Vestida para amar

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 fotografia – Helmut Newton

Ela se despe com a pele

Se desfaz em sentidos

Múltiplos

Antegoza um instante mortal

E o gelo contrapõe seu quente

Coração

Ela é o vácuo entre a dor e a

Paixão

Um hiato hálito hortelã

A pele umedece os lábios

E metrô algum alcança seu

Passo scarpin

Assim vai ao encontro do amor

Na hora marcada pagã

No final da noite

Onde lá na estação

Ele se esconde excitado

Balbucia falácias

Ao invés de cobrí-la.

Mas ela  acostumada

Apenas reveste em cabelos e

Pêlos

Enquanto o trem passa

Jogando vento

Arrepiando  dois

No cume desgraça.

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Um comentário em “Vestida para amar

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