Primavera – tempo de se apaixonar! =P

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Será que é certo, será que não…? É pecado ter tesão?

Não sei se é crendice popular, invenção de poetas, ou algo tão metafísico ou astronômico que não se tenha explicação lógica para o fenômeno. Mas é certo que na primavera muitas coisas inusitadas podem acontecer…

Quem não tem uma historinha romântica pra contar desta estação, hein? Para mim é sempre um risco porque já tenho umas tantas primaveras tentando me reapaixonar pela mesma pessoa porque se a gente sai de órbita, complica, certas coisas ainda são de mau tom aqui no Brasil, como por exemplo manter duas paixões ao mesmo tempo-tempo, beija-beija, embora isso não seja crime e nem novidade para esta aqui. ;)

Mas eu tenho licença poética, sabe, preciso de combustível para me inspirar. Portanto aviso aos incautos: cuidado!, a fera está a solta (brincadeirinha!). P

Primavera é mesmo uma estação magnífica, e o melhor é que depois vem o verão, aí, conforme for, a paixão dá uma prolongadinha, né? E tudo na praia é mais sensual (volto a nadar e pegar onda, apesar de estar um pouquinho mais madura) !

Mas paixão é boa em qualquer lugar, até no fim do mundo… em qualquer tempo. Paixão é o sentimento mais excitante que existe porque passa rápido, não é enfadonho e lembramos pra sempre, sem dor. E cada beijo é sempre como se fosse o primeiro, ai!…

Em homenagem à aproximação desta estação das flores e do tesão, vou postar Hilda Hilst (começo séc. XX, uma poeta vanguarda que pensava mais ou menos como eu). P

Do desejo (trechos)

I

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.

IV

Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?

V

Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me
De fidelidade e de conjura. O desejo
Este da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele.
E dele também não fui lacaia.

Os versos acima foram publicados no livro “Do desejo”, Editora Pontes – Campinas (SP), 1992, e foram extraídos do livro “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2001, pág. 289, uma seleção de Ítalo Moriconi.

PERGUNTA

Sem clichês, convido alguns amigos para me dizerem, sem pudor ou vergonha:

Já “pagaram esse mico” de amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Respondam por aqui ou façam um artigo sobre o tema em seus blogs. O amor é lindo e sem vergonha! =P

Passo a bola:

Obs – a lista está propositalmente desordenada para que não respondam “certinho”, e as mulheres de propósito no final, porque a última palavra é sempre nossa. P

– Diego – wordpress@livrodemochila.com

– Ale – http://www.alessandromartins.com/

– Christian – http://www.escribacafe.com/

– Alexandre Kovacs – http://mundodek.blogspot.com/

– André – http://www.lendo.org/

– Rodrigão – http://www.bravus.net/

– Ceci e João Varella – http://curitibocas.blogspot.com/

– Daniel Lopes – http://www.danielslopes.com/

– Maldito – http://estamosnamerda.blogspot.com

– Rafael – http://leituradiaria.com/

– Ulisses – http://incautosdoontem.blogspot.com/

– Maga – http://metamorfosepensante.wordpress.com/

– Patrícia – http://www.patriciahh.blogspot.com/

– Karina Kendra – http://www.vidamagica.blogger.com.br/

– Rita Costa – http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com/

– Marco – http://wastelandia.blogspot.com/

– Jefferson – http://www.librulumen.blogspot.com/

– Daniela – http://trecosetrapos.org/weblog

– Olívia – http://www.verbeat.org/blogs/forsit/arquivos/012253.html

Prêmio: Estarei mandando um livro especial para o comentário que mais sincero e corajoso me parecer. E para não parecer “propaganda enganosa”, me cobrem pelo tel. (21) 3347- 3573.

Beijos e boa primavera! )

Gaúchos e Cariocas – Luis Fernando Veríssimo

Essa crônica maravilhosa é uma crítica ao mau hábito do brasileiro em se apartar por naturalidade. Uma brincadeira saudável de Veríssimo que ama o Brasil como um todo. Sou carioca e tenho alguns amigos gaúchos, inclusive o André Gazola que eu amo. Tenho amigos paulistas, mineiros, goianos… o brasileiro é um povo maravilhoso! Eu amo todo mundo ;)

POR VERÍSSIMO – GAÚCHOS E CARIOCAS

É preciso dizer que estávamos naquela brumosa terra de ninguém, que fica depois do décimo ou décimo-quinto chope. Tão brumosa que não dá mais para distinguir entre o décimo e o décimo quinto. Tínhamos sido apresentados no começo da noite mas já éramos amigos de infância. Em poucas horas nossa amizade passara por vários estágios, desde o “leste Memórias de Adriano?” até as piores confidências, e agora nos comportávamos como confrades, como se nossa amozade fosse mais antiga que nós mesmos. Isto é, estávamos brigando.

