Odeio religião!

Acordei com vontade de escrever sobre… antropologia, sociologia. Teologia! Bacana, eu pensei. Acabo de olhar meu relógio e tenho tantas coisas a fazer!… O título tá meio pesado, todavia é a mais pura verdade. Posso tirar o “Odeio” e substituir por “Por que religião?” ou “O homem precisa mesmo ser religioso?”
Não quero nem saber! Vem chumbinho por aí. Chumbo grosso.
Jamais acreditei na Bíblia como sendo um livro escrito por Deus-Todo-Poderoso. Até que minha consciência me lembrou de um antigo projeto que era ler toda o Livro e pesquisá-lo. E é exatamente o que estou fazendo. Já li toda a Bíblia e a releio em capítulos e livros. Ainda odeio religião, entretanto, preciso analisar profundamente alguns aspectos. A começar pelo fato de que a Bíblia não é religião. Estou mergulhada em História Universal, Hebraica e Árabe. Interessante, a viagem é surpreendente.
Conforme for, escreverei a respeito. No devido tempo. Ainda nem sei por onde recomeçar. Andei esses meses lendo muito e escrevendo e dando aulas de roteiros. Estes posts são experimentais. Que bom. Odeio ter certezas.

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Noites Prolixas


Enquanto não me animo com a casa nova, resolvo passar aqui e acender as luzes um pouco. Deu uma raiva porque tropecei em vários cacarecos pelo chão. Alguns cômodos engordurados e tantos rascunhos sem sentido arquivados. Pensei, ainda com raiva, quanto tempo perdi alienando-me em meu próprio umbigo, fazendo HQ com minha vida, sendo egoísta, frívola e pouco amiga dos vizinhos, indo visitá-los pouco como se me bastassem minhas besteiras. Muita poeira, candelabros quebrados, cortinas enroladas. Da última vez que tropecei foi em alguns contos estranhos com cara de Penélope Cruz sem Oscar. Um abandono reina aqui. Mas acendi as luzes e vou dar uma arrumada, afinal é final de semana e estou mesmo com preguiça de me mudar agora. Japão chama minha atenção e terremotos me lembram que preciso profetizar, esgoelar e ah! Voltar a tocar violão, eis uma novidade. Luzes acesas me lembram final de baile. Neste caso que bom que acabou a festa da aranha soturna. A noite foi longa demais, a estadia da agonia romântica me deixou sem ar. Rarefeita em minhas necessidades, sei que preciso me nutrir dos outros, amar os outros. Lê-los. Bem, luzes acesas, vou dar o fora. A bagunça me assusta. Aos poucos eu limpo tudo e, quem sabe, até me mudo. Por enquanto fico por aqui, neste kitnet que era Fênix. Fênix não dá mesmo, a mitologia que me desculpe, mas viver é preciso. Pisei em algo de novo! Ui! Na minha prolixia. Vou embora. Pegar as bolsas. Hoje é dia da coleta. Muito lixo. Boa noite. Sem apagar as luzes.