas – Parte I

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Não são apenas lábios vermelhos e úmidos que encantam os homens; muitas vezes a secura de lábios retóricos enlouquecem de paixão o pensador. (Day)

O que pouca gente sabe é que, na história da filosofia, muitas de nós fizemos parte das grandes correntes de pensadores. Muitas se destacaram. Pensar não é privilégio do gênero masculino.

O homem (humanidade) está sempre buscando diferenciar-se entre si, seja por cultura, crença, raça.

Não querendo puxar a brasa para nossa sardinha, mas mulheres filósofas não foram e não são muito divulgadas. Contudo, a partir de hoje o Blog da Day faz homenagem a essas maravilhosas pensadoras.

                                       Algumas pensadoras da Antiguidade

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Enheduana

Foi o primeiro ser humano de que se tem notícia a assinar suas próprias obras, sendo por isso a primeira pensadora da História. Foi também a primeira sacerdotisa (sábia, filósofa) do templo da deusa lua; nestes templos dirigia várias atividades, comércio, artes; também eram ensinados matemática, ciências e especialmente o movimento das estrelas e dos planetas. Escreveu 42 hinos para a deusa Inana e é por isso uma das principais fontes da mitologia suméria.

Temistocléia

Foi uma filósofa, matemática e uma alta profetisa de Delfos, que viveu no século VI a.C. e foi, segundo o filósofo Aristoxenos a grande mestra de Pitágoras, introduzindo-o aos princípios da ética, Depois de Pitágoras criar o termo filosofia, Temistocléia teria sido a primeira mulher filósofa do Ocidente.

Melissa

Melissa foi uma filósofa e matemática pitagórica.

Safo de Lesbos(VII-VI a. C)

Poetisa e educadora nascida em Mitilene, na ilha de Lesbos. Rivalizou com o poeta Alceo e, junto com ele, representa a criação da poesia lírica grega, em contraposição à poesia épica (Homero). Da sua obra conservaram-se dez livros.

Aristocleia (Século V a. C.)

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Aristocléa (também Aristocleia; grego: Ἀριστόκλεια), (do século V a.C.) foi uma sacerdotisa grega em Delfos na Grécia Antiga. Ela foi citada por muitos antigos escritores como uma tutora do filósofo e matemático Pitágoras (Entre 580 a.C. – 500 a.C.)

Theano (546 a. C. -)

Nascida em 546 a.C., viveu na última parte do século VI a.C. foi uma matemática grega. É também conhecida como filósofa e física. Theano foi aluna de Pitágoras e supõe-se que tenha sido sua mulher. Acredita-se que ela e as duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido.

Aspásia de Mileto (470-410 a. C.)

Nascida em Mileto, pertenceu ao círculo da elite de Atenas onde conhece Péricles e com ele tem um filho. Como sofista da época, Aspásia também nada escreveu, e os relatos de sua habilidade como argumentadora e educadora, bem como sua influência política sobre Péricles encontram-se na obra de Platão.

Diotima de Mantinéia (427- 347 a C)

Personagem criada por Platão é apresentada como sábia no diálogo o Banquete. Não se sabe ao certo se existiu, mas acredita-se que sim. A ela atribui-se toda a teoria socrático-platônica do amor.

Asioteia de Filos (393 – 270 a C)

Ensinava física na Academia de Platão ao lado de outras mulheres que frequentavam a escola.

Hipárquia de Maroneia

Aristocrata, é elogiada por Diógenes Laertios pela cultura e raciocínio, comparando-a com Platão. Escreveu: “Cartas e Tragédias”.

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Notaram que elas são da Era antes de Cristo, contudo, a série continuará até nossos dias.

Bem aventuradas as mulheres filósofas!

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Homenagem: Aspásia de Mileto

Fonte – Wikipédia