Subjetiva


A Vida é Bela
Pessoas andam perguntando por que eu “parei de escrever”. Sem querer ser subjetiva, mas eu diria que quem nasce flertando com a literatura, mesmo dormindo, pratica lá sua arte. Eu disse arte? Parece pretensão. E é. Na internet conheci muitos bons escritores. Contistas, romancistas, poetas, cronistas (crônica é arte?). Graças a eles tantas vezes pus em xeque, o meu talento. Entretanto, escrever é uma compulsão que nasceu, não comigo, mas antes de mim. Meu primeiro conto – eu era criança – falava de coisas que não existiam na época, como sequestro e venda de drogas nas escolas. Uma amiga kardecista diria, e disse mesmo, que seria eu a reencarnação de algum escritor que não “cumprira sua missão literária”. Apazigua, mas não convence, com todo respeito. Era só criatividade mesmo.
O assunto deste post, definitivamente não é religião. Também não quero falar de mim.
Saudades. Este é o tema.
É um sentimento ingrato, sutil devorador de almas, não? Por exemplo, eu estava com saudades de escrver no meu bloguinho, saudades dos amigos virtuais. Saudades de mim aqui (eu de novo).
Muitas vezes, um dia chuvoso traz lembranças. Em outras, um retrato, um e-mail. Porém a mais trágica das saudades é aquela quando perdemos para sempre alguém que amamos. Tipo parente, amigo, um cachorro de treze anos. Um filho.
A morte (o assunto não é morte) é a beleza da vida em oposto. Quer dizer, a vida teria tanto valor se não existe a morte? O cristão diz que sim, que era para sermos eternos. De certa forma somos. Na lembrança de alguém, em um livro que deixamos escrito. Ou lá, no coração de Deus.
Saudades é o que vou sentir do meu último irmão que se foi semana passada. O primogênito de minha mãe que se despede deste mundinho. Diante da Eternidade tudo fica tão pequeno… Todavia, matar saudades pode ser fácil. É questão de escolha. Escolho ser feliz e viva! Celebrando todas as minhas experiências com a vida e com a morte. Ser alegre e ter esperanças. Ser eterna. Do meu jeito. Por isso jamais vou parar de escrever.

Para Augusto Cezar, meu primeiro crítico literário, in memorian.

Anúncios