Geraldo Vandré, nossa Memória é mesmo Curta

Publicado em autores às Julho 9, 2008 por Dai :)

Disparada
Composição: Geraldo Vandré e Theo de Barros

Prepare o seu coração
Pras coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar…

Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo pra consertar…

Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu…

Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei…

Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente…

Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei

Geraldo Vandré nasceu em 12/09/1935. Vive em São Paulo e ainda compõe. Nega que foi torturado na Ditadura. Dizem que enlouqueceu.

Doce amor

Publicado em Poetizando às Julho 7, 2008 por Dai :)

Não sei como agüentar a ausência, a falta que você me faz… tento fazer poemas, escrever palavras doces, mas só penso em você despido, nu, a cantar aquela nossa música… Não lembra? Aquela, quando íamos tomar banho juntos, nos beijávamos e lá, no box mesmo acontecia tudo de novo.

Deve ser errado pensar assim, por que não escrevo música, recorto poesias e te mando? Por que não lembro de um bom livro e lemos juntos em voz alta ou sei lá, eu poderia ir ao cinema, E o vento levou, A casa dos espíritos…

 Mas só vem em minha cabeça você nuzinho, boca aberta, sexo! Sexo! Não pode ser só isso. Vou tentar escrever-lhe a mais linda poesia e beijar só a tua boca por horas e horas… Mas será que pode ser sem roupa?

Pássaro nu

Publicado em poema? às Julho 7, 2008 por Dai :)

Por que fui tirar a roupa

 Se estava frio e eu não o ignorava?

Talvez a explicação esteja

Nesta insistente vontade de ser feliz

Mesmo sabendo que tudo de que preciso

É  um banho quente

 E um chá em meio a pensamentos.

 

 E como penso eu, aflita ave noturna, ah!

Embriagada diva passional

A escrever românticos pesares

Plastificando meu complexo de abandono

 Na xerox dos dias iguais…

Que o doce som que o beijo faz…

 

Mas e Vênus, o que tem a ver

Com essa putaria?

Gosto na boca

Publicado em Poetizando às Julho 7, 2008 por Dai :)

Segurei sua mão, a levei ao lugar mais quente e úmido de vontade. Esqueci meus lábios nos lábios dele, e pensei comigo em como a vida era simples de viver.

Andei até a estante, abri um Neruda, deixando virem a mim imagens daquele carteiro do filme.

 Como cartas eram belas, levavam e traziam juras, promessas e cálidos momentos em meia luz.

 Abri agora os ouvidos para a música que saía como suspiro de sua boca contornada com pelos perfumados de eucalípto.

 Nosso hálito tinha o gosto de uma França antiga, champanhe e poesia.

Na cama, lençóis cansados retinham o aroma promíscuo almiscarado da liberdade.

Olhei mais uma vez em direção a porta…

 Lamentando por minha insana insistência de mantê-lo vivo em minha carne, voltei a deitar-me…

Assim continuei de onde havia parado.

 E como eu estava só!…

A Flor Ucraniana

Publicado em Luz e escuridão with tags às Julho 5, 2008 por Dai :)

 

 CLARICE LISPECTOR

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. [Clarice Lispector]

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Não temam suas idéias, sem elas você não seria mais que uma coisa.

Bom final de semana! :)

Sonhos Perdidos

Publicado em Poetizando às Julho 3, 2008 por Dai :)

foto Jean Saudek 

Entra por uma porta, sai por outra. É uma nova realidade, conhecida e acostumada. Já viu estas imagens, só a dor mudou de lado. Caminha com ela nas costas e nota que sangra mais, queima sem piedade.

Senta, descansa, procura água e ela está em estado de ferrugem, não vê seu rosto refletido, apenas um borrão, não é verossímel. Mas nada é, afinal. A água limpa as têmporas e o tempo urgindo a faz levantar.

Enquanto isso em outra parte ele se renova ao pôr do sol, esquece as rebordosas e sonha com ela. Também sangra pelos lábios que não mais a beijam. Estremece, ceifa as ervas daninhas que lhe roubaram o amor, o gozo perfeito. O sono.