_ Vocês gaúchos…
_ O que é que tem gaúcho?
_ Pra mim gaúcho é tudo veado.
_ Não radicaliza.
_ Se tem que dizer que é macho, é porque não é.
_ Lá no sul se diz que numa briga de gaúcho, paulista, mineiro e carioca, o gaúcho bate, o paulista apanha e o mineiro tenta apartar.
_ E o carioca?
_ Fugiu.
_ Viu só? Pensam que são mais machos que os outros. Diz que as bichas de Paris protestaram porque as bichas cariocas estavam invandindo o seu mercado: “Voltem para o Rio. Go Home!” Aí as bichas cariocas reagiram: “Ah, é? Então tirem as gaúchas de lá.”
_ Está aí, fugiram. Mas tudo isso é mágoa porque são os gaúchos que mandam neste país. Vocês estão assim desde que nós amarramos os cavalos alí no obelisco.
_ Aliás, essa fixação no obelisco…
_ Gaúcho é o único brasileiro sério.
_ Sem graça não é sério.
_ Só o gaúcho fala português. Essa língua de vocês não existe. Paulista põe ‘i’ onde não tem. Vocês falam chiando. Onde tem um ‘r’ botam dois e onde tem dois botam quatro.
_ Vocês falam espanhol errado e pensam que é português!
_ Mas o que a gente diz é pra valer. Não é como carioca que diz uma coisa e quer dizer outra.
_ Ah, é?
_ É. Quando carioca encontra alguém, diz: “Meu querido”, quer dizer que não se lembra do nome. “Precisamos nos ver” quer dizer “está combinado, eu não procuro você e você não me procura”.
_ O que vocês não aguentam é que nós, cariocas, somos informais, bem-humorados…
_ Isso é mito. Entra num “Grajaú-Leblon” lotado na Nossa Senhora de Copacabana, às três da tarde, no verão, que eu quero ver o bom humor.
_ Não radicaliza.
_ Os mitos cariocas. O Zico, por exemplo…
_ Eu sabia. Eu sabia que ia chegar no Zico!
_ O Zico é uma entidade abstrata criada pelo inconsciente coletivo do Maracanã.
_ O campeão do mundo. Campeão do mundo!
_ Porque não entrou nenhum inglês no calcanhar dele. Se encosta um, o Zico cai.
_ É. O bom é o Batista.
_ Não troco um Batista por dois Zico.
_ Ai meu Deus. Ai meu Deus!
_ Outra coisa: mulher.
_ Claro. Mulher. A mulher carioca não vale nada.
_ Vale. Mas é sempre da mesma cor. Mulher tem que ir mudando de cor com as estações. Quando chega o verão as gaúchas vão tostando aos poucos, como carne num braseiro de chão, até estar no ponto. Só ficam prontas mesmo em fevereiro. A carioca está sempre bem passada. É como comer churrasco em bandeja.
_ É. A medida de todas as coisas, para o gaúcho, é o churrasco. A comida mais sem imaginação que existe.
_ Vai dizer que comida é isto que vocês comem aqui?
_ Mas bá.

Eu estava levando o chope à boca e parei.

_ O que foi que você disse?
_ Eu? Nada.
_ Você disse “mas bá.”
_ Não disse.
_ Disse. Eu ouvi nitidamente um “mas bá”.
_ Está bem. Eu disse.
_ De onde você é?
_ Dom Pedrito.

Estava no Rio há menos de dois anos e chiava como uma locomotiva no cio. Mas não me senti triunfante. Me senti derrotado. Eu estranhara ele não ter dito: “Se você gosta tão pouco do Rio, o que é que está fazendo aqui?” Eu não poderia responder a não ser com a verdade, que era fascinado pelo Rio. Uma característica de gaúcho é que gaúcho é fascinado pelo Rio. E ali estava ele como prova que depois do fascínio vinha a rendição, a vitória carioca. Acabou a discussão. Nos despedimos e saímos, cada um cambaleando para um lado. Na saída ele ainda disse:

_ Precisamos nos ver…

“Tenho orgulho por despertar qualquer tipo de sentimento, inclusive o ódio, em qualquer pessoa.”

Essa frase jamais esquecerei e creio que entrará para a estória triste do meu coração.
Na verdade nem sei se foi dita diretamente para me atingir, para me flechar num momento em que me escondia atrás de árvores, amedrontada, vivendo o momento do medo, o medo puro, a lesão espiritual que nos deixa vulneráveis, incapazes de sonhar, ou correr. Eu poderia ter corrido, arrebentado as árvores, me arranhado, caído e esfolado meus joelhos… e mesmo sangrando eu haveria de escutar essa frase por toda minha vida. Minha miserável vida! Miserável dito! Palavras vãs, sintomas leigos.

