Visionarium Day

eu

QUANTAS VEZES IMAGINEI O MUNDO SEM MIM. MELHOR DIZENDO, EU SEM ESTE MUNDO. SERIA UM VAZIO NÃO SABER O QUE É VIDA PASSAGEIRA.

daisysombra

NEM SEMPRE O SOL BRILHA. LUZES SE APAGAM. MAS PERSEGUIREI MINHA PRÓPRIA SOMBRA POR TODA ETERNIDADE.

skoob

A VIDA VOA MAIS QUE O PÁSSARO MAIS APRESSADO. NÃO DUVIDO QUE ESTAS FOTOS FICARÃO AMARELAS, DIGITALMENTE FALANDO.

dayjunior8

SE A VIDA FAZ SENTIDO, SOMENTE ARFANDO EM AGONIA TEREI A CERTEZA. MORRER É A PARTE MAIS FASCINANTE.

dayatual

PERGUNTEI AO GNOMO SEU NOME. ELE QUIS SABER O PORQUÊ DE MINHA CURIOSIDADE. RESPONDI: “E QUE NÃO ACREDITO EM VOCÊ.

MEU ESCONDERIJO É RIJO COMO UM CAJADO. BOM É FICAR SÓ. ATÉ MEUS PENSAMENTOS SE VÃO;

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FASE 2012 – BUSCANDO AQUELA VEIA QUE SE ESCONDEU DAS AGULHAS DO AMOR

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Chupa-Sangue

O que posso fazer quando aparece uma sombra regozijando de mim, rindo como se fosse a derradeira batalha; e, mesmo eu, admito ver meu sangue ao redor de tantos cadáveres que apenas pensam que sorriem, mas não! Não pode haver alegria num peito sem coração. Dai vazão, velho camarada, à tua tristeza, e fiques com ela; avizinha-te da tua própria amargura. Tu não és e jamais poderás ser meu antiquado oponente. Eu falo a verdade enquanto tu mentes, e o faz de forma natural, tanto quanto este sangue que escorre por minhas pernas; sangue rosa e negro de quem luta e mata, todos os dias, uma arapuca milenar. Sabes o que é amar? Pois é, é assim que ganho de ti, a guerra.

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SONHO

Meus olhos sonolentos acordaram e não te viram; estancada na surpresa do óbvio, pensei que sou humana, que tudo pode terminar, afinal. Será que estarei ainda aqui quando voltares? Já não sinto falta do amor, grana não me apraz; de tanto querer, em meu peito há tumor, e na cabeça tudo menos paz. Estou vazia, como um balão que não subiu: faltou-me o ar de tuas palavras, então, a manhã está cinza e fria, devo voltar a dormir, lá estava feliz, sonhando contigo, um você que não existe na realidade, é sonho de sonhadora, poesia torta de limão.

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TEU SILÊNCIO

Ainda não sei ao certo por que me punes, cavaleiro encantador de pobres moças! Por que te dás ao luxo de machucar-me até às lágrimas, sendo eu oásis de teu seco prazer?

Onde estarás, nesta hora escura que se avizinha à minha alma em chamas de amor! Teu silêncio é como serpente que fere só de olhar e não ouvir o bote certeiro em meu coração.

Enrugas minha pele – é inverno. E não vens porque em teu peito há vingança, rancor de medieval cavaleiro que não ama; apenas cobiça, toma-me e se vai.

Tu não amas, porque és musgo, tua aflita alma não pode querer-me, ela é aquela que escorrega e nos faz sofrer.

Teu silêncio é como um câncer que mata lentamente, sonolento e malvado. Adormecerei sobre minhas lembranças – quão bom foram estes tempos, quando tu vinhas refrescar minha tez, beijando-me – oh!- Baby.