Ela percebe que os seios estão à mostra, a roupa ficou presa no arame da cerca vizinha, no quintal do outro que em blasfêmias penetrou suas vísceras a fazendo urrar como loba na procura da prole e do sonho perdido. Amarra a saia em volta do busto e escolhe outra porta, outra saída.

Ele resolve a distância e envia pombos correios que vão em seu encalço, céleres e afoitos por entregar o bilhete que os fará cantar outra vez. Será? Está da mesma forma perdido. Se os pombos não voltam, qual porta abrirá desta vez? Dorme nu para tê-la com prazer.

A porta se fecha e sua ferida causa frio. Na espinha dorsal, nos seios pendentes, auréolas eriçadas sem as mãos dele a cobrí-los. Vai em frente, o labirinto se multiplica em possibilidades. Mas a dor é aguda. Ela deita-se e dorme com os seios tristes.

Ele não obtém respostas, os pombos não voltam. Desiste dela e procura outra saída. Onde outro corpo? Como hospedar a alma que a ela pertence? Por onde entrar?

Que boca selar, que corpo beijar se não for o dela… Melhor a morte a ficar sem aqueles seios. Sua tristeza o endurece como pau. Ele sonha com a fogueira em forma de mulher. Faz amor com o mito e dorme também, esperando acordar com o rulhar dos pombos.

Se queres ser universal…

Publicado em autores às Julho 2, 2008 por Dai :)

Retrato de Tolstói (1887), pelo artista Ilya Yefimovich Repin

… começa por pintar a tua aldeia. (Liev Tolstói)

O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo. (Liev Tolstói, Guerra e Paz)

 

Acho que muita gente sabe que eu sou aficcionada por escritores do séc. XIX. E que tenho duas paixões russas. Uma é o incomparável Fiódor Dostoiévski - meu preferido e ideal para tudo: escritor, pensador e principalmente impiedoso desconstrutor do homem pré-estabelecido.

Mas Liev Tolstói, esta sumidade pintada no quadro acima, me enternece desde menina. Eu o amei inicialmente por ser o pacifista pós-guerra de Criméia, ainda que tenha participado dela.

Mais adiante, quando estudei por quatro anos Filosofia Oriental e mergulhei na alma politicamente espiritual de Gandhi, lembro ter me sentido muito feliz porque extasiou-me aquela amizade de dois grandes homens. Dois grandes homens, dois amigos que trocavam simpatias através de cartas. Tolstói e Gandhi. A junção perfeita para o homem moderno não se perder espiritualmente.

 De um lado, um yogui determinado a se impor ante a frente inglesa. De outro, Tolstói quebrando a banca do papado cristão, até ser expulso da igreja ortodoxa.

 Citei três pilares que me sustentam enquanto base mais sólida. Mas hoje minhas reverências vão para o realista inconformado. Leon Tolstói.

Nota - Indico o escritor considerado o fundador da literatura russa, Alexandre Pushkin - séc. XVIII - XIX, estonteante poeta e romancista.

Vingança ou justiça? II

Publicado em Contos às Junho 29, 2008 por Dai :)

 

Leia também Vingança ou justiça? I  e  Fado no Libru Lumen. E o surpreendente final com Fado II também no Libru Lumen. 

 

 Vingança ou justiça?  Parte II

  Hospital, névoa. Entre consciente e desacordada Laia escutava repetidamente palavras seguidas de risos. “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos porque amanhã morreremos”… “… amanhã… morreremos…”
 
Debatia-se querendo acordar, fugir daquele pesadelo. Voz, aquela voz. “Amanhã morreremos…”
Laia abriu os olhos assustada e empapada de suor. Havia tido um pesadelo.

 A primeira visão foi  do teto branco do hospital; estava em seu quarto, isolada. Mais lhe parecia um catre, entretanto sentia-se segura e protegida.

Seus advogados levaram-lhe fortuna, não responderia pelo assassinato de Fernando. Afinal, Fernando se passara por Hector, seu odioso noivo que em nada se parecia com este, além da semelhança física. O caráter era duvidoso, de um homem capaz de matar. Alegaram insanidade, não iria presa, e ela já tinha suas dúvidas se já não estaria de fato enlouquecendo.
 