Camuflada em meus sentimentos, olhava o inimigo com meus olhos tristes e desistentes. Algum raio de sol me dava uma força, mas a frase gritava em meu ouvido e eu fiquei abaixada e covarde atrás do arbusto dos medrosos, dos que amam de verdade, dos inúteis serafins da vida eterna.
Enquanto meu corpo tremia, alguns insetos sorriam de mim: formigas caminhavam em sua trilha, me envergonhando, pássaros voavam e sobrevoavam minha angustiante espera. Rapinas se aproximavam.

Esperava o que? Um olhar de misericórdia, um perdão que eu nem havia errado, um chamado que eu sabia que não necessitaria?…
Me senti pusilânime, de porcelana, arcaica e triste mato no meio das árvores. Uma boneca de madeira em meio à lenha que queimaria minha pobre alma envaidecida presa ao meu corpo covarde que não conseguia sair, nem libertar-se daquela floresta que gritava aquela frase em meus ouvidos puros e desprotegidos.
Pensei comigo que estaria perdida, fracassada, uma mulher desesperada, com útero, veias e pernas ardendo… o fim de quem foi covarde, o desalento de quem não gritou e em siLêncio, obrigou-se ouvir aquela substanciosa frase, aquela frase que me mataria de vez, no meio de macacos e anacondas perversas. Eu era sozinha de verdade.

Mas meus ouvidos atentos chamaram por Deus. É. Às vezes é melhor chamar por Ele, melhor que mandá-lO aos infernos desfazer o que fez. Chamei!, e o céu sorriu de minha estupidez, meu ateísmo já era conhecido nas igrejas e nas favelas e nos guetos e nas rodas de macumba. Eu somente ouvia em mim, estraçalhando minha carne, aquela frase… aquela inacreditável frase de adeus.
Era pra eu aceitar aquele adeus, aquela franca e desprezível atitude de dizer ‘chega’. Fui mais além e no meio da mata, me escondi de medo e amor…
E por amor deixei minha moringa derramar, fiquei eu com sede, sem amar e sem cuspir na cara de quem me matou.

Foi aí, à essa altura, que percebi que havia morrido. Eu morrera de medo, de covardia, terror me sacudindo os trapos do espírito, as vísceras da alma embriagada diante do diabo.
Por amor, fragmentei os restos de minha energia e nem duendes, que nunca existiram, vieram me fazer companhia naquela noite. Na verdade, nem consigo descrever aquela noite, a floresta e as flechas a me perseguirem, algumas me achavam e rasgavam minha carne. A frase. Ela está nos meus destroços, meus escombros, gritando em meus ouvidos surdos. Olho meus pedaços espalhados na terra, mas não poderei juntá-los.
Eu morri.

Morri de amor.

Quem não tem colírio apela pro diálogo ;)

Quando morei em Saquarema, Região dos Lagos aqui no RJ, além de pegar umas ondinhas de jacaré e body board na marola, fiz algumas amizades com gente muito louca. Dentre esses ensandecidos, conheci o Niltinho, um playboy de idade já avançada, mas sem nada na cabeça, só queria fumar, pescar e andar de lancha. Era meio vesgo e muito gente fina.
De vez enquando ele aparecia em minha casa para contar seus “causos” vida a fora.

Num desses dias, final de tarde, eu na minha, sentada em meu quintal gramado, corpo em forma, pele bem torrada e saboreando uma cerveja, eis que chega Niltinho todo risonho, com os olhos super vermelhos e alguns peixes para pormos na brasa, na mimha churrasqueira que ficava nesse meu belo quintal gramado.

_ Oi, Daisynha! Trouxe uns peixes pra gente assar, pode ser?
_ Claro, pega o carvão aí no armário, debaixo da churrasqueira e manda ver!
_ Hoje passei sufoco, tava com meu carro no centro…

O carro de Niltinho era um bugre mais que velho, sem documento, ele não tinha carteira e nem o carro tinha freio. Pergunto, fingindo surpresa:

_ Sério?! O que houve desta vez…
_ Dois PMs me pararam…
_ Ih!
_ Eu com esse olho vermelho, já viu, né?

Niltinho tinha de fato uma inflamação constante de tanto ficar no mar, mas os olhos ficavam mais vermelhos ainda quando ele resolvia “viajar”.
Pergunto de novo, mas já não finjo surpresa:

_ Deu dinheiro pra eles?
_ Nada… pior que tava sem óculos, ‘vou me ferrar’, pensei…

Vai falando enquanto atiça a brasa e despeja os peixes no meu tanque limpinho de cloro:

_ Putz, mas eu me dei bem porque PM é tudo burro, né…
_ Ah, não fala assim, tem uns que até são legais…
_ Legais ou não, o lance deles é tomar nossa grana. Inda mais eu: sem documento, sem freio, sem óculos, na mão deles!..