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O PERDÃO É ALGO RARO QUE VIVE ESCONDIDO DOS HOMENS

Olha pela janela, amor. O dia está acabando; os pássaros retornam aos seus ninhos. Trabalhadores voltam para casa. As faxineiras se arrumam para sair. O rush é ouvido daqui; carros apressados voam pela minha rua. Significa que o tempo passa, chega e vai rapidamente. Como rapidamente minha vida se esvai, enquanto teclo e navego pela minha solidão. Penso em você tão distante, mais ainda se não me ouve. Até onde poderia você ficar longe de mim? Aproveita e olha aquela senhora encurvada que passa lá na esquina: ela já foi menina, e já foi mulher. Hoje eu sou mulher e quero tão-somente amá-lo em outras terras; quero te beijar sabendo que o dia passa, o tempo passa, a vida vira adubo. Olha mais uma vez, amor: valerá a pena perdermos horas preciosas? O que faremos amanhã? Estaremos vivos? Por favor, olhe agora para o céu do entardecer: Tá vendo aquele avião navegando no éter? É lá que quero estar com você, em paz, sentindo a tua respiração ao meu lado, tocando timidamente em tua mão. Olha para essas palavras mal escritas. Além dos erros, vive um espírito de verdade e amor que te pede perdão. Basta você querer olhar…

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ENTARDECER

Nem sempre eu tenho um bom dia. Quantas vezes ele realmente é odiável, conturbado. Parece que tudo conspirou para eu ficar triste. Ando, de um cômodo para o outro. Ligo e desligo a televisão. Penso no passado, dispenso o pensamento. Olho para frente, tal qual uma guerreira medieval, empunho a arma mais antiga, o amor. É, por amor eu aguento o rojão, a tarde calada, o vazio e a solidão. Por amor eu espero que ele faça as pazes, que o sol brilhe, que as coisas mudem de lugar. A vida é movimento. Sofrer também. E, depois dos necessários vais e vens, brilha um sol tão lindo que eu percebo que aqueles momentos ruins, não se comparam aos de felicidade. Perdoar é mais forte que querer vingança. E esquecer é mais fácil que odiar. Tudo fica bem, se eu tenho minha arma polida: o amor.

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Menage à Trois

É a última esperança

Tê-lo depois das ruas

Sem nódoas, te levar para casa

Sem que em mim tu puas

Gozar nossas vidas

Sem precisar exagerar-me tua

Mas por um momento

Somente nós sem o espiar da lua

Levantar teu corpo, Teseu

Com a força da grua

Tamanho o peso do amor a três

Horas depois eu, você e a lua.

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CONTO PARA O DUELO DE ESCRITORES, JUNHO,2012

“ABEQUAR TECHNOLOGIES”

Manoel Acatauassú chamava atenção por onde passava. Primeiramente pela forma como desenvolvera aquela estupenda tecnologia que intrigava a todos os especialistas, mais profusamente Dr. Graff, cientista alemão naturalizado brasileiro no final do século XX. A outra razão era que, em meio a pesquisadores de várias nacionalidades, era o Dr. Acatauassú, o único descendente direto de indígenas. E o mais brilhante também. Discreto, pouco se sabia a respeito do gênio, apenas que jamais se casara, e que ouvia Muddy Waters desde a juventude.

Acatauassú fora uma criança simples e recatada, porém respeitada por sua inteligência muito acima da média. Começou realmente a estudar quando abandonou a aldeia, aos treze anos, por volta de 1964, para seguir, primeiramente para o Canadá, tutelado por um antropólogo inglês que catalogava algumas tribos no Brasil. Passou muitos anos no Exterior. Graduando-se em Física Nuclear, colaborou para inúmeros projetos internacionais.

No entanto, foi em Portugal, já no ano de 2001, que aprimorou seus conhecimentos, associando-se a dois dos maiores nomes da ciência tecnológica – Eugênio E.Tavares, e João Maria de Abreu. Eram Philosophy Doctors em Física e Química Quânticas, e pioneiros em pesquisas avançadas sobre teletransportes. Haviam alcançado sucesso com matérias inorgânicas. Todavia, decretaram ao mundo ser impossível viabilizar o teletransporte em seres humanos. Abster-me-ei de explicações e termos técnicos.

O já então conhecido pesquisador voltou para o Brasil nesta época, no auge de seus cinquenta anos, decepcionado com os colegas lusitanos. Contudo, resoluto, continuou com as pesquisas.

