LEI do LULA

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Este aí é o Lúcifer. Ou melhor, hoje, depois de milhares de anos, passou a ser conhecido como Satanás, que significa adversário. Dependendo do ponto de visão, ele pode ser considerado parceiro, amigo, mestre. A conotação adversário, por exemplo, é pertinente a quem está do lado oposto. Se há adversário, significa que há dois lados.

O outro lado é Deus, o Todo-Poderoso. O que criou os céus e a terra, com tudo que há neles. Entretanto, para Satanás, Deus, seus anjos de luz, querubins, e seus seguidores na terra (homens), é que são seus adversários.

Teologicamente, ou melhor, do ponto de vista antropológico, não convém, por medidas cautelares da sociologia, que o homem por si só defina ou redefina o que certo e errado. Contudo, existe uma característica um tanto misteriosa pertinente à nossa existência, que é chamado pela psicologia e outras ciências de inconsciente coletivo.

Está contido num lado do cérebro humano há gerações. Alguns conceitos imutáveis de certo e errado, que vem associar-se espontaneamente aos mandamentos de Moisés. Isto é uma conotação do bom adversário. Não significando, todavia, que o homem há que definir-se: Deus ou Satanás.

O homem, ao contrário dos espíritos, convive, desde sua criação, com as moléculas da inconstância. Dubiedade faz parte do caráter humano. Dúvidas e crises existenciais. Nem mesmo um dos apóstolos de Jesus Cristo, o Judas Escariotes escapou te tal ameaça. O caráter não pode ser definitivo sem treinamento espiritual.

Fica claro, ao menos para mim, que a dificuldade que encontramos em aceitar Deus como mantenedor de nossa existência, talvez seja a dose excessiva de liberdade, o livre arbítrio pertinente à raça humana. Independente da religião, haverá nela o bem e o mal. É possível encontrar pessoas boas nas religiões mais dúbias em seu caráter formativo, como também, a exemplo de Judas, o mal habita em toda parte.

No final das contas, acredito que uso de imagens são de pouca valia. Já temos a propensão a crermos até em pedras e gravuras. A ilustração acima é só para somar ao post.

Ghandi teve um sonho que cresceu. Hitler também.

As novas políticas brasileiras apontam para uma guerra de religião. Desafetos do presidente Lula que não se sabe se está com os evangélicos ou com os umbandistas. De alguma forma, esse Deus que a tudo criou não está contido nesses homens dúbios.

Com relação a imagens, bom advertir que a gravura acima, segundo os Evangelhos, comete um erro – a chave que Satanás segura em sua mão não mais lhe pertenceria. Teria este sido derrotado pelo leão de Judá, que tomou-lhe a chave da vida e da morte, o que garantiria a salvação do homem.

Respeito as religiões. Da evangélica, mesmo não entendendo o Bispo Macedo que, dizem, destina quarenta por cento do dízimo arrecadado à TV Record – a qualquer manifestação. Porém, levantam-se dois lados dentro da política brasileira. Deus versus diabo?
Aguardemos.

Sacanagem

Eu, de forma respeitosa, gostaria de saber a razão que nos leva a respeitar uma sociedade, onde cães fornicam em todas as esquinas. Pombos amam nas praças das maiores cidades; e todas as espécies sentem um certo prazer no encontro de corpos.

Não que eu esteja vivendo uma situação ídem. Isso não. Porque eu, você, todos nós, amamos e desamamos, num estalar de dedos. Também não quero fazer deste um post de reflexão. Não… não estou pensando em nada, nada além de mim e você.

Você, cavalheiro. Você, bonitão. Você, que fica neste lindo escritório, resenhando os resultados destas ridículas eleições brasileiras.

Eu, um sacro andarilho, por acaso, passo por uma cidade onde vejo todo um povo subjugado aos pés de homens brancos, com carros que até mesmo eu, confesso, senti inveja.

Um povo alegre, levantando saias e bandeiras, dívidas e saideiras. Eu vejo, cara-a-cara, a forma como o povo elege um mito.

Minto. Na verdade, eu até acho que essa estória de povo bobo é bobeira minha. Ninguém é bobo! Nada é por acaso.

Cada reino com sua sorte. Sorte minha observar a carreata dos mortos. Viva o rei!

Viva o Brasil!

Ainda é este o nome?…