Abre a barriga do peixe, joga as vísceras fora enquanto entorna um longo gole de minha cerveja geladíssima, sem a menor cerimônia.

_ Pô, acabei com tua cerveja, Daisy!
_ Problema não, meu freezer tá cheinho, vai lá e traz mais duas latas pra nós!

Ele volta com sal grosso e cerveja de minha cozinha. Retoma o fôlego e continua a contar o que para ele era uma odisséia:

_ Tu acredita que os filhos da puta me encararam e disseram que eu iria morrer num dinheiro…
_ Vixe! Perdeu dinheiro…
_ É ruim hein… Eles disseram que pelo carro tudo bem, cidade pequena, eu morador antigo… mas que por meus olhos vermelhos eu iria pagar caro, que era vacilação minha, atentado ao pudor!..
_ Atentado ao pudor?!…

Mas não pude deixar de concordar com os PMs, os olhos de Niltinho estavam assustadores: duas bolas alucinadas de erva pura. Niltinho, longe de perceber meu olhar estupefato, vira os peixes que já começavam a exalar agradável aroma.

 Pega mais duas latas de cerveja e volta com o peito estufado, sempre fazia assim quando se preparava para o clímax da estória. Dá um sorriso maroto pra mim e joga na minha boca um naco pelando de peixe, que eu engasgo, mas disfarço, resolvendo com uma golada de Skol.
Ele diz, me fitando com aqueles olhos “chave de cadeia”:

_ O PM disse pra mim: “Esse olho com a cor do inferno não tem explicação, tu vai dançar, meu irmão!”

Engraçado que Niltinho tinha o dom de imitar as pessoas, eu quase vi o PM na minha frente falando. Outro naco invade minha boca desatenta. Ele continua:

_ Mas aí, eu disse que cada olho estava com um problema diferente, coisa rara, que até o médico não se aproximou muito de mim na consulta mais cedo! – cara de sem vergonha.

Engasguei de verdade e tive que tomar uns tapas nas costas para desentalar.

_ Que doença tu disse que tinha, cara?!

Niltinho, cínico e cruel:

_ Disse que num olho eu tinha “estalactite” hahahaha!…

Eu tinha que perguntar:
_ E no outro olho, meu Deus!

Niltinho bêbado:
_ No outro era mais grave ainda: é “estalagmite”, chefe, muito mais contagioso!…

Eu, boquiaberta, não querendo perguntar mas era inevitável:
_ E aí, tomou umas porradas, bicho?

Niltinho, tomando minha latinha das mãos:

_ Nada, Daisysinha, eles se afastaram, um mais metido disse com a voz grossa para parecer inteligente: “Vai, rapaz, minha sogra já teve isso, vai, pode ir…” hahahaha!…

Bem, comi meu peixe e fiquei pensando que algumas famas são pra sempre, ou seja, por essas e outras, PM tem fama de burro e carioca de malandro.
Quero mais cerveja!

Sertão dentro de mim

Não tem chovido na minha cabeça, eu não bebo água, nem saliva tenho para beijar mais…
Minhas costas doem e minhas palavras perdem o sentido. As mãos tremem e descanso no cansaço de tanto escrever para ninguém.
Vou lá fora e vejo uma tarde deserta sem que eu saiba onde achar um amor, uma esperança de correr na praia espantando as garças… e as gaivotas.
Não chove em meu telhado, as calhas são gárgulas a rirem-se de mim, a antena destorce a imagem da tv e lá dentro, no fundo de todo meu ser uma voz grita sem esperança de ser ouvida, e apenas ouço ruídos e passos nos corredores da casa vazia, um tilintar sonâmbulo de fantasmas que me perseguem e eu desmaio entre as gotas da chuva que não me alcançam, ainda que fique no jardim de meu quintal, é somente o vento que cola meu cabelo nos olhos, impedindo-me de olhar um horizonte.
Só me resta voltar para dentro do meu terror, esquecer das vezes em que chovia em mim…
Só me resta entrar no quarto de minha solidão e esquecer o arco-íris que eu observava de minha varanda quando ainda tinha olhos para enxergar o belo…
Tudo que tenho agora, tudo que restou de minha vida está sendo levado pelo vento, desmanchado pela chuva, numa tormenta de horror, me encharcando numa torrente de dúvidas e eu, entre os poetas das páginas dos livros, descubro uma forma de fugir de minha agonia, do amor que soterrou minha canção, proibiu-me de olhar pro sol… e sentir a chuva no rosto que era feliz…
Agora sou espectro.
Já não espero mais a chuva…