O ano era 2032. Apesar da idade avançada – oitenta e um -, o cientista mantinha-se altivo, ‘vendendo saúde’, como Dr. Graff, beirando os cinquenta, costumava gracejar, com uma ponta de inveja.

Certa feita, encontravam-se reunidos em casa de Isabelle Schiffer, pecuniosa empresária do ramo de tecnologia dos biocombustíveis. Ela ainda não completara trinta anos. Jovem e exuberante, herdara as empresas da família, assassinada na última revolução dos Intrépidos do Apocalipse, Irmandade pró-tabagista, porém extinta pela força policial civil NPB, Nova Polícia  Brasileira, uma Instituição subsidiada pelo Novo Governo (parcialmente parceiro das Forças Armadas), e assessorada por agentes dissidentes do FBI, CIA, Interpol, e até alguns membros da Mishteret Yisrael.

A excêntrica jovem mantivera o patrocínio às pesquisas de campo, instalando o reservado cientista e seu laboratório em sua mansão. Seria mais seguro, explicara seu pai.

Isabelle, a nossa Belle, era fascinantemente linda. Usava vestidos muito justos, deixando os seios à mostra, exibindo, não raro, parte das auréolas rosadas combinadas a colares de brilhantes que valorizavam o colo de pele branca e sedosa. Não era loira natural, mas quem se importava? Era ‘um demônio’, dizia Graff para Acatauassú, ‘um adorável demônio de coxas quentes’. Ninfomaníaca, a moça dormia com muitos homens, e Dr. Graff era o mais assíduo. Dizia, de um jeito afetado, ser escravo daquele corpo perfeito sobre o qual trepava ensandecido, até esgotar-se. Sempre circunspecto o outro cientista sorria, meio a contragosto.

Voltando um pouco ao passado, no ano de 2017. Dr. Acatauassú descobrira, finalmente, a fórmula para o teletransporte humano, manipulando as moléculas com o uso de um elemento que só ele conhecia. O pai da afrodisíaca mulher, que mostrara interesse pelo projeto, imediatamente o patrocinara, em parceria com o Novo Governo. Era um risco, poderia redundar em grande catástrofe. Nas películas de ficção, voltar no tempo era banal. Contudo, na vida real, e sob a supervisão de um cientista autóctone, cogitavam, representava grande ousadia tecnológica.

Depois de inúmeras e cansativas reuniões, finalmente decidiram realizar a façanha. De forma magnífica, teletransportaram-se para alguns séculos passados. O carismático cientista, com a ajuda de Graff, então seu pupilo, implantou na atmosfera terrestre um vírus desmemorizador, o qual, devidamente programado, suprimiria da existência humana qualquer ideia relativa ao tabaco. Nem mesmo o jovem alemão dominava totalmente o procedimento. Contrariando sua natureza científica, chegara a pensar em forças sobrenaturais coadunadas ao mestre, afinal, o significado de seu nome era ‘grande espírito’, discorria.

Para alívio de todos, a missão fora bem sucedida; não obstante, havia rumores de que alguns sobreviventes da revolução mantinham segredos sobre o tabaco e seu ilusório prazer, com imensos relatórios guardados a sete chaves. Entretanto, Acatauassú sorria, descartando tal hipótese, enquanto Graff franzia a carantonha.

O fato era que o planeta respirava melhor sem os cigarros, ou melhor, sem nenhuma espécie de fumo. Era um mundo novo, avançado em tecnologias, que contemplava uma paz jamais imaginada, ainda que remanescente de um conflito mundial que durou pouco mais de um ano, já que a maioria das Nações posicionara-se contra o tabagismo.

Até que, numa agradável noite de outono, reunidos em um dos salões da mansão de Belle, ouviram-se estampidos e estrondos por toda parte.