Sentiu alívio ao constatar que fora um sonho. Não estivera com Hector, porém a dor em seu pescoço era real. Se não foi ele, já que tudo não havia passado de um sonho, com certeza algo ou alguém a feriu no pescoço. Foi um sonho longo e angustiante, costurado de diálogos.
 
Era muito nítida a voz de Hector. Ele dizia coisas como querer vingança, que a mataria lentamente, a faria sofrer por lhe ter tirado o irmão.

Cambaleante se dirigiu ao banheiro a fim de olhar-se no espelho. Estava mais magra e os cabelos eram curtos, a seu pedido. Embora estivesse há uns quinze dias internada, era certo não confiar em ninguém. A cidade a considerava uma assassina, por ter matado o irmão trocado. Fernando era um bom homem, e só agora Laia percebia que aquele era o amor de sua vida. O gêmeo Fernando.
 
Não compreendia como um rapaz tão meigo e honesto aceitara se passar pelo irmão mau caráter. Ou talvez, pensou enquanto se olhava no espelho sobre a pia, talvez Fernando não chegara a saber das sórdidas intenções de Hector. De suas atividades criminosas.

Olhou atentamente a marca em seu pescoço. Parecia um pequeno corte. Talvez uma picada de agulha. Estava arroxeado e dolorido. Certamente alguém aplicara uma injeção na veia do pescoço.
Voltou para a cama e chamou a enfermeira através do interfone que ficava à cabeceira. A moça entrou e Laia imediatamente a interrogou:
_ Quando fui medicada?… Por que me aplicaram a injeção aqui, na veia do pescoço?…

As palavras davam a impressão de saírem trocadas e sem sentido. Laia achou estranho, entretanto estava consciente e lúcida. Repetiu a pergunta diante do olhar estupefato da enfermeira.
_ O que está havendo comigo? Alguém pode esclarecer?!… Chame o médico…
A enfermeira, assustada, deu dois passos para trás e por fim, balançando a cabeça como quem não entendia o que Laia dizia, saiu apressada do quarto.

Só então  a fazendeira constatou que em sua cabeça o raciocínio era lógico, porém as palavras não saíam articuladas. Provavelmente balbuciava em lugar de falar. Pânico tomou conta dela e vendo-se sozinha imaginava o que poderia estar havendo afinal.

Levantou de novo e correu para a porta, haveria de encontrar um médico que explicasse tudo. Encostou-se na parede do corredor. Lembrou do terror que fora aquela noite quando vira Hector violentar e estrangular a empregadinha da fazenda. Lembrou dos olhos estatelados da moça que perderam a vida olhando para ela, com o horror de quem sabia que estava morrendo.

Laia saíra sem que Hector o percebesse, entretanto, estava disposta a denunciá-lo.
Todavia, Hector parecia ter se transformado em outro homem da noite para o dia, e aos poucos Laia  desistia de denunciar o noivo.

Até descobrir que o assassinato da moça não havia sido o primeiro. Na região já havia acontecido outros desaparecimentos de meninas. Uma delas, de apenas dezessete anos, fora encontrada, pouco antes de Laia chegar à cidade para estabelecer-se como fazendeira.

 Resolveu então fazer justiça com as próprias mãos naquela noite escura, sem luar ou estrelas, quando  descobrira pela manhã que o plano de seu futuro marido era casar-se com ela e depois livrar-se da esposa, herdando os seus bens e abocanhando um seguro de vida milionário.
Laia, que havia decidido tomar o desjejum com o noivo no dia, escutara Hector falando ao telefone sobre seu plano cruel.

O fato é que decidiu acabar com ele porque sabia que eram de família tradicional naquela região. Provavelmente ninguém acreditaria nela. O delegado Assunpção, o testa de ferro de Hector. Eram parentes e parecidos no caráter.

Olhou para um lado e outro do longo corredor e não avistou ninguém. Nenhum médico ou enfermeira.