Alma Nua – A verdadeira história da solidão

Chega de gaveta! Editar agora, só no virtual…

Este é meu primeiro livro que guardei trancado a sete chaves. Trabalhava em uma editora – Espaço e Tempo – em 90 e alguma coisa. Este meu conto prolongado – cem páginas + poemas – participou do então Concurso Nestlé de Literatura que não ganhei, foi para todo Brasil, de qualquer forma não venceria porque melhores autores participaram. Mas tenho que abastecer meu ego, pois Lima Duarte, um dos jurados na categoria Contos, mesmo que não escrito por ele, recebi na versão do ano seguinte, um telegrama me convidando a participar de novo.
Não o fiz. Também não editei o livro. E não quero guardá-lo mais entre minhas dúvidas infundadas, já que fui convidada por uma amiga a editá-lo até em língua inglesa. Virou peça de teatro com direção de Márcio Luiz Pereira, recém chegado da Itália – professor de direção para teatro no Liceu de Artes e Ofícios RJ – mas não estreou por falta de patrocínio.
Não suporto mais guardar comigo. Hoje vou postar o início. Alma, a personagem solitária está provavelmente buscando companhia depois de tanto tempo escondida nas coisas de Daisy Carvalho.

ALMA NUA – A VERDADEIRA HISTÓRIA DA SOLIDÃO – LIVRO

CAPÍTULO 1 (TRECHO)

Acordo. Vou trabalhar. Vou trabalhar?

O sol polidamente me olha pela fresta da janela percebendo meu humor e eu não queria sua companhia depois da noite anterior e preferia estar só.

Então, desci as escadas escuras da minha tristeza e como uma lacraia úmida nesta madrugada, eu estive insone e vazia.

Mas, lembro-me, todos os degraus da mulher da rua debaixo que se suicidara após um violento estupro semana passada, não me aliviava a dor de deitar-me farta de mim, pensando distraidamente nos meus erros irreversivelmente lunáticos, porque eu também me violentei todas as vezes que fiz amor com Você.

Debulho-me em lágrimas leitosas de um esperma celestial, adquirido no meu sonho erótico da minha primeira noite sem seu corpo nu, hipocritamente enrolado ao meu.

Sua viagem fora oportuna, pois já estávamos ausentes e saturados um do outro, assim, melhor que as asas da nossa paixão eterna desintegrassem, infectadas por uma bactéria vinda das profundezas do antiamor e voassem embora antes que nos partíssemos ao meio num momento exato em que estivéssemos embalados na agonizante concupiscência que envolve toda a humanidade.

Olho ao meu redor e sinto a dilatação do ventre de uma barata encurralada pelo pavor de morrer (quem não tem?) com seu feto em forma de ovo, clara e gema de um mesmo jantar, de uma mesma solidão faminta e o telefone tilinta intruso e eu vou lentamente adivinhando ouvir uma soturna voz dizendo foi engano, quando todo meu ser mergulha em desgraça e ansiedade.

Não é engano, mas Você a me perguntar como eu ia e eu respondendo que vou como sempre, com medo e ânsias, dores e fortuna, mas a dialética ruiu quando a barata, que parecia fitar-me, pariu.Vou desligar. Até…!

Volto para a cama com um cigarro entre os dentes, o peito queimando e eu cismando…

Não. Não vou trabalhar hoje. A manhã se foi. Entro em algum cinema já escurecido por um thriller, onde a macabra princesa me faz lembrar um de meus poemas. Recito-o em pensamento, enquanto enquadro as imagens dentro de mim:

A princesa bolinava o vento
Que levava embora seu herói
Embora para o idílio não levasse jeito
Ardia no seu peito a ilusão de ser amada…

Eu queria muito ser amada, mesmo como a princesa do meu pai e o filme falava de reencarnações e que poderíamos renascer insetos então por que usar inseticidas… Enfim, saí da sala rangendo as pipocas entre os dentes, ávida por um drink. Que filme absurdo… Eu já me bastava de loucura…

Chego a casa, esfaceladamente inteira, com meu escarpin com o salto quebrado, que precisei correr para pegar o metrô, o último trem e entregar-me a mais uma noite sem Você a me narrar histórias do seu passado na sombria prisão do Exército onde fora considerado inimigo da pátria porque lutava pela liberdade de seu país e eu contemplava sua perda de tempo: que país ou que cidade poderíamos dizer serem nossos se o planeta sem dono prepara-se para a luta final, destroçando homens e objetos, flores e floras e que se danassem todos os homens normais!…

E, eu sabia, magoava Você antes de irmos para minha cama de lençóis de seda praticar coisas que faziam com que esquecêssemos todo o resto, a banda podre lá fora, os insetos e incestos e o estupro clérigo da mulher da rua de baixo. Como era bom o nosso amor…Não obstante, jamais usufruiria a felicidade…