Não eram rumores, mas realidade! Em todos os centros das principais cidades brasileiras, grupos associados de guerrilheiros fortemente armados tomavam o Poder. Na televisão, na verdade um holograma, o repórter vociferava:

“… e em todo o mundo, os Intrépidos do Apocalipse implantam uma Nova Ordem! Segredos ultrassecretos do globalmente conhecido Dr. Manoel Acatauassú estariam em poder da facção, e, dentre outras medidas radicais, declararam que o tabaco voltará a ser patrimônio do mundo…”

Belle e Graff entreolharam-se alarmados. Todavia, em Dr. Acatauassú notavam-se apenas umas gotículas de suor na enrugada testa. A voz aflita do repórter continuava:

“… porque a PCI, Polícia Cientifica Internacional descobriu, tarde demais, plantações de tabaco em gigantescas estufas, e ao que tudo indica, elas existem em toda parte do planeta. O mundo vivencia uma Nova Era, a Apocalíptica,como está sendo alcunhada…”

Graff, compungido, dirigiu-se ao quarto da anfitriã, pegou sua arma, uma pistola PT4, e desferiu um tiro na fronte. O estampido confundiu-se com gritos e disparos dos guerrilheiros invadindo a mansão da empresária. Aquela linda mulher seria levada pelos invasores. E, com a reputação que a precedia, haveriam de torturá-la sexualmente até à morte.

Como consequência, dois anos após a tomada do Poder pelos inclementes revolucionários, o mundo voltou a consumir o tabaco. E toda sorte de fumos. O velho cientista é procurado em toda parte. Precisam dele para uma informação que falta ao Projeto Abequar. E acreditam existir, ainda, um outro estudo – para o rejuvenescimento – , em fase final.

Todavia, o pesquisador encontra-se na Austrália, vivendo em algum paraíso perdido no século XVIII, trabalhando em um novo projeto. Casado com Belle, presumidamente formam um jovem e atraente casal.

Eu sei porque Abequar, que na extinta língua de Acatauassú significa ‘Senhor do voo’, confiou a mim tais segredos. Ninguém jamais soube que eu era seu aluno e também filho – fruto de uma aventura em Lisboa.

E, caso tenham percebido que estive fumando enquanto narrava, foi para encorajar-me a contar-lhes tal odisseia.

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XADREZ

g

Tantas cavalgadas nas estribarias infectadas de rosas e incensos,

Palavras e promessas, e eu ali, sozinho, fumando obsecado

As escrituras em máquina de escrever a razão…

Poderia ter dado passos mais firmes, com amor. Amor.

Uma palavra, palavrinha minúscula na tecla da máquina.

A máquina do tempo erra quando eu não apago com tinta

Os fantasmagóricos embustes de um certo inimigo.

E de que lado estarei eu, homem velho, velha criatura

A despir-me na piscina azul da cor do céu?

De qualquer forma as máscaras se vão

Cada uma delas caindo e mostrando a tua face.

E quão feio é aquela que retorce em falso sorriso!

E de milagres é feita a minha estadia entre folhas de jornais,

Lá, onde a publicidade do soldado que mata criancinhas

Que afoga os incautos desiludidos em fogueira de fogo também azul,

Murmura em meu ouvido o que já não ouso ouvir.

O noivado dos amores se revigora, e eu canto e canto

Porque de um amor sincero e grande só há promessas…

Eu também prometo sair daqui, subir escadas

E te amar outra vez.

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Nós

8526gaivotas

Bocejos
Fome
Vontade…
Falta
Dinheiro
Falta
Tudo
Você
Não vem
Mesmo
E outro
Não desejo
Falta
Vontade
Fome
Sede
Vazio
Falta Você
Ou não
Não falta
Nada
Tudo some
Se quero
Não mais
Querer-te
Não
Não falta
Nada
Mesmo
Eu
Tenho
Algo.

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Pássaro nu

Por que fui tirar a roupa

Se estava frio e eu não o ignorava?

Talvez a explicação esteja

Nesta insistente vontade de ser feliz

Mesmo sabendo que tudo de que preciso

É  um banho quente

 E um chá em meio a pensamentos.

E como penso eu, aflita ave noturna, ah!

Embriagada diva passional

A escrever românticos pesares

Plastificando meu complexo de abandono

 Na xerox dos dias iguais…

Que o doce som que o beijo faz…

Mase Vênus, o que tem a ver

Com essa putaria?

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Uma resposta para Visionarium Day

  1. Day disse:

    Romântica.

Sua opinião me interessa ;)

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