Obrigada, Literatura, por Copacabana!

                                 MACHADO DE ASSIS, CARIOCA E UNIVERSAL, SEM BARREIRAS

       MAIS QUE UM BAIRRO, COPACABANA É CENÁRIO PERFEITO PARA TODO TIPO DE ARTE (Day)

A melhor fase de minha vida, foi quando morei em Copa.

Recentemente vi um artigo sobre escrever sem clichês. Na verdade não era um artigo, mas uma espécie de desafio literário, onde os participantes deverão escrever um conto sobre Copacabana, proibidos (sim, o termo usado é este – proibidos) de usar uma lista infindável de palavras referentes à cultura do bairro – do Rio de Janeiro por assim dizer – alegando o autor de tal exercício, José Castello, que as características culturais do bairro de Copacabana são clichês; que até servem para propaganda e marketing, mas não para a Literatura.

É impressionante a capacidade que o homem tem de exercer o poder. Sim, pois ao ministrar um curso, onde inventou tal exercício, o escritor do sofrível romance  Ribamar, induziu muitas pessoas a acreditarem em tal absurdo, inclusive hoje, já que anos depois de tal cursinho, um ex-participante reeditou tal “exercício literário”, pra lá de tendencioso, mal intencionado, e leviano, não só para a cultura, a literatura, mas também desconcertando os próprios cariocas que tão bem vivem com a diversidade cultural do país. E, como somos dignos do título capital da cultura, listo 10 livros ambientados em Copacabana, de escritores que conhecem o valor da cultura e costumes de cada lugar. E desta forma, Jose Castello e seus seguidores, fica um placar de 10×1. Na verdade 11×1. Foi difícil fazer uma lista de 1o.

EVA – ROMANCE – JORGE DESGRANGES/sinopse

AMAR EM COPACABANA – ROMANCE – AGOSTINHO RAMOS ALVES/sinopse

COPACABANA: A PRAIA DOS PRAZERES – ROMANCE – RAPHAEL MICHAEL/sinopse

COPACABANA – ROMANCE – ANTÔNIO OLINTO/obra

COPACABANA CIDADE ETERNA – 100 ANOS DE UM MITO – WILSON COUTINHO – TEXTOS DE VÁRIOS AUTORES: : Vinicius de Moraes, Rubem Braga, Antonio Maria, Carlos Drummond de Andrade, Joao Saldanha e Outros./sinopse

UMA JANELA EM COPACABANA – ROMANCE – LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA/sinopse

AMAR EM COPACABANA O REENCONTRO, VOL.2 – AGOSTINHO RAMOS ALVES /sinopse

FANTASMA – ROMANCE – LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA/sinopse

O ANOITECER DE COPACABANA – ROMANCE – SIDNEI ECLACHE/sinopse

ÍNDOLE – ROMANCE POLICIAL – KITO MELLO/sinopse

AI DE TI COPACABANA 1962 – 60 CRÔNICAS – RUBEM BRAGA/ sinopse

 

Fatos: 1 – Luiz Alfredo Garcia Roza (Rio de Janeiro, 1936) é um escritor brasileiro. Estreou na literatura de ficção em 1996, aos 60 anos de idade. Antes disso, foi professor universitário e autor de livros sobre psicanálise. Sua estréia na literatura ficcional, com a obra O Silêncio da Chuva rendeu-lhe um dos principais prêmios literários do Brasil, o Jabuti na categoria romance. Suas histórias se passam, basicamente, na cidade do Rio de Janeiro, entre os bairros de Copacabana e Peixoto. Neste último reside o personagem recorrente de seus livros, o delegado Espinosa e, em Copacabana, está localizada sua delegacia.

2 – ÍNDOLE, de Kito Mello, não só foca o Rio de Janeiro, Copacabana, dentro de um contexto internacional, como, sutilmente, delineia um Rio de Janeiro que é mais que uma Copacabana-bairro. O autor consegue transmitir a “magia” da cidade, e de como ela, com seus costumes, sua cultura, envolve a Literatura de forma tão perfeita.

3- ‘Ai de ti, Copacabana’, de Rubens Braga, é um livro que reúne crônicas, escritas de abril de 1955 a março de 1960, selecionadas e organizadas pelo próprio autor. As crônicas, impregnadas com o amor do autor à vida simples, dos humildes e sofredores, abordam assuntos do dia-a-dia, da infância, da mocidade e dos primeiros amores.

Todos os romances acima listados são obras literárias de grande valor. São histórias de ficção e realidade. O lado real dos romances fica por conta do indispensável cenário carioca de Copacabana.

Espero ter esclarecido, de uma vez por todas, quão enganado um aluno “não-carioca” pode ser por intelectuais fantasiosos e dúbios.

Boas leituras! Boas escritas a todos os duelistas! E não se esqueçam:

O preconceito é filho da ignorância.  (William Hazlitt)

Romance ou Aluguel? – Sobre a Credibilidade do Escritor José Castello

                                       LIVRO RIBAMAR – JOSÉ CASTELLO

Para quem pensa que eu deliro, leitores e amigos, resolvi me aprofundar mais no escritor José Castello, que está sendo endeusado num certo blog de desafios literários.

Castello, até já foi um critico respeitado, um cronista bem aceito no Rio de Janeiro, porém, ao escrever, loucamente, seu “romance” intitulado Ribamar, que pretendeu ser algo do tipo a carta de Kafka ao pai, deixou cair o pano, mostrando-se uma pessoa “pessoal” demais, ao buscar lembranças por demais amargas para serem consideradas Literatura. Já a obra prima de Kafka, você pode ler aqui, em PDF.

Segundo o ator e crítico lietrário e afins, premiado até no Exterior, Milton Ribeiro, este sim, um artista completo e verdadeiro, o livro de Castello é pura depressão. “Era um agradabilíssimo gentleman literário, mas vá saber que abismos se escondem sob a casca?”

Geralmente quando me proponho a criticar, prefiro ser científica e profissional, para tanto trago, hoje, uma análise sobre este homem que, a meu ver, caiu quando quis ser como Kafka, escrevendo um livro-carta para o pai que, ao que tudo indica, nem chegou a ler aquele amontoado de chororô.

Leiam a crítica para lá de realista aqui.

Quiçá os envolvidos nesta árdua tarefa insana possam cair na real, e perceber que estão seguindo uma sugestão absurda, ao intentar escrever um conto ambientado em COPACABANA sem poder usar TODAS as características culturais da cidade do Rio de Janeiro. Não digam que não avisei.

E a pergunta que não quer calar: Quem é mais insano, José Castello, a pessoa que fez tal sugestão, o escritor Jefferson Maleski, ou os que aceitaram o “desafio”?

A melhor maneira de sermos enganados é julgarmo-nos mais espertos do que os outros.  (La Rochefoucauld)

Inté!