Não sei bem porque, mas lembrei-me de quando absolutamente não quisera ir para a Faculdade e eu nunca fui muito de falar em palestras estarrecedoras onde, bastante intranqüila era a última a chegar, mas a primeira a sair. Os grandes discursos pareciam zombar de mim, da minha sintética versão do que chamavam eles Filosofia e eu, por dentro, sofria e sabia e sempre saberia que a Universidade tentaria corrigir-me e tornar-me normal, logo eu que tanto implorara ao pai, falando do meu desejo de brincar, quando ele decidira me roubar a infância, levando embora minhas bonecas, para eu ir logo aprender a ler e então deleitar seus ouvidos com a leitura dos Salmos, nos quais jamais conseguiria acreditar.

“Pessoas normais” – 13

Não tem idéia
Do patético antiético
Como é feio
Comer meu espírito
Jogá-lo na linha do trem
Tremer de medo
Do deus que não vem
Vender a imagem
Do belo que desmancha como guache
Na tela do pintor falido
Que borrou tua bunda
Suja de medo.

Esse post inaugural de publicação de livros no meu blog, dedico ao grande amigo pioneiro www.alessandromartins.com.

Traindo de verdade – roteiro/cinema

Como voltei às aulas de Roteiro hoje, estou inaugurando a categoria Arte e etc. com parte de um roteiro meu. Caso gostem, gostaria de falar aqui sobre roteiros e eventualmente mostrar trabalhos inéditos e consagrados também. Cinema é arte que depois de sétima, virou entretenimento obrigatório no mundo inteiro. É papo sério, é vida em movimento, imagem destorcida da realidade, uma reinvenção de sensações, o absurdo do olhar para o olhar. Eu amo o audiovisual. Vou passando por aqui informações da pesada para vocês. ;)

Essa é uma intrínsica relação, não de um casal, ou dois, mas trata da relação sexual humana pós moderna depois que tudo acabou. É o caos do pensamento desprendido, do sexo sem medo, do amor urgente antes da guerra, amor só por amor. Uma discussão contemporânea da vida e da carne que treme. Sem pudores ou regras. Sem sensação de pecado ou ética. O mundo em que vivemos. Brinaldo (Brina), 26 anos e Brenda 23 se confrontam em diálogo rascante e realista, visando apenas o amor imediato da carne.

“TRAINDO DE VERDADE” – Roteiro para cinema – 8mm

CENA 1/MOTEL / INTERIOR/DIA

BRINA E BRENDA NA CAMA. ENROLADOS EM TOALHAS. BEBEM VINHO.
Brina
“Eu avisei que seria perigoso, tá ficando perigoso.”
Brenda
“Mas na hora de gozar, e muito, gostou”
Brina
“Mas se é você que vive colada no meu pé!”
Brenda
“Agora sou eu quem leva a culpa.”
Brina
“De que culpa está falando, mulher? Não gosto desse papo de sentimento de culpa! Sentimento de perda, essas merdas da psicanálise!”

BRINA PEGA O CONTROLE DA TV.

Brenda
“Mas com a ‘dor de corno’ cê tá nem aí, né? E não liga essa droga de cine privé, não vou mais transar, chega!”

BRINA SE LEVANTA DA CAMA, DEIXA A TOALHA CAIR.

CENA2/BANHEIRO/INTERIOR/DIA

BRINA NA BANHEIRA. AFUNDA TODO O CORPO NA ÁGUA.

CENA3/CAMA/INTERIOR/DIA
BRENDA DEITADA. FUMA.

“Quer morrer afogado é?! Pois que se dane, eu já disse o que queria, já expus minhas idéias, vamos ter que dar um jeito nessa situação ridícula! Ele é teu irmão, pô! Eu sei que está escutando, Brina!!!”

CENA4/BANHEIRO-QUARTO/INTERIOR/DIA

BRINA EMERGE, RI E JOGA UM BEIJO PARA BRENDA, CHAMANDO-A COM O INDICADOR.

Brenda
“Nem morta, queridinho, nem excita, nem dopada!”

CENA5/BOX CHVEIRO,BANHEIRA/INTERIOR/DIA

BRENDA ENTRA NO CHUVEIRO DE FRENTE PARA A BANHEIRA.

Brina
“Sei que não vai resistir, vem cá, vem amor.”
Brenda
“Já disse tudo pra você, Brina, só me esqueci de te falar o mais grave desta situação!”

BRINA PRESTA ATENÇÃO.

Brina
“Por que toda mulher tem mania de suspense, de falar por código! E sai logo desse chuveiro antes que eu te agarre e te coma aí mesmo!”
Brenda
“Tenho certeza de que não vai mais querer fazer amor depois do que vou te falar!”