Voltou para o quarto angustiada. A dor no pescoço era mais latente. Fechou os olhos, encolheu as pernas e pensou em Fernando. O sentimento de culpa fez com que uma dor intensa surgisse em seu peito. Pensou em como podia ser palpável e real a dor de um coração acometido de medo e remorso.
 
Quando saísse dali, pensou, iria para um lugar distante onde pudesse enterrar as lembranças. Recomeçaria sua vida longe de Hector, longe daquela cidade.

Escutou passos no corredor e um leve sorriso brotou em seus lábios. Era o médico provavelmente. Encolheu-se, pois sentia frio. Mas estaria tudo bem. Ela tinha certeza. Beijou Fernando em pensamento e adormeceu serenamente.

 

(Para Cristina Sampaio, a Cris, escritora e psicóloga)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Revisão - Jefferson Maleski

(Aguarde episódio final)

Revoada Virtual

Publicado em alô! às Junho 27, 2008 por Dai :)

Com garra, força e determinação…

Que este final de semana seja um pouco diferente porque há de trazer boas novas energias para nós blogueiros, nós que resistimos sem saber por que falamos e nos preocupamos tanto com a humanidade e suas artes. Ou sabemos, é por amor.

Desejo que este milênio una as almas pecadoras, santas, civis e militares. Que nos amemos de verdade, virtualmente ou não. Não nos vemos ou nos tocamos, mas em espírito, sim!, nos amamos.

 Mas que nós, os blogueiros do Brasil, tenhamos um lugar ao sol, longe das sombras da miséria espiritual e das falanges corruptas que invocam maus espíritos que pretendem alimentar-se dos incautos e desavisados povos da nossa terra.

Sejamos pássaros sim, mas prontos para nos impor contra os crimes à humanidade, o preconceito, a mentira e a falta de caráter na política brasileira. Sejamos bando, um exército voador a lutar pelo bem da nossa nação, e depois do mundo! Os pássaros podem tudo.

Bom final de semana a todos os escribas que ralam na blogosfera para não deixarem a escuridão já abastecida por Hitler e Diabos, transformar nosso Brasil em mais uma cobaia provinciana desfilando a pura alma nua, nossos índios, negando nossos mais profundos valores ante a verdade humana.

Nós, pássaros ávidos, que voamos de link em link buscando o novo, amigo novo, velho amigo, notícias e esperanças. O poder é nosso. Power to the people!

Bom final de semana e bom futuro aos que, como eu, acreditam no Bem! Na cicatrização das feridas humanas, na reconstituição moral do homem.

Que os escritores da blogosfera sejam sempre agraciados pela Inspiração, e pela boa ética; que  conduzam o planeta a um futuro de Aquárius.

Um ótimo final de semana aos blogueiros do mundo! E vida longa à Blogosfera Brasileira!

Aos amigos,

Paz, saúde e altos vôos!

SARTRE - A eterna Existência

Publicado em Luz e escuridão with tags , às Junho 26, 2008 por Dai :)

 

Jean Saudek’s photo

 EXISTENCIALISMO

“Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber…” Jean-Paul Sartre

 O QUE DIRIA SARTRE HOJE, NESTE MOMENTO TECNOLÓGICO? O EXISTENCIALISMO MANTERIA A INDEPENDÊNCIA DO HOMEM, AINDA NEGANDO A DEUS?

AS IGREJAS ESTÃO MASSACRANDO HOMOSSEXUAIS E MULHERES QUANDO INTERFEREM NA ESCOLHA ÍNTIMA COMO NA QUESTÃO DO ABORTO. ONDE SE PRESERVA A ESSÊNCIA DAS MINORIAS ?

    

AS IGREJAS AINDA MANIPULAM EM NOME DE DEUS. EXISTENCIALISMO É ISSO. PERCEBER QUE QUANDO SARTRE FALOU, ESCREVEU E VIVEU NA INDEPENDÊNCIA DE SI PRÓPRIO, ERA PORQUE NÃO ACEITAVA QUE A ESSÊNCIA DO HOMEM PUDESSE SER SUBJUGADA.

  ”… Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsablidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens.”
Jean-Paul Sartre