BRINA SAI DA BANHEIRA, ENTRA NO CHUVEIRO E TRANSA COM BRENDA. LEVA-A PARA CAMA.

CENA6/CAMA/INTERIOR/DIA

Brina
“Agora que está mais calminha, pode dizer o que está acontecendo, que segredo é esse?!”

BERNDA SE ENCOLHE, FECHA OS OLHOS E FALA CANSADA.

Brenda
“Te prepara porque vou falar mesmo.”
Brina
“Seja o que for, não irá me surpeender, já vi de tudo nesse mundo!”

BRINA ACENDE UM CIGARRO, UM TANTO NERVOSO.

Brina
“Estou esperando, to louco pra saber, chego a estar tremendo. Fala, porra!

Brenda (de costas para Brina)
“Eu e tua mulher temos um caso!”

BRINA FICA IMPASSÍVEL E RI.

Brina
“Você não é a primeira e nem será a última. Mônica é dessas mulheres do mundo, morou na Europa, cê sabe, na época do intercâmbio.”
Brenda
“Vamos nos casar”
Brina
“Não existe casamento gay no Brasil.”
Brenda
“Você entendeu.”
Brina
“Então não há traição aqui, eu to comendo a mulher da minha mulher. Devo ter cem anos de perdão.”

FADE OUT

Ode para um pai qualquer ou para Thiago

Não era para ser assim, eu não queria ser pai
eu não pensei que esse filho cresceria, andaria
não sabia que teria o leite e o barulho pra comprar
que minhas pernas andariam por anos em busca
do amadurecimento que jamais chegava em mim
Odiei o filho e tive tempos malditos de dúvidas
pensei na possibilidade de ir-me pra sempre
não mais voltar àquele quarto onde ele dormia
seu sono tranquilo que me deixava inquiteto sem sono

Não queria ser pai, não queria ser o deus dele
minha esperança era saber que um dia eu cansado
poderia recomeçar minha vida sem o peso da vida
que de repente jogara em minhas costas jovens
uma coisa pequena, disforme que chorava
por toda a noite, enquanto eu, também chorava
em soluços de compaixão a mim mesmo
eu estava perdido precisando também de consolo
mas ficava no escuro, impassível escutando soluços
naquele quarto escuro com cheiro Johnsons

Mas nada me abalava, eu não queria ser pai
não era pra ser assim de repente tão pungente
faca entrando por meu cérebro remexendo o meu bolso
contas e vacinas e eu enxangue, espumando de raiva
cheguei mesmo a buscar socorro em outros braços
de mulher que não me enchese o ventre de preocupação
passei noites bebendo e fazendo amor com qualquer coisa
que não engravidasse minha vida e não me fizesse
enlouquecer nas madrugadas febris daquele quarto escuro
com aroma de lavanda e pomadas e flores com cheiro
de desespero, de ver minha vida deixar de buscar
minha faculdade, meu futuro, o meu próprio pai.

Não, eu não queria ser pai, eu não poderia sê-lo
não olhando meus pelos recentes que nasciam no meu rosto
eu era menino ontem e hoje sou pai, não dava pra crer
eu não podia acreditar naquela baba escorrendo do dente
fraldas e trambolhos e eu precisando de colo

Até que um dia só ficamos eu e ele naquele quarto escuro
ele me olha e sorri com um dente apontando branco
eu ignoro seu olhar inocente e retardado, tenho vontade
de sair pra rua e deixá-lo sozinho com seu sorriso
ele parece saber que o desprezo e me chama a atenção
com grunhidos que mais me irritam eu queria gritar…

Mas, o que parecia som ininteligível que saia daquela boca
quase sem dente, quase não pude acreditar, eu me espantei
aquele moleque, serzinho que nada sabia de mim
balbuciou uma, duas, três vezes até eu entender
o que estava acontecendo naquele quarto escuro:
“pa-pa-pa…” era esse o som, ele me chamou de “pai”!

Por algum motivo, o quarto ficou iluminado e o sol
entrou por entre as cortinas azuis com a cara do rato Mickey
Eu peguei meu filho no colo e entendi por fim, em prantos
como era espantoso e milagrosamente sutil e fácil
ser pai daquela criatura…
Assim, passei a manhã toda enrolado com meu filho
e rimos um pra o outro o dia todo…
E, não sei se por coincidência ou não, neste dia
era o dia dos pais…

Tristeza vida morte alegria e beija-flores

Quando ela chegou em casa já sabia que nada estaria como antes, que ninguém havia tratado de seu jardim, de suas prímulas, dos girassóis e do seu amado roseiral. Muito custou-lhe olhar para ele, outrora tão risonho ao sol… Talvez, se não houvesse uma única rosa viva seu coração doesse menos, mas, ao passar os olhos pelos arbustos ressequidos sentiu que as pernas lhe faltavam, seu corpo frágil cambaleou. Seu roseiral estava acabado, retorcido em mágoas e solidão. Era matagal balançando triste ao vento de inverno numa tarde desonesta.
Lá estava uma única e franzina rosa temporã naquele abandono sem fim.
Enquanto tirava uns espinhos mal educados da saia avistou uns olhinhos esbranquiçados, um retrato de um último olhar, como que a perguntar por que estava morrendo.
Recolheu o pequeno e frágil beija-flor em suas mãos ressequidas e lágrimas rolaram quentes e silenciosas por sua face branca, mais empalidecida pelo vento frio e pela tristeza amarga e rascante de sua vida no cárcere.
Enrolou o pequeno animal em seu echarp, olhou mais uma vez para a rosa abandonada e entrou na casa, a mesma onde fora tão feliz, mas em um tempo muito distante. Só agora se dava conta de como o tempo passara. Os anos, um após o outro se arrastando feito correntes pesadas e sangrentas nas pernas de um homem escravisado. Ela própria prisioneira de seu destino, sabia muito bem, centímetro por centímetro o que era não ter liberdade.
Acariciou o pequeno pássaro morto e soprando sua penugem cantou a velha canção que repetiu por anos na prisão alucinada onde esteve entre a sombra e a luz, o barco e o mar, entre o céu e o inferno.

“Cortina de fumaça, estrelas sem maridos, lua serafim
penetra em mim solidão pontiaguda, gelada investida
meu amor não vai voltar, minha vulva é viúva, é dor em mim

Calado gemido insano choque e pano, é dor sem fim
congela na boca o vento e a rosa intrometida
minha casa foi embora, o meu corpo é calça de brim…”

Seus olhos passeiam pela sala de estar enquanto canta. Lá está sua poltrona predileta encoberta em lençóis, os tapetes persas passam despercebidos por sua análise. Muito tempo, muita vida, muito medo, e muita vontade de gritar.
Mas sentou-se em meio ao poeiral da grande sala de estar e dormiu com seu pássaro morto entre as pernas magras.
De repente se assusta com vozes histéricas acordando-a para o jantar. É a empregada com seu largo sorriso:
“A senhora esteve dormindo por horas a fio… e veja – aponta para a ave – seu beija-flor nem voou, tá mansinho…”
Ela correu até a janela e avistou uma linda tarde de primavera e seu roseiral estava lá, lindo e majestoso a lhe acenar discretamente como se soubesse de seu sonho. O beija-flor se debate tímido e ela o solta com um sopro leve e ele se vai, voando feliz em direção ao majestoso roseiral.

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MOJO – Rock! Blue! Samba! Reggae! com Literatura

O MOJO

MOJO são textos que fazemos a partir de música, ou seja, inspirados nela. Existem várias formas de se conceber esse texto, uma delas, creio que a mais usada, seja imaginarmos o que gostaríamos de estar lendo enquanto ouvimos a música, pura inspiração para quem escreve ou deseja fazer a experiência. Uma outra forma de criação pode ser a partir da própria música, desde que não use o texto da mesma, ou seja, a letra propriamente dita ou eventuais “personagens” do compositor. Mas poderá ficar à vontade e reinventar seus personagens, a situação e a ação. Ouse se quiser e imagine que determinada música foi composta a partir do seu texto. Vale também.

Exemplo: um autor (participante) do MOJO Books criou um texto, um conto, onde pôs um brasileiro contemporâneo aos Beatles convivendo com os rapazes de Liverpool. No mínimo interessante.

O MOJO Books é um site que proporciona esta oportunidade de criação à quem quer que seja, não se importam de que segmento venham, basta escrever e participar. Seus direitos autorais serão reservados caso seu texto por ventura venha a ser comercializado, mas creio que o prazer de vê-lo ao menos publicado pelo site já é gratificante porque é pura felicidade criar uma história a partir de uma música que você adora e é fã. Gastão Moreira, da MTV já se aventurou, seu texto está lá.

Todos os MOJO Books são signatários do Creative Commons o que garante os direitos autorais de quem for escrever seu texto.

Além de ser interessante fazer parte deste site com um texto publicado, o escritor tem mais uma vitrine para exposição de sua obra literária, e a experiência é de fato prazerosa.

A música fica a seu critério pois eles não fazem qualquer tipo de discriminação, o que siginifica que poderá criar a partir de um disco de MPB, ou uma banda de rock, enfim, seja lá qual for a sua inspiração.

Para quem escreve, para quem se inicia ou para uma simples experiência de criação literária e ainda com luxuoso auxílio de alguma música consagrada, é perfeito. Mãos à obra.

Maiores informações ou se quiser ler alguns MOJOS do site é só acessar o pessoal do projeto:

http://www.mojobooks.com.br/

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